Patrícia Araújo Do G1
Crescimento não deve ser gerado, porém, pelo PAC segundo editor-chefe de revista. Para Forbes, na contramão do Brasil, economia venezuelana estaria na 'UTI'.
Candidato à presidência dos Estados Unidos por duas vezes (1996-2000) pelo Partido Republicano e atualmente classificado por si próprio como “agitador” e assessor do atual candidato Rudolph Giuliani, Steve Forbes, editor-chefe da revista americana de economia Forbes, afirmou que “o Brasil precisa realmente soltar a fera” para atingir o crescimento de outros países como China e Índia.
Para Forbes, o país possui plenas condições de se tornar a principal potência da América Latina e atingir um crescimento de 8% a 10% ao ano, embora isso não deva ser alcançado com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que classificou como “insuficiente”.
Crescimento não deve ser gerado, porém, pelo PAC segundo editor-chefe de revista. Para Forbes, na contramão do Brasil, economia venezuelana estaria na 'UTI'.
Candidato à presidência dos Estados Unidos por duas vezes (1996-2000) pelo Partido Republicano e atualmente classificado por si próprio como “agitador” e assessor do atual candidato Rudolph Giuliani, Steve Forbes, editor-chefe da revista americana de economia Forbes, afirmou que “o Brasil precisa realmente soltar a fera” para atingir o crescimento de outros países como China e Índia.
Para Forbes, o país possui plenas condições de se tornar a principal potência da América Latina e atingir um crescimento de 8% a 10% ao ano, embora isso não deva ser alcançado com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que classificou como “insuficiente”.
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As afirmações foram feitas pelo executivo na tarde desta terça-feira (29), em São Paulo, antes de palestra a executivos brasileiros. A concentração apenas na concessão de crédito e na geração de impostos, segundo Forbes, não tornam o PAC capaz de estimular a economia brasileira. Em tom de ironia, ele disse que, como visitante, veio trazer alguns conselhos para que o presidente Lula consiga a concretização dessa pujança econômica.
Tributos
Encontrar uma forma de simplificar o sistema tributário, que classificou como “terrível”, seria um bom início para Forbes. “É verdade que, comparado com o sistema tributário do Brasil, o sistema americano parece extremamente simples. E, para dizer a verdade, o sistema americano de tarifas é um dos piores do mundo”, disse.
As afirmações foram feitas pelo executivo na tarde desta terça-feira (29), em São Paulo, antes de palestra a executivos brasileiros. A concentração apenas na concessão de crédito e na geração de impostos, segundo Forbes, não tornam o PAC capaz de estimular a economia brasileira. Em tom de ironia, ele disse que, como visitante, veio trazer alguns conselhos para que o presidente Lula consiga a concretização dessa pujança econômica.
Tributos
Encontrar uma forma de simplificar o sistema tributário, que classificou como “terrível”, seria um bom início para Forbes. “É verdade que, comparado com o sistema tributário do Brasil, o sistema americano parece extremamente simples. E, para dizer a verdade, o sistema americano de tarifas é um dos piores do mundo”, disse.
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A lentidão no processo de abertura de empresas no Brasil também foi classificada pelo americano como um dos entraves ao crescimento econômico. Ele citou como prova o levantamento feito pelo Banco Mundial onde é mostrado que leva-se em média cerca de 150 dias para se conseguir abrir um empresa no Brasil, num procedimento que envolve até 17 etapas diferentes. No Chile são nove etapas e apenas 40 dias, e nos Estados Unidos e Canadá levam-se apenas cinco dias.
A lentidão no processo de abertura de empresas no Brasil também foi classificada pelo americano como um dos entraves ao crescimento econômico. Ele citou como prova o levantamento feito pelo Banco Mundial onde é mostrado que leva-se em média cerca de 150 dias para se conseguir abrir um empresa no Brasil, num procedimento que envolve até 17 etapas diferentes. No Chile são nove etapas e apenas 40 dias, e nos Estados Unidos e Canadá levam-se apenas cinco dias.
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O fortalecimento dos direitos autorias, a melhoria no sistema educacional e o afrouxamento das leis trabalhistas seriam outras medidas que o governo brasileiro deveria adotar para garantir uma expansão da economia semelhante aos atuais líderes mundiais de crescimento. “O presidente Lula tem capital político. Ele deveria usar esse capital para coisas maiores (do que o PAC). Ele não vai ser candidato nas próximas eleições.”
O fortalecimento dos direitos autorias, a melhoria no sistema educacional e o afrouxamento das leis trabalhistas seriam outras medidas que o governo brasileiro deveria adotar para garantir uma expansão da economia semelhante aos atuais líderes mundiais de crescimento. “O presidente Lula tem capital político. Ele deveria usar esse capital para coisas maiores (do que o PAC). Ele não vai ser candidato nas próximas eleições.”
