Ubiratan Iorio, economista , Jornal do Brasil
O patético coronel Chávez fecha o maior canal de TV privada, desfechando o golpe fatal na democracia de seu país e nosso governo parece estar pensando na morte da bezerra; o crime nas grandes cidades aterroriza a população e o governo do Brasil parece estar pensando na morte da bezerra; escândalos estouram quase que diariamente envolvendo os três poderes e o governo de Macunaíma parece estar pensando na morte da bezerra; marginais ignorantes - que mais parecem manadas movidas a berrantes - do MST, do MTST e de outros "movimentos sociais" invadem Tucuruí e desrespeitam sistematicamente a lei e o governo "deste país" finge estar pensando na morte do infelicitado e saudoso animalzinho, citado desde o tempo dos nossos tataravós, mas nunca, de fato, identificado...
Que tal tentarmos saber algo sobre o simpático e desconhecido bebê-bovino sobre o qual nosso governo tanto reflete, perscrutando o que pode estar por trás do imperdoável silêncio de nossas autoridades diante dos fatos citados acima e de muitos outros de igual ou maior gravidade?
O presidente metalúrgico, sempre tão loquaz - quando é de seu interesse - diante de microfones e câmeras, a ponto de cometer sucessões de gafes de enrubescer Dercy Gonçalves, de proferir agressões ao idioma de Camões que fazem as cinzas do bom patrício revolverem-se de vergonha, e de colocar na cabeça bonés, cocares e outros adornos, à cata de popularidade, sob o aplauso cativo dos bajuladores de comícios profissionais, este mesmo presidente que, em passado não tão remoto, aparentava indignar-se diante de episódios de gravidade bem menor dos que vêm ocorrendo desde que passou a ser "o maior presidente que este país já teve" e que, à frente de seu partido, gritava refrões e chavões, tentando abrir CPIs para investigar até roubos de galinhas, agora nada diz...
Pensa, pensa, pensa - ou aparenta pensar - mas de sua presidencial boca não sai uma solitária palavra, que possa levar alento não apenas aos que nele nunca votaram, mas, principalmente, aos que nele sempre acreditaram. O grande líder calou-se nos assassinatos dos prefeitos de Santo André e de Campinas, no episódio do senhor Waldomiro Diniz, no inacreditável esquema que ficou conhecido como mensalão, no envolvimento de ex-ministros e de figuras bastante próximas nesses e em outros escândalos, até os mais recentes.
Mas quem será essa famosa bezerra que leva nosso governo a silenciar quando todos esperam que fale e a falar quando todos esperam - mesmo que apenas para salvaguardar o nosso idioma - que silencie? Embora tenhamos motivos para crer que se trata de pergunta para ser dirigida a psiquiatras e psicólogos, vamos nos arriscar - já que tanta gente desqualificada dá palpites sobre a economia - a identificar o bovino de que trata este artigo com uma só palavra: nostalgia!
Sim, nostalgia dos tempos de uma juventude que ainda acreditava que o socialismo seria a redenção dos pobres e do mundo, das passeatas, das "diretas já", nostalgia de Woodstock, da Tropicália, do feminismo e de outros fenômenos que caracterizaram os anos 70, quando o presidente e muitos de seu governo eram jovens. Nostalgia, inclusive, que levou muitos deles a serem signatários do Foro de São Paulo, no início dos anos 90, cujo objetivo era o de implantar na América Latina uma réplica da falecida URSS.
Por isso, embora tenham plena consciência de que o "bolivarianismo" do canastrão Chávez e de seus acólitos sul-americanos não tenha a mínima probabilidade de vingar em solo brasileiro, já que capitalismo e liberdade de imprensa, embora eivados de vícios, são aqui fatos consumados, preferem calar-se diante do autoritarismo dos ditadores vizinhos, do aumento do crime, dos escândalos a poucas salas das que ocupam, das invasões de propriedades privadas e públicas e de outros gravíssimos fatos.
Nostalgia da juventude pode até ser um sentimento compreensível no plano individual, mas em homens de governo cheira, no mínimo, à falta de respeito para com a dignidade que os cargos que ocupam exige. O nome da falecida e pranteada bezerra é Nostalgia...
