sexta-feira, junho 22, 2007

Desemprego brasileiro fica em 10,1% em maio

Fonte: Reuters

A taxa de desemprego no Brasil em maio permaneceu pelo terceiro mês seguido em 10,1%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O número de pessoas ocupadas ficou em 20,522 milhões nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, alta de 0,1% sobre abril e de 2,7% frente a maio de 2006. De acordo com o IBGE, os homens representavam 55,7% da população ocupada, e as mulheres, 44,3%.

O total de pessoas desocupadas ficou em 2,314 milhões, estável na comparação mês a mês, mas 2,3% acima do registrado em maio de 2006. Entre os desocupados, 55,5% eram mulheres.

O rendimento médio real do trabalhador subiu 0,3% contra abril, para R$ 1.120,30, o que representou um ganho de 3,9% ante maio do ano anterior.

COMENTANDO A NOTÍCIA: É preciso fazer não propriamente um reparo, mas sim uma observação importante nos dados divulgados pelo IBGE. Trata-se da renda média do trabalhador. O ganho verificado fica por conta do setor público, tendo em vista os reajustes concedidos pelo governo federal, alguns até acima da inflação. Há também os reajustes ocorridos nos poderes legislativo e judiciário, o que acaba pressionando a média para cima. Na verdade, a grande de trabalhadores, e que estão lotados na iniciativa privada tiveram perdas consideráveis, considerando-se a média dos últimos anos.

E isto acaba refletindo negativamente nos demais setores da economia. Como o governo não para de contratar e ainda por cima continua concedendo reajustes acima da inflação para o funcionalismo, e isto ocorre também em alguns estados e municípios, acaba não sobrando espaço para uma redução na carga tributário, e isto se reflete na perda de renda dos trabalhadores da iniciativa privada.

Também leve-se em conta que algumas atividades, que antes exportavam, com a valorização do real, acabaram perdendo mercado, e se obrigaram, assim, a diminuir suas folhas de salários, tanto em quantidade de empregados quanto nos valores dos salários. E isto acaba se refletindo na taxa de desemprego que continua nos históricos 10,0%, muito alta levando-se em conta o longo período em que tal índice se mantém irredutível. Sabe-se que apenas para acolher a mão de obra que anualmente chega no mercado de trabalho, seriam necessárias a criação de mais de 1 milhão de novas vagas.

Portanto, não é possível comemorar coisa alguma, muito embora o discurso de Lula trata de vender um cenário positivo ine3xistente no país, que é o de que vivemos o melhor momento da história. Talvez para ele e os sindicalistas e militantes do petê muito bem empregados nos mais de 20,0 mil cargos de confiança no governo federal, até pode ser. Mas esta “maravilha” está muito distante da imensa maioria de trabalhadores brasileiros.