Danielle Nogueira, DCI
Apesar do anúncio de lucro recorde de R$ 25,9 bilhões em 2006, os brasileiros começaram a sentir os efeitos das medidas tomadas pelo presidente boliviano Evo Morales nas atividades da Petrobras. A estatal apresentou forte retração na área internacional, em boa parte por conta de medidas bolivianas. A área de gás, por exemplo, fechou com prejuízo operacional de R$ 563 milhões especialmente porque foi cancelado um contrato de hedge com a empresa boliviana Andina. Além disso, o aumento da tributação na Bolívia, a revisão de contratos na Venezuela e o insucesso na perfuração de poços nos Estados Unidos fizeram o lucro da estatal recuar 75% no exterior, de R$ 1,4 bilhão para R$ 350 milhões.
Apesar do anúncio de lucro recorde de R$ 25,9 bilhões em 2006, os brasileiros começaram a sentir os efeitos das medidas tomadas pelo presidente boliviano Evo Morales nas atividades da Petrobras. A estatal apresentou forte retração na área internacional, em boa parte por conta de medidas bolivianas. A área de gás, por exemplo, fechou com prejuízo operacional de R$ 563 milhões especialmente porque foi cancelado um contrato de hedge com a empresa boliviana Andina. Além disso, o aumento da tributação na Bolívia, a revisão de contratos na Venezuela e o insucesso na perfuração de poços nos Estados Unidos fizeram o lucro da estatal recuar 75% no exterior, de R$ 1,4 bilhão para R$ 350 milhões.
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Ainda assim, a área internacional foi a que apresentou o maior crescimento dos investimentos da estatal, de 127%, indo de R$ 3,1 bilhões, em 2005, para R$ 7,1 bilhões, em 2006. O total de investimentos executados pela empresa foi de R$ 33,6 bilhões. Para 2007, a previsão é de R$ 55 bilhões. As mudanças ocorridas na Bolívia, decorrentes do aumento de tributação após a nacionalização do setor de petróleo e gás, foram as que causaram maior impacto nos negócios internacionais. O lucro de 2005 havia sido de R$ 250 milhões e o de 2006 ficou em R$ 57 milhões, queda de 77%.
Ainda assim, a área internacional foi a que apresentou o maior crescimento dos investimentos da estatal, de 127%, indo de R$ 3,1 bilhões, em 2005, para R$ 7,1 bilhões, em 2006. O total de investimentos executados pela empresa foi de R$ 33,6 bilhões. Para 2007, a previsão é de R$ 55 bilhões. As mudanças ocorridas na Bolívia, decorrentes do aumento de tributação após a nacionalização do setor de petróleo e gás, foram as que causaram maior impacto nos negócios internacionais. O lucro de 2005 havia sido de R$ 250 milhões e o de 2006 ficou em R$ 57 milhões, queda de 77%.
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Para 2007, porém, é possível que haja uma recuperação, pois os novos contratos de exploração e produção da Petrobras Bolívia, subsidiária local da estatal brasileira, entram em vigor apenas este ano. Embora tenham carga tributária maior que a de 2005, contemplam menos impostos que os cobrados em 2006. Daí a expectativa de reversão.
Para 2007, porém, é possível que haja uma recuperação, pois os novos contratos de exploração e produção da Petrobras Bolívia, subsidiária local da estatal brasileira, entram em vigor apenas este ano. Embora tenham carga tributária maior que a de 2005, contemplam menos impostos que os cobrados em 2006. Daí a expectativa de reversão.
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Além desses contratos, ainda estão em negociação com o país vizinho o preço do gás e a indenização pelas duas refinarias cujo controle foi transferido ao governo boliviano. O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, reafirmou ontem que a posição da Petrobras é de não aceitar um reajuste do preço do gás além do previsto em contrato. “Nossa posição está mantida”, disse. O contrato de fornecimento de gás firmado entre a petrolífera boliviana YPFB e a Petrobras prevê revisões de preço, para cima ou para baixo, a cada três meses, de acordo com o preço de uma cesta internacional de óleo. Hoje, o presidente da Bolívia, Evo Morales, chega ao Brasil para um encontro com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Um dos pontos incluídos na pauta é o preço do gás.
Além desses contratos, ainda estão em negociação com o país vizinho o preço do gás e a indenização pelas duas refinarias cujo controle foi transferido ao governo boliviano. O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, reafirmou ontem que a posição da Petrobras é de não aceitar um reajuste do preço do gás além do previsto em contrato. “Nossa posição está mantida”, disse. O contrato de fornecimento de gás firmado entre a petrolífera boliviana YPFB e a Petrobras prevê revisões de preço, para cima ou para baixo, a cada três meses, de acordo com o preço de uma cesta internacional de óleo. Hoje, o presidente da Bolívia, Evo Morales, chega ao Brasil para um encontro com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. Um dos pontos incluídos na pauta é o preço do gás.
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Na Venezuela, o governo local determinou que todas as empresas operantes no país teriam de se associar à estatal PDVSA, no primeiro semestre de 2006. Com essa medida, a Petrobras, que detinha 100% dos campos em que operava, passou a deter 40%. A mudança fez com que o lucro na Venezuela caísse para R$ 94 milhões, ante os R$ 164 milhões de 2005.
Na Venezuela, o governo local determinou que todas as empresas operantes no país teriam de se associar à estatal PDVSA, no primeiro semestre de 2006. Com essa medida, a Petrobras, que detinha 100% dos campos em que operava, passou a deter 40%. A mudança fez com que o lucro na Venezuela caísse para R$ 94 milhões, ante os R$ 164 milhões de 2005.
