COMENTANDO A NOTÍCIA:
Queremos destacar dois aspectos em relação ao contingenciamento promovido pelo governo federal no Orçamento da União. Que aliás vem se tornando uma praxe, por sinal, bastante desagradável.
Vamos lá. Primeiro, há quanto tempo este Orçamento foi aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula ? Um mês, dois meses, se tanto ! Pois bem, o que mudou nos cenários econômicos do país neste intervalo tão diminuto para que se promova um “ajuste” deste tamanho ? Que se saiba, nada. Pelo menos, contrário à execução das metas orçamentárias. Pois, então, temos: o orçamento foi projetado a partir de uma expectativa de crescimento de 4,75% do PI em 2007. O corte nos gatos agora, representa dizer que, ou estavam totalmente erradas estas projeções, ou o governo estará usando estes cortes para barganhar a aprovação das medidas dependentes de aprovação no Congresso. Isto é um lado que, diga-se de saída, tem sido usual. Nesta semana mesmo, precisando aprovar o projeto da Super-Receita, o governo andou bancando o benemérito, e liberou emendas parlamentares em torno de 3,0 bilhões. Todos os anos do primeiro reinado de Lula, a receita na arrecadação de impostos tem batido sucessivos recordes positivos. Como no início do ano, de 2003 para cá, o Ministro do Planejamento e da Fazenda, sempre aplicam a tesourada no Orçamento. Ora, se ao cabo do exercício fiscal temos uma arrecadação acima da projetada, pergunta-se: o que o governo Lula tem feito do excedente ? Tem reposto os gastos que foram cortados ? Tem depositado no Tesouro para aumentar o superávit primário para pagamento de dívida pública ? Tem pago despesas extraordinárias ? Tem realocado para investimentos em infra-estrutura e programas sociais ? Alguém sabe a resposta? Portanto estes cortes no Orçamento, sempre feitos no período máximo de 2 meses entre a aprovação pelo Congresso e a tesourada federal, tem explicações que vão além daquelas enquadradas como “super-avaliação de expectativas de crescimento”! Até porque se o PIB não cresce tanto quanto se prevê, as receitas tem, regra geral, se realizado pelo excedente de arrecadação no pagamento de impostos. Seria interessante que alguém com faro fino buscasse nas contas do governo esta resposta.
O segundo aspecto a ser destacado, é por que, no final de dezembro, o Congresso aprovou um orçamento com expectativas de crescimento em torno de 4,75% do PIB, que Lula imediatamente concordou sancionando, em janeiro Lula apresentou um PAC com expectativas de crescimento já reduzidas para 4,5%, e agora na hora em que as medidas para consumar-se tal perspectiva de crescimento, esta projeção cai e obriga o governo a reduzir as despesas em significativos 16,5 bilhões ? Afinal, quem está enrolando quem ? E por que estes cortes sempre são feitos para os recursos previstos para ministérios da educação, saúde, transportes ? Barganha com os parlamentares para forçá-los a aprovarem na marra qualquer coisa que o governo queira? Eis parte da resposta : “(...)Segundo Bernardo, a administração federal poderá liberar até R$ 4 bilhões dos R$ 14 bilhões das emendas até o fim do ano. Hoje, entretanto, os técnicos admitem que as despesas previstas por emenda estão "informalmente" bloqueadas e somente serão liberadas de acordo com a postura de deputados e senadores na aprovação do PAC(...)”.
A isto chama-se no popular de “chantagem”. Nunca que isto é política, pelo menos não a que se entende como “ética”. Fica fácil, deste modo, de se ver as razões para o país continuar a seguir a degradante estrada do esvaziamento de valores. Quando se usa o dinheiro que pagamos para reverter em nosso benefício na forma de assistência médica, melhor educação, estradas, segurança pública, e o governo o utiliza como “mensalão” a ser pago de acordo com “a postura de deputados e senadores na aprovação do PAC”, moeda de troca na barganha imoral de troca de favores interesseiros e irresponsáveis, é possível concluir que para o governo Lula, ética significa coisa alguma. E enquanto os poderes neste país primarem suas condutas pelos desvãos da imoralidade, acreditem, não há plano de segurança que dê jeito na nossa degradação de costumes e valores.
