Gastos do PT com segurança disparam
Folha de S.Paulo
A peculiar categoria dos guarda-costas petistas, que ganha projeção a cada escândalo, é subproduto de um fenômeno da última década: o crescimento da preocupação do partido com sua segurança.
Só no ano passado, segundo dados da Justiça Eleitoral, o PT nacional desembolsou R$ 752 mil com segurança, divididos em R$ 413 mil pelo partido e R$ 339 mil pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre 1999 e 2006, o PT registrou à Justiça Eleitoral um aumento real de 248% nos gastos com "serviços técnicos profissionais", que incluem contratação de segurança privada.
O salto dá uma idéia do aumento com gasto de segurança, uma vez que, até 2005, o partido não detalhava essa despesa.
Em regra, o dinheiro beneficia ex-guarda-costas que subiram na máquina partidária e que montaram seus negócios.
ENQUANTO ISSO...
Folha de S.Paulo
A peculiar categoria dos guarda-costas petistas, que ganha projeção a cada escândalo, é subproduto de um fenômeno da última década: o crescimento da preocupação do partido com sua segurança.
Só no ano passado, segundo dados da Justiça Eleitoral, o PT nacional desembolsou R$ 752 mil com segurança, divididos em R$ 413 mil pelo partido e R$ 339 mil pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre 1999 e 2006, o PT registrou à Justiça Eleitoral um aumento real de 248% nos gastos com "serviços técnicos profissionais", que incluem contratação de segurança privada.
O salto dá uma idéia do aumento com gasto de segurança, uma vez que, até 2005, o partido não detalhava essa despesa.
Em regra, o dinheiro beneficia ex-guarda-costas que subiram na máquina partidária e que montaram seus negócios.
ENQUANTO ISSO...
Violência leva mais de 5% do PIB
Estudo do Ipea revela gastos do setor público e privado para conter efeitos da criminalidade no País
O custo da violência no Brasil é estimado em 5,09% do Produto Interno Bruto (PIB) por pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Ciência Estatística (Ence). Desse total, 1,65% do PIB é referente ao custo do setor público e 3,43% do PIB são custos do setor privado. As informações são do texto de discussão do Ipea "Análise dos Custos e Conseqüências da Violência no Brasil", destaque do boletim semanal do Ipea.
Com base em dados de 2004, os pesquisadores do Ipea Daniel Cerqueira, Alexandre Carvalho, Rute Rodrigues e da Ence, Waldir Lobão, estimam os dados totais da violência naquele ano em R$ 92,2 bilhões e um custo por habitante brasileiro de R$ 519,40. Os gastos de R$ 31,9 bilhões do setor público com violência naquele ano viriam principalmente da manutenção das polícias e das secretarias de segurança (1,45% do PIB ou R$ 28 bilhões em 2004). O restante é referente ao sistema prisional (0,15% do PIB) e os custos de tratamento de vítimas de violência no sistema de saúde (0,06% do PIB).
No setor privado, o custo principal estimado é a perda de capital humano, estimada em R$ 23,9 bilhões naquele ano ou 1,35% do PIB. Os autores estimaram o que as vítimas receberiam durante suas vidas caso elas não tivessem sido interrompidas pela violência. Para isso, usaram a tábua da vida do IBGE, com as variações de expectativa de vida, e projetaram o rendimento das vítimas considerando a renda média por faixas de escolaridade, idade, gênero e localização geográfica. Os gastos com segurança privada seriam de 0,80% do PIB; os com seguros, de 0,75% do PIB, e as perdas das vítimas por roubos e furtos de 0,53% do PIB.
No trabalho, os autores observam que o valor total estimado "deve ser encarado como um limite inferior para o custo social da violência no Brasil uma vez que vários outros fatores de custo da violência não foram calculados, como: os custos com o sistema de justiça; as perdas com o desvio de turismo; as perdas de bem-estar provocadas por retração nos mercados de bens e serviços; os custos intangíveis motivados por dor, sofrimento e medo, a perda de produtividade motivada por traumas e morbidade, etc."
COMENTANDO A NOTÍCIA: Pois aí está a prioridade do governo: a preocupação em investir em segurança tem apenas um lado, aquele que é feito em caráter privado. Não é a toa que sob o governo Lula, já foram lançados três planos de segurança em caráter nacional, e tanto quanto se saiba, a violência só tem feito aumentar. Provavelmente, os dois primeiros sequer atingiram 50% dos investimentos programados para cada um.
Há um critério de governo que o torna tão vagabundo: os projetos são voltados para o próprio governo, e seus ocupantes. Vamos ver até quando o povo brasileiro permanecerá enganado e enganando-se achando que vivemos no melhor dos mundos, quando na verdade estamos descendo a ladeira e nos isolando do mundo civilizado numa distância cada vez maior.