sexta-feira, junho 22, 2007

TOQUEDEPRIMA...

* Brasil e Índia se retiram das negociações na OMC
Fonte: AFP com Reuters
O Brasil e a Índia decidiram se retirar das negociações a quatro partes com os Estados Unidos e a UE, organizadas em Potsdam (Alemanha), por considerarem "inútil" prosseguir com o diálogo sobre um novo acordo na OMC, declarou nesta quinta-feira o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.

O ministro afirmou que a reunião foi encerrada antes do previsto e que os temas agrícolas, incluindo o tamanho dos cortes nos subsídios que têm provocado distorções no comércio destes produtos, novamente foram o motivo do fracasso das conversas.

"Potsdam, de novo, não foi muito bem-sucedida", afirmou Amorim durante uma entrevista coletiva conjunta com o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath.

"A reunião do G4 fracassou. Obviamente não houve acordo entre as posições dos países", disse uma porta-voz do Ministério do Comércio da Índia.

"As conversas terminaram sem um acordo", confirmou uma autoridade do bloco europeu, acrescentando que representantes das partes ainda iriam conceder entrevistas para divulgação de mais detalhes.

Os negociadores do chamado G4 esperavam diminuir as diferenças de posição durante um encontro na Alemanha, a fim de abrir caminho para aguardado acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC).

* Bolívia acusa Petrobras de contrabando, diz jornal
Redação Terra
A Bolívia e a Petrobras têm agora mais um impasse na transferência das duas refinarias da empresa no país. Agora, o governo Evo Morales estaria acusando a estatal de contrabando de petróleo cru reconstituído, baseando-se numa lei contra o narcotráfico. A punição prevista chega a US$ 239 milhões, mais que o dobro do preço das plantas, segundo a Folha de S.Paulo.

O governo boliviano, ainda de acordo com o jornal, diz que a Petrobras Bolívia Refinación S.A. (PBR), que ainda controla as refinarias, realizou a exportação desse produto sem Licença Prévia de Exportação, como prevê a Lei do Regime da Coca e das Substâncias Controladas, de 1998.

De acordo com a Bolívia, foi iniciado um processo penal contra a PBR, no qual o valor "preliminar" devido seria de US$ 239 milhões. Essa multa pode ser contestada pela empresa na Corte Suprema de Justiça.

* Chávez diz que não quer o 'velho' Mercosul
Veja online
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a criticar e pressionar seus vizinhos na quarta-feira. Em entrevista à agência de notícias EFE, da Espanha, Chávez disse que gostaria de "entrar num novo Mercosul", mas avisou: "Se não há vontade de mudança, tampouco estamos muito interessados no velho Mercosul". As declarações seriam reflexo da insatisfação de Chávez com a polêmica sobre o fechamento do canal RCTV e outros atritos com os vizinhos, como as disputas comerciais na OMC.

"Nunca viram com bons olhos nossa incorporação a um novo Mercosul. A direita, as oligarquias sul-americanas, não querem a voz da Venezuela, que é a voz dos povos, dos excluídos, a voz que busca um processo de integração novo, em direção à justiça social", reclamou o presidente venezuelano. Segundo ele, as elites do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai querem usar a punição à RCTV "para talvez justificar outras posições, que são muito frágeis", contra seu país.

Chávez não participará da próxima reunião do Mercosul, no próximo dia 29, no Paraguai - viajará à Rússia. Será o primeiro encontro de países do bloco sem a participação dele desde que o pedido de adesão foi oficializado, no fim de 2005. Na entrevista de quarta, o venezuelano avisou que vai retirar a solicitação de adesão plena ao Mercosul caso os Congressos Nacionais não ratifiquem o protocolo de inclusão do país no bloco. No Brasil, PSDB e DEM querem bloquear a entrada da Venezuela no Mercosul.

COMENTANDO A NOTÍCIA: E quem foi que disse a Chavez que “nós” o queremos ? Quanto maior distância este jumento mantiver do Brasil, melhor. Pelo menos nos contaminará com sua idiotia.