Com base nisso, e de acordo com as palavras do ministro Paulo Bernardo, podemos concluir que o PAC, tanto quanto o Orçamento, não passa de uma mera peça de ficção. Se o Orçamento é um mero arranjo de receitas e despesas para atender uma exigência legal, mas que na prática, é simplesmente ignorado, o PAC é uma bela relação, arrumadinha é bem verdade, de obras em andamento, e outras tantas (a maioria) a título de “projetadas”, para a qual se deu uma maquiada legal do ponto de vista de peça de marketing, para servir como cartão de visitas para o palanque do terceiro mandato. Aliás, aguardem: virão por aí outras pérolas do marketing presidencial, a serem efusivamente festejados como os “planos do desenvolvimento” social, teremos também o da educação, tudo muito bem montadinho a partir apenas do que já existe, só que arranjados para dar a impressão de que o governo governa. Mas, na prática, sempre aparecerão os cortes, a exibir a verdadeira face do engodo, demonstrando que o patrocínio das mentiras de Lula e do Petê tem o verdadeiro sentido de onde se pretende chegar: a perpetuação no poder da mistificação praticada por delinqüentes e degenerados morais. Transformamo-nos em um imenso deserto onde a miragem perverte todos os sentidos.
Ah, você acha que estou sendo muito duro na crítica ? Então, ta bom, encerro com uma nota publicada pelo Cláudio Humberto, na sua página, que ilustra na medida exata a mediocridade instalada por Lula no governo federal:
Nas nuvens
A Presidência da República vai gastar R$ 359,8 mil em carpetes, pisos vinículos e laminados “do tipo flutuante”, para os ilustres pezinhos presidenciais.
É isto aí, quem sabe com os pezinhos mais bem cuidados e tratados, os chutes no traseiro do povo brasileiro, doravante, serão menos dolorosos...
A seguir, reportagem da Tribuna da Imprensa, dando conta da imoralidade federal:
Queremos destacar dois aspectos em relação ao contingenciamento promovido pelo governo federal no Orçamento da União. Que aliás vem se tornando uma praxe, por sinal, bastante desagradável.
Vamos lá. Primeiro, há quanto tempo este Orçamento foi aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula ? Um mês, dois meses, se tanto ! Pois bem, o que mudou nos cenários econômicos do país neste intervalo tão diminuto para que se promova um “ajuste” deste tamanho ? Que se saiba, nada. Pelo menos, contrário à execução das metas orçamentárias. Pois, então, temos: o orçamento foi projetado a partir de uma expectativa de crescimento de 4,75% do PI em 2007. O corte nos gatos agora, representa dizer que, ou estavam totalmente erradas estas projeções, ou o governo estará usando estes cortes para barganhar a aprovação das medidas dependentes de aprovação no Congresso. Isto é um lado que, diga-se de saída, tem sido usual. Nesta semana mesmo, precisando aprovar o projeto da Super-Receita, o governo andou bancando o benemérito, e liberou emendas parlamentares em torno de 3,0 bilhões. Todos os anos do primeiro reinado de Lula, a receita na arrecadação de impostos tem batido sucessivos recordes positivos. Como no início do ano, de 2003 para cá, o Ministro do Planejamento e da Fazenda, sempre aplicam a tesourada no Orçamento. Ora, se ao cabo do exercício fiscal temos uma arrecadação acima da projetada, pergunta-se: o que o governo Lula tem feito do excedente ? Tem reposto os gastos que foram cortados ? Tem depositado no Tesouro para aumentar o superávit primário para pagamento de dívida pública ? Tem pago despesas extraordinárias ? Tem realocado para investimentos em infra-estrutura e programas sociais ? Alguém sabe a resposta? Portanto estes cortes no Orçamento, sempre feitos no período máximo de 2 meses entre a aprovação pelo Congresso e a tesourada federal, tem explicações que vão além daquelas enquadradas como “super-avaliação de expectativas de crescimento”! Até porque se o PIB não cresce tanto quanto se prevê, as receitas tem, regra geral, se realizado pelo excedente de arrecadação no pagamento de impostos. Seria interessante que alguém com faro fino buscasse nas contas do governo esta resposta.