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Nos Estados Unidos e em outros países, alguns poços perfurados se mostraram secos, fazendo com que o investimento feito na perfuração fosse em vão. Isso contribuiu para o fraco desempenho internacional. No refino, porém, as vendas externas subiram 19%, impulsionadas pela aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA, e pela penetração em novos mercados como Paraguai, Uruguai e Colômbia.
Nos Estados Unidos e em outros países, alguns poços perfurados se mostraram secos, fazendo com que o investimento feito na perfuração fosse em vão. Isso contribuiu para o fraco desempenho internacional. No refino, porém, as vendas externas subiram 19%, impulsionadas pela aquisição da refinaria de Pasadena, nos EUA, e pela penetração em novos mercados como Paraguai, Uruguai e Colômbia.
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Vendas internas
No Brasil, as vendas internas de derivados tiveram crescimento de 3%, com destaque para gasolina, nafta e gás natural. A primeira teve maior consumo em função da redução do percentual de adição do álcool de 25% para 20%. Já o consumo de nafta aumentou porque o preço do insumo foi reduzido devido á queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional. O gás teve maior demanda pelo setor industrial, com aumento das vendas de 7%, ante o volume comercializado em 2005. Segundo Barbassa, o preço do combustível ainda está atrativo em relação a seus concorrentes. Independentemente do desfecho das negociações em torno do preço do gás com a Bolívia, Barbassa disse que a empresa avalia aumentar seu preço. Em gás e energia, a retração de R$ 563 milhões foi decorrência, principalmente, do cancelamento de um contrato de hedge com a Andina. A estatal havia provisionado ganhos para 2006 e acabou tendo perda de R$ 200 milhões por conta da revogação do documento.
Vendas internas
No Brasil, as vendas internas de derivados tiveram crescimento de 3%, com destaque para gasolina, nafta e gás natural. A primeira teve maior consumo em função da redução do percentual de adição do álcool de 25% para 20%. Já o consumo de nafta aumentou porque o preço do insumo foi reduzido devido á queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional. O gás teve maior demanda pelo setor industrial, com aumento das vendas de 7%, ante o volume comercializado em 2005. Segundo Barbassa, o preço do combustível ainda está atrativo em relação a seus concorrentes. Independentemente do desfecho das negociações em torno do preço do gás com a Bolívia, Barbassa disse que a empresa avalia aumentar seu preço. Em gás e energia, a retração de R$ 563 milhões foi decorrência, principalmente, do cancelamento de um contrato de hedge com a Andina. A estatal havia provisionado ganhos para 2006 e acabou tendo perda de R$ 200 milhões por conta da revogação do documento.
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Já a produção nacional cresceu mais que o esperado (5,6%), levando a empresa a atingir a auto-suficiência de fato em dezembro do ano passado. A média de produção da Petrobras no ano passado foi de 1,778 milhão de barris diários. A previsão para este ano é de 1,919 milhão de barris, com a entrada de seis novos projetos.
Já a produção nacional cresceu mais que o esperado (5,6%), levando a empresa a atingir a auto-suficiência de fato em dezembro do ano passado. A média de produção da Petrobras no ano passado foi de 1,778 milhão de barris diários. A previsão para este ano é de 1,919 milhão de barris, com a entrada de seis novos projetos.
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COMENTANDO A NOTÍCIA:
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Nos jornais, teve gente comemorando o lucro recorde. Talvez atribuindo o resultado positivo à desgovernabilidade promovido pelo governo federal. Esqueceram de dizer que o lucro teria sido maior não fosse justamente o governo federal. É por isto que este bando de cretino que está levando o ladeira abaixo, tem raiva da imprensa não alinhada. É que tem jornalista que, ao divulgar a verdade dos fatos, acaba desmascarando as farsas governamentais.
Quanto ao resultado, é nisto que dá se meter com bandido: acaba levando prejuízo. Seria bom o governo Lula governar o Brasil, pensando no Brasil. Não chegamos ao estágio de fazer caridades para ditadores safados. Claro, a menos que nossos governantes sinta o mesmo apreço pela metodologia autoritária, e flerte com os regimes da Venezuela e da Bolívia. E por falar em Bolívia, preparem-se para nova rodada de calças arriadas: o índio de araque Moralez, tanto insistiu que vai aplicar “reajuste” nos moldes que ele quer, e não o que está previsto em contrato. Já vai levando 20 milhões em doações e financiamentos do BNDES. Este é o viés da política externa deste bando de cretinos e delinqüentes: mediocridade na enésima potência.
Quanto ao resultado, é nisto que dá se meter com bandido: acaba levando prejuízo. Seria bom o governo Lula governar o Brasil, pensando no Brasil. Não chegamos ao estágio de fazer caridades para ditadores safados. Claro, a menos que nossos governantes sinta o mesmo apreço pela metodologia autoritária, e flerte com os regimes da Venezuela e da Bolívia. E por falar em Bolívia, preparem-se para nova rodada de calças arriadas: o índio de araque Moralez, tanto insistiu que vai aplicar “reajuste” nos moldes que ele quer, e não o que está previsto em contrato. Já vai levando 20 milhões em doações e financiamentos do BNDES. Este é o viés da política externa deste bando de cretinos e delinqüentes: mediocridade na enésima potência.