* Morales critica pouco investimento da Petrobras na Bolívia
Fonte: AFP
O presidente Evo Morales se queixou nesta quarta-feira da falta de investimentos externos na Bolívia nos últimos 10 anos na área dos hidrocarbonetos, e citou a Petrobras, ao apontar a origem da falta de gás liqüefeito de petróleo para consumo doméstico.

"Desde o ano de 1996 não há investimentos, prospecção ou ao menos um avanço nos volumes de produção. Algumas empresas como a Petrobras investiram apenas para levar (hidrocarbonetos) ao Brasil e não para o Estado boliviano", disse o presidente.

O contrabando é uma das principais causas da falta de combustíveis na Bolívia, onde cidades como La Paz e Santa Cruz sofrem com a carência de gás de cozinha (GLP).

O presidente da estatal YPFB, Guillermo Aruquipa, também assinalou que as principais refinarias produtoras de GLP, como Elder e Villarroel, que a Bolívia comprou recentemente da Petrobras, nada investiram nos últimos 10 anos para ampliar sua capacidade produtiva.

A produção nacional de GLP, concentrada em Elder e Villarroel, está estimada em 990 toneladas/dia, contra um consumo diário de 1.036 toneladas, segundo o governo.

Cada bujão de gás de 10 kg custa 22,5 bolivianos (US$ 2,8), mas nas regiões de fronteira com Peru e Argentina o mesmo bujão chega a US$ 10 devido ao contrabando para Brasil e Chile. Para manter os preços baixos, o estado boliviano subvenciona anualmente o GLP com US$ 29 milhões.

*Só 0,2% das escolas públicas tem padrão ideal
Veja Online
Entre as mais de 55.000 escolas públicas do país, apenas 160 (ou 0,2% do total) têm desempenho considerado adequado pelos padrões dos países desenvolvidos. Essas escolas têm Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) igual ou maior que 6, em escala que vai de 0 a 10. Os dados detalhados dos índices das escolas serão divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação. A nota média das escolas públicas do país atualmente é de 3,8.

De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, as 160 escolas com nota igual ou maior que 6 estão dentro de um padrão considerado médio entre os países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta. A comparação é possível porque o Ideb foi criado com base em avaliações internacionais, como o Pisa, que testa os conhecimentos de leitura, ciências e matemática.

A nota 6 na avaliação das escolas é a média dos países da OCDE e a meta que o Brasil pretende atingir até 2021. Na Grã-Bretanha, a média atual é 6,5. Na Holanda, é 7. O Brasil tem, contudo, algumas unidades com desempenho superior ao das escolas de países muito avançados na educação, como a Coréia do Sul e a Finlândia. A melhor do país é a Prof. Guiomar Gonçalves Neves, em Trajano de Morais, no estado do Rio de Janeiro, com nota 8,5.

* Petrobras vai aumentar de novo preço do gás natural
O gás produzido no Brasil será reajustado em 3,13% para as distribuidoras a partir de 1º de julho, segundo comunicado da Petrobras às empresas, informou ontem o vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Davidson de Magalhães Santos.

Ele afirmou ainda que uma nova fórmula para reajuste de preços anuais apresentada pela estatal às distribuidoras poderia deixar o produto nacional, no ano que vem, com valor superior ao do importado da Bolívia. Para ele, o governo precisaria ter uma política para determinar a cotação do produto.

A alta anunciada no preço vale para as distribuidoras que consomem gás nacional, localizadas principalmente nos Estados do Norte e Nordeste e em alguns do Sudeste. A Comgás, em São Paulo, por exemplo, consome apenas cerca de 25% do gás nacional - o restante é boliviano. No Rio, a Companhia Estadual de Gás (CEG) não quis se pronunciar sobre o assunto. O reajuste de 3,13% segue um outro aumento recente, de 20%, no início de maio.