O patético coronel Chávez fecha o maior canal de TV privada, desfechando o golpe fatal na democracia de seu país e nosso governo parece estar pensando na morte da bezerra; o crime nas grandes cidades aterroriza a população e o governo do Brasil parece estar pensando na morte da bezerra; escândalos estouram quase que diariamente envolvendo os três poderes e o governo de Macunaíma parece estar pensando na morte da bezerra; marginais ignorantes - que mais parecem manadas movidas a berrantes - do MST, do MTST e de outros "movimentos sociais" invadem Tucuruí e desrespeitam sistematicamente a lei e o governo "deste país" finge estar pensando na morte do infelicitado e saudoso animalzinho, citado desde o tempo dos nossos tataravós, mas nunca, de fato, identificado...
Que tal tentarmos saber algo sobre o simpático e desconhecido bebê-bovino sobre o qual nosso governo tanto reflete, perscrutando o que pode estar por trás do imperdoável silêncio de nossas autoridades diante dos fatos citados acima e de muitos outros de igual ou maior gravidade?
O presidente metalúrgico, sempre tão loquaz - quando é de seu interesse - diante de microfones e câmeras, a ponto de cometer sucessões de gafes de enrubescer Dercy Gonçalves, de proferir agressões ao idioma de Camões que fazem as cinzas do bom patrício revolverem-se de vergonha, e de colocar na cabeça bonés, cocares e outros adornos, à cata de popularidade, sob o aplauso cativo dos bajuladores de comícios profissionais, este mesmo presidente que, em passado não tão remoto, aparentava indignar-se diante de episódios de gravidade bem menor dos que vêm ocorrendo desde que passou a ser "o maior presidente que este país já teve" e que, à frente de seu partido, gritava refrões e chavões, tentando abrir CPIs para investigar até roubos de galinhas, agora nada diz...
Pensa, pensa, pensa - ou aparenta pensar - mas de sua presidencial boca não sai uma solitária palavra, que possa levar alento não apenas aos que nele nunca votaram, mas, principalmente, aos que nele sempre acreditaram. O grande líder calou-se nos assassinatos dos prefeitos de Santo André e de Campinas, no episódio do senhor Waldomiro Diniz, no inacreditável esquema que ficou conhecido como mensalão, no envolvimento de ex-ministros e de figuras bastante próximas nesses e em outros escândalos, até os mais recentes.
Mas quem será essa famosa bezerra que leva nosso governo a silenciar quando todos esperam que fale e a falar quando todos esperam - mesmo que apenas para salvaguardar o nosso idioma - que silencie? Embora tenhamos motivos para crer que se trata de pergunta para ser dirigida a psiquiatras e psicólogos, vamos nos arriscar - já que tanta gente desqualificada dá palpites sobre a economia - a identificar o bovino de que trata este artigo com uma só palavra: nostalgia!
Sim, nostalgia dos tempos de uma juventude que ainda acreditava que o socialismo seria a redenção dos pobres e do mundo, das passeatas, das "diretas já", nostalgia de Woodstock, da Tropicália, do feminismo e de outros fenômenos que caracterizaram os anos 70, quando o presidente e muitos de seu governo eram jovens. Nostalgia, inclusive, que levou muitos deles a serem signatários do Foro de São Paulo, no início dos anos 90, cujo objetivo era o de implantar na América Latina uma réplica da falecida URSS.
Por isso, embora tenham plena consciência de que o "bolivarianismo" do canastrão Chávez e de seus acólitos sul-americanos não tenha a mínima probabilidade de vingar em solo brasileiro, já que capitalismo e liberdade de imprensa, embora eivados de vícios, são aqui fatos consumados, preferem calar-se diante do autoritarismo dos ditadores vizinhos, do aumento do crime, dos escândalos a poucas salas das que ocupam, das invasões de propriedades privadas e públicas e de outros gravíssimos fatos.
Nostalgia da juventude pode até ser um sentimento compreensível no plano individual, mas em homens de governo cheira, no mínimo, à falta de respeito para com a dignidade que os cargos que ocupam exige. O nome da falecida e pranteada bezerra é Nostalgia...