quarta-feira, maio 02, 2007

O desemprego subiu em seis grandes regiões

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A taxa de desemprego subiu em seis regiões metropolitanas do país no mês de março: a cifra saltou de 15,9%, em fevereiro, para 16,6%, segundo dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada nesta quarta-feira pela Fundação Seade/Dieese. As regiões pesquisadas são Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Segundo a Fundação Seade e o Dieese, tradicionalmente as empresas demitem no mês de março.

Com o aumento, o número de pessoas desempregadas avançou para 3,1 milhões – 119.000 a mais do que em fevereiro. A alta do desemprego se deveu, segundo o estudo, ao fechamento de 181.000 postos de trabalho e à entrada de 119.000 pessoas ao mercado de trabalho.

Todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentaram alta do desemprego. O pior resultado foi verificado em Belo Horizonte, com acréscimo de 7%, fazendo a taxa chegar a 16,2% da população economicamente ativa (PEA). Em seguida, vieram o Distrito Federal, com alta de 5,6% (que agora tem 20,6% de desempregados), Porto Alegre, 4,9% (14,9%), São Paulo, 3,9% (16,9%), Recife, 3,4% (21,4%) e Salvador, com elevação de 2,7% (totalizando 24,7% de pessoas sem ocupação).

COMENTANDO A NOTICIA: Notícia bastante ruim essa, hein ? Conforme já demonstramos aqui, esta média elevada tem se mantido na casa dos 10% há muito tempo. O que isto significa ? Reparem que há um indicativo do fenômeno: grande parte daqueles que perderam o empregam se recolocaram. Por um salário menor. E aí está a sacanagem, o que vem confirmar a perda de renda da classe trabalhadora: as empresas demitem, para logo em seguida recontratarem para os mesmos postos gente com salário menor. Isto num país com elevadíssima carga tributária é demonstrativo da miséria e da falência das políticas públicas. É inconcebível imaginar que as baboseiras professadas por Lula e seus asseclas, possam fazer sentido, diante de uma realidade tão dura. As políticas sociais ou assistencialistas reduzem o prejuízo ? Num primeiro momento sim, mas elas tem o dom de tornarem os beneficiados em reféns do Estado. E isto é ruim.

Há saídas ? Sim, de certo. Mas não será com os governantes atuais que se obterá estes caminhos. Pela simples razão de que a ideologia que os move, raiz de tanta dor de cabeça, não irá mudar. E por ela não muda, as políticas em curso, também não mudarão.

A começar pela redução do tamanho do Estado e do custo Brasil. E aqui não se fale apenas do Executivo, não. O Executivo tem muita culpa sim, mas não TODA a culpa. Analisem os demais poderes, Legislativo e Judiciário: no legislativo, é aquela putaria toda dentro do Congresso, convertido em imenso balcão de negócios e negociatas, e aquela profusão de privilégios e mamatas, com um custo imenso para o país. Eles se propõem gastar menos ? De outro lado o Judiciário: gasta em seu corporativismo uma imensidão, com palácios cada vez mais imperiais. E na estrutura ? Nada. E na agilização do serviço que presta, além da acessibilidade da justiça para o grande público ? Nada. Eles se propõem inverterem as prioridades ? De jeito nenhum.

Nesta semana ainda vimos que Lula torrou mais de R$ 1,0 de reais em propaganda. Se vocês perguntarem a ele o que pensa deste absurdo, não esperem ouvir coisas sensatas. Vai jorrar dali uma profusão de enrolações e conversas fiadas, que o melhor é nem perguntar-lhe coisa alguma. Pelo menos, ficaremos só na irritação do desperdício cometido. Também nesta semana, noticiamos que o Legislativo torrou uma refinaria e meia de petróleo equivalentes ao escandaloso consumo de combustíveis pelos ditos representantes do povo.

Este seria o caminho: reduzir o tamanho do estado e seu custo. Como isto não vai ocorrer, o quadro acima tende a se manter. E o país que se prepare: vamos continuar gastando uma enormidade em programas dito sociais de resultado duvidoso. Não porque o dinheiro dado aos beneficiados não seja importante: é porque o governo Lula teima em manter o programa estático e sem oferecer alternativas. Eles ainda não aprenderam qual o significado e os objetivos que programas sociais devem ser usados.

O diagnostico é até impreciso, se poderia acrescentar outras tantas questões. Mas no tamanho e no custo deste paquiderme chamado Estado Brasileiro, acredit6em, se localizam a grande parte das mazelas nacionais. Enquanto não se tomar coragem para mexer neste rebuliço, não haverá saída para um crescimento vertiginoso e sustentado em melhor distribuição de renda e sua valorização uniforme com este crescimento.