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Forbes classificou ainda como “ridículo” o fato de o Brasil se sentir ameaçado pela China. Para ele, esta “animosidade” desvia a atenção do país, que deveria estar focada em formas de ampliar o próprio crescimento.
Forbes classificou ainda como “ridículo” o fato de o Brasil se sentir ameaçado pela China. Para ele, esta “animosidade” desvia a atenção do país, que deveria estar focada em formas de ampliar o próprio crescimento.
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Finalizando o discurso sobre o crescimento, numa comparação digna do presidente Lula, o executivo americano fez um contraponto entre a economia e futebol nacional. “O time de futebol de vocês (brasileiros) teve dificuldades na última Copa do Mundo, mas a economia de vocês é uma economia que tem calibre para ganhar uma Copa do Mundo”, afirmou.
Álcool, a reinvenção da roda
Para Forbes, o atual propulsor da “explosão econômica vivida pelo Brasil no setor de commodities”, o etanol, com certeza permanecerá como uma das principais causas do crescimento no volume de negócios do país nos próximos anos. Ele acredita que o país possui experiência no setor e que países como os Estados Unidos, por exemplo, não têm a “pretensão de reinventar a roda” e querer superar a produção brasileira.
Finalizando o discurso sobre o crescimento, numa comparação digna do presidente Lula, o executivo americano fez um contraponto entre a economia e futebol nacional. “O time de futebol de vocês (brasileiros) teve dificuldades na última Copa do Mundo, mas a economia de vocês é uma economia que tem calibre para ganhar uma Copa do Mundo”, afirmou.
Álcool, a reinvenção da roda
Para Forbes, o atual propulsor da “explosão econômica vivida pelo Brasil no setor de commodities”, o etanol, com certeza permanecerá como uma das principais causas do crescimento no volume de negócios do país nos próximos anos. Ele acredita que o país possui experiência no setor e que países como os Estados Unidos, por exemplo, não têm a “pretensão de reinventar a roda” e querer superar a produção brasileira.
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Seria mais benéfico para todas as nações, na concepção do editor, se o Brasil removesse suas barreiras comerciais e reduzisse as tarifas sobre a cana para produção de álcool criando um ambiente propício para que outros países possam ser abastecidos pelo combustível brasileiro. “Eu tenho a esperança de que um dia nos possamos negociar um acordo de livre comércio com o Brasil”, disse.
BC mais eficaz
A conduta seguida pelo Banco Central brasileiro também foi elogiada pelo editor-chefe da Forbes. Segundo ele, o BC brasileiro está se comportando melhor que o americano. A critica se referiu à emissão intensa de moeda por parte do Federal Reserve (o BC dos EUA), o que vem gerando inflação crescente na economia americana.
Apesar dessa inflação gradual, o executivo acredita que, ao contrário do que é publicado nos jornais mundiais, os Estados Unidos não estajam passando por uma recessão.
Chávez na UTI
Uma avaliação completamente oposta à brasileira é feita pelo republicano em relação à Venezuela, nação a qual dirigiu duras críticas. Para Forbes, o presidente Hugo Chavez “não é uma pessoa capaz de administrar uma economia”, mas sim de acabar com uma.
“Fora o petróleo, a economia venezuelana está na UTI. (...) Hugo Chavez está fazendo ressurgir as desastrosas políticas econômicas que foram adotadas no passado”, afirmou. Apesar do excesso de nacionalização “desastroso” adotado por Chavez, Forbes acredita que elas não devem afetar o crescimento do restante do continente.
Seria mais benéfico para todas as nações, na concepção do editor, se o Brasil removesse suas barreiras comerciais e reduzisse as tarifas sobre a cana para produção de álcool criando um ambiente propício para que outros países possam ser abastecidos pelo combustível brasileiro. “Eu tenho a esperança de que um dia nos possamos negociar um acordo de livre comércio com o Brasil”, disse.
BC mais eficaz
A conduta seguida pelo Banco Central brasileiro também foi elogiada pelo editor-chefe da Forbes. Segundo ele, o BC brasileiro está se comportando melhor que o americano. A critica se referiu à emissão intensa de moeda por parte do Federal Reserve (o BC dos EUA), o que vem gerando inflação crescente na economia americana.
Apesar dessa inflação gradual, o executivo acredita que, ao contrário do que é publicado nos jornais mundiais, os Estados Unidos não estajam passando por uma recessão.
Chávez na UTI
Uma avaliação completamente oposta à brasileira é feita pelo republicano em relação à Venezuela, nação a qual dirigiu duras críticas. Para Forbes, o presidente Hugo Chavez “não é uma pessoa capaz de administrar uma economia”, mas sim de acabar com uma.
“Fora o petróleo, a economia venezuelana está na UTI. (...) Hugo Chavez está fazendo ressurgir as desastrosas políticas econômicas que foram adotadas no passado”, afirmou. Apesar do excesso de nacionalização “desastroso” adotado por Chavez, Forbes acredita que elas não devem afetar o crescimento do restante do continente.