Edgar Flexa Ribeiro, Blog Noblat
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Comportamentos criminosos freqüentes, de extrema violência, desordenados, praticados individualmente ou por bandos, que incidem aleatóriamente sobre qualquer segmento da população: do trabalhador que morre queimado num ônibus a presidente do Supremo Tribunal Federal que se vê envolvida num tiroteio durante o qual seu carro é roubado
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Legislativos escandalosos que se permitem tentar dobrar os salários de seus membros, e remunerar suplentes em período de recesso como se trabalhando estivessem. Desmandos diversos, abuso de poder, prevaricações. Demora, burocracia impenitente, desmedida voracidade fiscal. Justiça tardia, logo ineficiente e cara. Impunidade ostensiva. Pouco valor dado à vida humana, desconsideração de uns pelos outros, colapso da possibilidade de um projeto comum, orfandade de muitos, desalento de alguns, proveito de uma minoria.
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Esses e outros fatores, sabiamente combinados, talvez possam configurar e quantificar um determinado momento no processo civilizatório. Seria então possível comparar diferentes grupos, ou um mesmo grupo em diferentes épocas, quanto ao nível de convívio social, de fruição dos valores que supostamente dividem, e quanto ao êxito coletivo futuro que pode se esperar. E, assim, sinalizar etapas de organização, ou de desorganização, de grupos sociais. Uma espécie de Indicador de Estágio Civilizatório.
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Com tudo isso quantificado poderíamos saber se estamos assistindo ou não a alguma coisa que não se limita à segurança pública, ao tráfico de drogas, à pobreza ou à falta de recursos, à incompetência ou a voracidade de poucos. Mas a coisas que não se resolverão só com escola, polícia, renda ou bons propósitos e belas palavras.
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Em resumo, saber se estamos ou não num processo de regressão civilizatória, de perda da própria identidade, de liquefação dos valores que viabilizam a vida em sociedade. E, portanto, rumo a toda e qualquer forma de dissolução dos laços que fazem de nós um só povo e uma só nação.
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Com a palavra os antropólogos e cientistas sociais...
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Comportamentos criminosos freqüentes, de extrema violência, desordenados, praticados individualmente ou por bandos, que incidem aleatóriamente sobre qualquer segmento da população: do trabalhador que morre queimado num ônibus a presidente do Supremo Tribunal Federal que se vê envolvida num tiroteio durante o qual seu carro é roubado
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Legislativos escandalosos que se permitem tentar dobrar os salários de seus membros, e remunerar suplentes em período de recesso como se trabalhando estivessem. Desmandos diversos, abuso de poder, prevaricações. Demora, burocracia impenitente, desmedida voracidade fiscal. Justiça tardia, logo ineficiente e cara. Impunidade ostensiva. Pouco valor dado à vida humana, desconsideração de uns pelos outros, colapso da possibilidade de um projeto comum, orfandade de muitos, desalento de alguns, proveito de uma minoria.
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Esses e outros fatores, sabiamente combinados, talvez possam configurar e quantificar um determinado momento no processo civilizatório. Seria então possível comparar diferentes grupos, ou um mesmo grupo em diferentes épocas, quanto ao nível de convívio social, de fruição dos valores que supostamente dividem, e quanto ao êxito coletivo futuro que pode se esperar. E, assim, sinalizar etapas de organização, ou de desorganização, de grupos sociais. Uma espécie de Indicador de Estágio Civilizatório.
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Com tudo isso quantificado poderíamos saber se estamos assistindo ou não a alguma coisa que não se limita à segurança pública, ao tráfico de drogas, à pobreza ou à falta de recursos, à incompetência ou a voracidade de poucos. Mas a coisas que não se resolverão só com escola, polícia, renda ou bons propósitos e belas palavras.
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Em resumo, saber se estamos ou não num processo de regressão civilizatória, de perda da própria identidade, de liquefação dos valores que viabilizam a vida em sociedade. E, portanto, rumo a toda e qualquer forma de dissolução dos laços que fazem de nós um só povo e uma só nação.
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Com a palavra os antropólogos e cientistas sociais...