O segundo aspecto a ser destacado, é por que, no final de dezembro, o Congresso aprovou um orçamento com expectativas de crescimento em torno de 4,75% do PIB, que Lula imediatamente concordou sancionando, em janeiro Lula apresentou um PAC com expectativas de crescimento já reduzidas para 4,5%, e agora na hora em que as medidas para consumar-se tal perspectiva de crescimento, esta projeção cai e obriga o governo a reduzir as despesas em significativos 16,5 bilhões ? Afinal, quem está enrolando quem ? E por que estes cortes sempre são feitos para os recursos previstos para ministérios da educação, saúde, transportes ? Barganha com os parlamentares para forçá-los a aprovarem na marra qualquer coisa que o governo queira? Eis parte da resposta : “(...)Segundo Bernardo, a administração federal poderá liberar até R$ 4 bilhões dos R$ 14 bilhões das emendas até o fim do ano. Hoje, entretanto, os técnicos admitem que as despesas previstas por emenda estão "informalmente" bloqueadas e somente serão liberadas de acordo com a postura de deputados e senadores na aprovação do PAC(...)”.
A isto chama-se no popular de “chantagem”. Nunca que isto é política, pelo menos não a que se entende como “ética”. Fica fácil, deste modo, de se ver as razões para o país continuar a seguir a degradante estrada do esvaziamento de valores. Quando se usa o dinheiro que pagamos para reverter em nosso benefício na forma de assistência médica, melhor educação, estradas, segurança pública, e o governo o utiliza como “mensalão” a ser pago de acordo com “a postura de deputados e senadores na aprovação do PAC”, moeda de troca na barganha imoral de troca de favores interesseiros e irresponsáveis, é possível concluir que para o governo Lula, ética significa coisa alguma. E enquanto os poderes neste país primarem suas condutas pelos desvãos da imoralidade, acreditem, não há plano de segurança que dê jeito na nossa degradação de costumes e valores.
Com base nisso, e de acordo com as palavras do ministro Paulo Bernardo, podemos concluir que o PAC, tanto quanto o Orçamento, não passa de uma mera peça de ficção. Se o Orçamento é um mero arranjo de receitas e despesas para atender uma exigência legal, mas que na prática, é simplesmente ignorado, o PAC é uma bela relação, arrumadinha é bem verdade, de obras em andamento, e outras tantas (a maioria) a título de “projetadas”, para a qual se deu uma maquiada legal do ponto de vista de peça de marketing, para servir como cartão de visitas para o palanque do terceiro mandato. Aliás, aguardem: virão por aí outras pérolas do marketing presidencial, a serem efusivamente festejados como os “planos do desenvolvimento” social, teremos também o da educação, tudo muito bem montadinho a partir apenas do que já existe, só que arranjados para dar a impressão de que o governo governa. Mas, na prática, sempre aparecerão os cortes, a exibir a verdadeira face do engodo, demonstrando que o patrocínio das mentiras de Lula e do Petê tem o verdadeiro sentido de onde se pretende chegar: a perpetuação no poder da mistificação praticada por delinqüentes e degenerados morais. Transformamo-nos em um imenso deserto onde a miragem perverte todos os sentidos.
Ah, você acha que estou sendo muito duro na crítica ? Então, ta bom, encerro com uma nota publicada pelo Cláudio Humberto, na sua página, que ilustra na medida exata a mediocridade instalada por Lula no governo federal:
Nas nuvens
A Presidência da República vai gastar R$ 359,8 mil em carpetes, pisos vinículos e laminados “do tipo flutuante”, para os ilustres pezinhos presidenciais.
É isto aí, quem sabe com os pezinhos mais bem cuidados e tratados, os chutes no traseiro do povo brasileiro, doravante, serão menos dolorosos...
A seguir, reportagem da Tribuna da Imprensa, dando conta da imoralidade federal: