Raquel Abrantes
Diante do processo de recuperação da economia brasileira, a perspectiva da produção industrial fluminense é de crescimento nos próximos meses, com o conseqüente aumento da compra de matérias-primas e da oferta de empregos. A situação financeira das empresas, contudo, ainda está abaixo do desejado, devido aos altos custos produtivos, à valorização do real e à concorrência de produtos importados da China. É o que mostra a sondagem econômica do primeiro trimestre deste ano da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O indicador de produção subiu para 56 pontos nos primeiros três meses do ano, ante os 49 pontos registrados no mesmo período do ano passado. O nível de emprego também cresceu, de 19 para 55 pontos. Houve destaque no aumento da utilização da capacidade instalada das empresas fluminenses no primeiro trimestre, com a média de 76%, que correspondeu ao nível mais alto da série histórica sob a nova metodologia (desde 2005). Os indicadores da Firjan vão de zero a 100 e a marca dos 50 pontos significa estabilidade.
A análise por porte indicou uma maior utilização da capacidade instalada das grandes empresas (85%), seguidas pelas médias (75%) e pequenas (66%). Diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá explica que as companhias maiores se destacam por suas melhores condições competitivas e poder de produção em larga escala.
- O incremento da produção veio acompanhado do aumento das vendas, sobrando pouco para formar os estoques de produtos finais, que permaneceram estáveis - ressalta Luciana. - Por isso, o ritmo de produção deve continuar elevado para o próximo trimestre.
A situação financeira das empresas, porém, ficou abaixo do desejado, com queda de 5,2 pontos em relação ao quarto trimestre de 2006. O recuo está associado à menor margem de lucro operacional nos três primeiros meses deste ano: o indicador ficou em 39,23 pontos, abaixo da linha de satisfação (50 pontos).
Diante do processo de recuperação da economia brasileira, a perspectiva da produção industrial fluminense é de crescimento nos próximos meses, com o conseqüente aumento da compra de matérias-primas e da oferta de empregos. A situação financeira das empresas, contudo, ainda está abaixo do desejado, devido aos altos custos produtivos, à valorização do real e à concorrência de produtos importados da China. É o que mostra a sondagem econômica do primeiro trimestre deste ano da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
O indicador de produção subiu para 56 pontos nos primeiros três meses do ano, ante os 49 pontos registrados no mesmo período do ano passado. O nível de emprego também cresceu, de 19 para 55 pontos. Houve destaque no aumento da utilização da capacidade instalada das empresas fluminenses no primeiro trimestre, com a média de 76%, que correspondeu ao nível mais alto da série histórica sob a nova metodologia (desde 2005). Os indicadores da Firjan vão de zero a 100 e a marca dos 50 pontos significa estabilidade.
A análise por porte indicou uma maior utilização da capacidade instalada das grandes empresas (85%), seguidas pelas médias (75%) e pequenas (66%). Diretora de Desenvolvimento Econômico da Firjan, Luciana de Sá explica que as companhias maiores se destacam por suas melhores condições competitivas e poder de produção em larga escala.
- O incremento da produção veio acompanhado do aumento das vendas, sobrando pouco para formar os estoques de produtos finais, que permaneceram estáveis - ressalta Luciana. - Por isso, o ritmo de produção deve continuar elevado para o próximo trimestre.
A situação financeira das empresas, porém, ficou abaixo do desejado, com queda de 5,2 pontos em relação ao quarto trimestre de 2006. O recuo está associado à menor margem de lucro operacional nos três primeiros meses deste ano: o indicador ficou em 39,23 pontos, abaixo da linha de satisfação (50 pontos).
- As empresas apresentam situação financeira desfavorável devido ao aumento da concorrência, o custo do crédito ainda alto e à queda do dólar (no caso das exportadoras) - enumera Luciana.
A impressão dos empresários acerca do acesso ao crédito passa a ser acompanhada pela sondagem da Firjan. O novo indicador situou-se em 43,9% neste primeiro trimestre, o que indica dificuldades para o setor fabril. A carga tributária elevada ainda foi apontada como o principal entrave à expansão industrial no Rio de Janeiro.
Luciana ressalta que tanto a dificuldade de empréstimos quanto a falta de demanda (31%) representam preocupações mais marcantes nas pequenas e médias empresas. A diretora da Firjan atribui tal fato à falta de garantias para o crédito, além do menor patrimônio e liquidez financeira dessas empresas.