terça-feira, junho 26, 2007

TOQUEDEPRIMA...

*** Juiz suspende censura à rádio na Bahia

O desembargador José Olegário Monção Caldas, do Tribunal de Justiça da Bahia, disse não à censura e suspendeu a proibição imposta à Rede Metrópole de citar o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro.

Na decisão, o desembargador cita o direito à liberdade garantido pelo artigo 5º da Constituição Federal e o artigo 1º da Lei de Imprensa que garante a livre manifestação do pensamento e de idéias.

Segundo ele, a sociedade quer soluções para os problemas sociais e que a Rádio Metrópole apenas transmitiu notícias e críticas de interesse público. O desembargador fez questão ainda de destacar que não vê a individualização da crítica feita ao prefeito de Salvador.

Por fim, avalia que a manifestação jornalística crítica não pode ser considerada descabida pelo fato do alvo discordar dela.

Olegário cita em sua decisão as palavras de Rui Barbosa: “Queiram ou não queiram os que se consagram à vida pública, até à sua vida particular deram paredes de vidro”.

*** Empresários bolivianos pedem a saída de Evo Morales

A CEPB (Confederação dos Empresários Privados da Bolívia) está pedindo a saída do presidente da Bolívia, Evo Morales, porque "não há gestão econômica no país e ele deve sair o quanto antes." Em manifesto enviado ao Senado boliviano, os empreendedores pedem mudança.
"Esta conjuntura proposta pelo MAS deve mudar esta maneira imperativa, ou Morales deve sair", disse o manifesto.
Os empresários pediram respeito à segurança jurídica e criticaram o Executivo por tentar fazer uma nova constituição sem consultar a população. Para eles, o governo monta um falso marketing de união entre "governo, empresários e trabalhadores." Por fim, os empreendedores disseram para Morales respeitar o Estado de Direito, a democracia e combater o narcotráfico.

*** Bird eleva previsão de crescimento da América Latina para 5%

O Bird (Banco Mundial) estima que a economia dos países da América Latina registre crescimento de aproximadamente 5% neste ano. Em dezembro, a expectativa era de que a taxa ficasse em 4,5%. De acordo com o economista-chefe da instituição para a região, Guillermo Perry, o aumento na previsão é gerado por um contexto em que os países enfrentam "poucos riscos".

O economista acredita na "solidez" do crescimento, pelo menos nos próximos três anos, devido a um contexto externo que favorece as economias e também pelos ajustes administrativos que os países realizaram nos últimos tempos, como manter os sistemas cambiais "muito mais flexíveis" e a dívida pública mais controlada.

Perry indica que os países latinos vão continuar se beneficiando dos altos preços das matérias-primas, influenciados pelo peso de economias como China e Índia que são grandes compradores de produtos exportados pelos países da região.

COMENTANDO A NOTICIA: Na semana passada, Lula, todo pimposo, anunciou que o Brasil cresceria 5%, como se tal índice fosse uma relevante conquista de seu governo. Eis aí a irrelevância: toda a América Latina crescerá na mesma média. Ou seja, estes 5,0% não representam coisa alguma. Aliás, saindo da América, dentre os demais emergentes, a média poderá chegar a 7 ou 7,5%, isto na média. Quem nos empurra é a exuberância da economia mundial, e não o governo ridículo do senhor Luiz Inácio.

*** Aparelhamento do Estado é herança de Lula, diz Aécio
Folha de S.Paulo

Um dos cotados para disputar a Presidência em 2010, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), afirmou ontem em Curitiba que o aparelhamento do Estado pelo PT é "a principal herança" que o governo Lula deixa para o país no campo político.

Aécio criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por "perder a oportunidade" de se valer da popularidade elevada e da sustentação ampla no Congresso para tocar projetos como a reforma política.

"A principal herança que o governo do PT vai deixar, falando apenas na abordagem política, é o aparelhamento indiscriminado da máquina pública e a criação de cargos sem necessidade, que leva o Brasil a ter gastos correntes crescendo mais que a economia", afirmou.

*** Violência custou mais de R$ 90 bilhões aos brasileiros em 2004

O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgou nesta segunda-feira um levantamento que estima em mais de R$ 90 bilhões, cerca de 5% do PIB (Produto Interno Bruto), o custo da violência no Brasil em 2004.
"Estimamos que, em 2004, o custo da violência no Brasil foi de R$ 92,2 bilhões, o que representou 5,09% do PIB, ou um valor per capita de R$ 519,40. Deste total, R$ 28,7 bilhões corresponderam a despesa efetuadas pelo setor público e R$ 60,3 bilhões foram associados aos custos tangíveis e intangíveis arcados pelo setor privado", informa o artigo.

O estudo indica que os índices de criminalidade vêm crescendo em ritmo acelerado desde os anos 80. "Enquanto as mortes por causas externas evoluíram a uma taxa anual de 2,4%, entre 1980 e 2004, o número de homicídios cresceu a 5,6% ao ano, fazendo com que os mesmos representassem 37,9% do total de 127 mil mortes por causas não naturais, em 2004", informa o documento.

O documento levou em conta os gastos com segurança pública da União e dos estados no setor prisional e estimativas de gastos com saúde resultantes da violência. No setor privado, foram registrados os custos com perda de capital humano por mortes prematuras (R$ 20,1 bilhões em 2001, por exemplo, por conta de homicídios, acidentes de transporte e suicídios), segurança privada, seguros e perdas de bens materiais por furtos e roubos (15 milhões de ocorrências em 2003 que geraram perda para as vítimas no valor de R$ 8,4 bilhões). No entanto, não foram contabilizados custos com o sistema de justiça; as perdas com o desvio de turismo; as perdas de bem-estar provocadas por retração nos mercados de bens e serviços; os custos intangíveis motivados por dor, sofrimento e medo e a perda de produtividade motivada por traumas e morbidade, entre outros.

*** Marta: à beira de um ataque

A ministra Marta Suplicy (Turismo) anda transtornada: após o "relaxe e goze", brigou com a deputada Maria do Rosário (PT-RS) e a senadora Patrícia Saboya (PSB-CE). Foram cobrar dela uma postura mais pró-ativa no combate ao turismo sexual, como seu antecessor, Walfrido dos Mares Guia. Marta reagiu: "Não vou ser ministra de um tema só, do turismo sexual. O Brasil tem mais o que se ver". Rosário não acreditou no que ouvia.

*** Verbas no cofre, mosquito na rua
Jornal do Brasil

A proliferação de mosquitos somada à má gestão de verbas para a saúde põe em xeque o sucesso dos Jogos Pan-Americanos. A menos de três semanas do início das competições (quando o Rio receberá mais de meio milhão de turistas), o resultado da auditoria realizada entre abril e maio pelo Tribunal de Contas da União e publicado com exclusividade pelo JB transforma um zumbido em ameaça real. Recursos destinados ao combate à dengue, repassados pelo Ministério à Secretaria Estadual de Saúde, dormitam nos cofres do Banco do Brasil.

A Secretaria alega que a subutilização de verbas para programas como o Pan sem Dengue se deve à decisão administrativa do novo governo do Estado, que optou por suspender todos os processos de pagamento herdados da gestão anterior, e promete solução "para as próximas semanas".

Talvez seja tarde demais. O ciclo reprodutor do mosquito não espera por burocratas. Bairros que sediarão competições do Pan (como Barra e Engenho de Dentro) estão entre os que exibem mais altos índices de infestação na cidade. A incompetência, outra vez, bate recordes.