sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Atraso de Lula paralisa trabalho em ministérios

Revista Veja, on line

Um mês e meio depois de iniciado o segundo mandato de Lula, uma parte dos ministérios da Esplanada enfrentam problemas administrativos ocasionados pelo atraso do presidente em nomear sua nova equipe de governo. Enquanto algumas pastas seguem trabalhando normalmente, comandadas por ministros cuja manutenção no cargo é certa, outras, cujo titular deve sair e o substituto ainda não foi definido, operam em ritmo bastante lento.

O atraso tem implicações concretas na Justiça, na Polícia Federal, no Desenvolvimento Agrário, no Incra, na Defesa e no Desenvolvimento. Conforme reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira, o atraso na troca dos comandantes de Exército, Marinha e Aeronáutica, por exemplo, inviabiliza outras nomeações nas Forças Armadas. Pior ainda, a previsão de troca do ministro da Defesa paralisou a discussão sobre a desmilitarização do controle de tráfego aéreo, enquanto se avizinha um novo feriado caótico nos aeroportos do país.

A indefinição prolongada também alimentou uma disputa entre delegados da PF para nomear o novo diretor-geral da entidade. A disputa prejudica o andamento de algumas operações cotidianas da Polícia Federal. No Desenvolvimento Agrário, segundo a Folha, o balanço detalhado da reforma agrária ainda não foi divulgado, algo que já deveria ter sido feito. No entanto, como a exposição dos dados tende a desgastar o ministério, a ordem é segurar o balanço até a reforma ministerial. Até lá, o titular Guilherme Cassel trabalha para se confirmar no cargo.

A agenda de alguns ministros também reflete a indefinição do novo ministério. Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, está em férias pela segunda vez neste ano. Ele chegou a informar o presidente que deixaria o governo, mas sua situação é considerada incerta. Isso fez com que sua pasta diminuísse o ritmo, já que muitos assessores ainda não sabem se ficam.

As pastas que trabalham normalmente são as que estão mais envolvidas com a condução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), como Casa Civil, Fazenda e Planejamento. A letargia também não contamina ministérios como o de Minas e Energia, que deve continuar com Silas Rondeau, e Educação, em que o ministro Fernando Haddad, mesmo sem estar totalmente garantido, finaliza medidas encomendadas por Lula.

COMENTANDO A NOTÍCIA: Enganou-se quem quis: este camarada nunca foi de trabalhar, a tal ponto que goza de aposentadoria antecipada na maior cara de pau, e ainda acha que tem moral para travar as reformas que a Previdência precisa fazer. Mais uma vez vale reafirmar: com Lula, o que mais cresce no Brasil é a mentira, a mistificação, a embromação e a pilantragem. É visível o estado de agonia das nossas instituições. É visível a falta de uma governabilidade ética e decente. É visível o empobrecimento das estruturas democráticas. E é impressionante a capacidade de se torrar o dinheiro do contribuinte com desperdício e safadezas. Se tirarem o marketing da presidência, o que sobra é um país empobrecido, violento, andando na contramão da civilização. Vamos ver por quanto a canalhice vai fazer morada no Estado brasileiro.