Veja Online
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Os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) assumiram os governos de seus Estados nesta segunda-feira destacando as críticas e a oposição ao segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra, em São Paulo, e Aécio, em Minas, são os principais nomes do PSDB e da própria oposição à sucessão de Lula em 2010.
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Em discurso na Assembléia Legislativa, Serra garantiu que tentará manter as "melhores relações institucionais" com o presidente, mantendo-se, porém, sempre na oposição. "Não fomos, não somos nem seremos adeptos do quanto pior, melhor. Seremos oposição no plano federal justamente porque não somos iguais", disse o governador empossado.
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Serra ironizou ainda a sugestão feita por Lula de um pacto entre governo e oposição para garantir governabilidade: "A governabilidade é tarefa de quem obteve nas urnas o mandato para governar", disse. "Não me passa pela cabeça, por exemplo, transferir para a oposição o dever de assegurar a governabilidade do Estado que me elegeu."
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O novo governador paulista atacou ainda a "estagnação econômica" do país e pediu a volta da ética na política. "Vivemos no Brasil um período de crise de valores", defendeu. "Crise política que se alimenta da teimosa incoerência entre os discursos e as ações na vida pública." Por fim, ele fez seu diagnóstico da economia nacional. "Os resultados ruins [da economia] não são colhidos da fatalidade, mas da fragilidade da política macroeconômica, hostil à produção e aos investimentos", disse.
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Minas – Iniciando seu segundo mandato, Aécio Neves alfinetou Lula ao afirmar que, para um "crescimento econômico verdadeiro" e a "almejada justiça social", será necessária a "refundação do pacto federativo" com maior distribuição de recursos aos Estados. Segundo ele, as demais unidades da federação devem ter mais autonomia política, financeira e administrativa.
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"Não haverá crescimento verdadeiro, não haverá desenvolvimento consolidado, não haverá democracia plena enquanto não refundarmos a federação e os princípios norteadores da República brasileira", disse Aécio, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. E acrescentou: "Não alcançaremos a justiça social que todos almejamos enquanto não tivermos a coragem de desconcentrar recursos, enquanto não houver autonomia administrativa para Estados e municípios e justiça tributária."
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Os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) assumiram os governos de seus Estados nesta segunda-feira destacando as críticas e a oposição ao segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra, em São Paulo, e Aécio, em Minas, são os principais nomes do PSDB e da própria oposição à sucessão de Lula em 2010.
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Em discurso na Assembléia Legislativa, Serra garantiu que tentará manter as "melhores relações institucionais" com o presidente, mantendo-se, porém, sempre na oposição. "Não fomos, não somos nem seremos adeptos do quanto pior, melhor. Seremos oposição no plano federal justamente porque não somos iguais", disse o governador empossado.
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Serra ironizou ainda a sugestão feita por Lula de um pacto entre governo e oposição para garantir governabilidade: "A governabilidade é tarefa de quem obteve nas urnas o mandato para governar", disse. "Não me passa pela cabeça, por exemplo, transferir para a oposição o dever de assegurar a governabilidade do Estado que me elegeu."
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O novo governador paulista atacou ainda a "estagnação econômica" do país e pediu a volta da ética na política. "Vivemos no Brasil um período de crise de valores", defendeu. "Crise política que se alimenta da teimosa incoerência entre os discursos e as ações na vida pública." Por fim, ele fez seu diagnóstico da economia nacional. "Os resultados ruins [da economia] não são colhidos da fatalidade, mas da fragilidade da política macroeconômica, hostil à produção e aos investimentos", disse.
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Minas – Iniciando seu segundo mandato, Aécio Neves alfinetou Lula ao afirmar que, para um "crescimento econômico verdadeiro" e a "almejada justiça social", será necessária a "refundação do pacto federativo" com maior distribuição de recursos aos Estados. Segundo ele, as demais unidades da federação devem ter mais autonomia política, financeira e administrativa.
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"Não haverá crescimento verdadeiro, não haverá desenvolvimento consolidado, não haverá democracia plena enquanto não refundarmos a federação e os princípios norteadores da República brasileira", disse Aécio, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. E acrescentou: "Não alcançaremos a justiça social que todos almejamos enquanto não tivermos a coragem de desconcentrar recursos, enquanto não houver autonomia administrativa para Estados e municípios e justiça tributária."