Estadão online
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta terça-feira, 5, que o Ibama analisa com urgência os impactos ambientais das obras das usinas hidrelétricas do rio Madeira, mas avisou que a licença só deverá ser concedida se o projeto obedecer todos os dispositivos legais. Em discurso durante solenidade do Dia do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, ela mandou recado a quem defende desenvolvimento sem conservação, mas negou que se referia à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estava ausente do Planalto.
"Eu não dei recado para ninguém", disse Marina. "Estamos trabalhando no governo ao longo de quatro anos para resolver a equação desenvolvimento com preservação.Se continuarmos com essa visão de opor desenvolvimento com preservação, não conseguiremos chegar a lugar algum", afirmou.
A uma pergunta se estava em paz com Dilma, que é gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),Marina respondeu: "Estou em paz em primeiro lugar com Deus e com minha consciência, e isso faz com que me sinta em paz com todas as pessoas". A ministra do Meio Ambiente disse ter um bom relacionamento pessoal com a colega de governo e que as duas não "confundem" esse relacionamento com posições. "Não trato as coisas como atritos gerenciais, mas como questões complexas, de naturezas diferentes."
O presidente da República em exercício José Alencar, que sempre apoiou as brigas da ministra do Meio Ambiente, disse que Marina é a "porta-voz" mais "valente" e "sensata" deste tempo. Ao ser questionado sobre a licença ambiental das usinas Santo Antônio e Jirau, no Madeira, Alencar disse acreditar que a permissão pode sair ainda neste mês. Ele observou, no entanto, que cabe a Marina fazer qualquer anúncio. Marina, porém, evitou falar em prazos: "Nós continuamos fazendo avaliações técnicas". "Não temos um prazo a colocar, estamos trabalhando com sentido de urgência."
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COMENTANDO A NOTICIA: É lógico que qualquer que afete o meio ambiente deve ser visto com o cuidado necessário. Nisto a Ministra Marina está coberta de razão. Porém, nada, mas absolutamente nada justifica que a licença para a instalação de qualquer projeto, tenha ele a dimensão que tiver, leve mais do que um ano, um ano e meio, se tanto e exagerando, para ser concedido ou não. Há casos de seis, sete e até mais de 10 anos que as licenças ambientais permanecem paradas. Isto é um absurdo. Já não se trata mais de cuidados excessivos com o meio ambiente, e sim de uma complexa rede de burocracia criada para não aprovar coisa alguma.
Aliás, esta ladainha já se prolonga desde antes do governo Lula, mas se acentuou a partir dele em razão dos métodos burocratas que passaram a vigorar no governo federal. Quem perde e quem ganha com isso ? Quem perde é o país que fica retardando seu crescimento amarrado que está a uma burocracia inexplicável. Toda e qualquer licenciamento pode sim ser obtido com todo o rigor de análise em prazo de no máximo 18 meses. Aqueles que defende esta mistura surreal de burocracia com retardo mental, talvez adore morar em cavernas e viver sob luz de lampião. Cada um com sua selvageria, mas não tem o direito de condenar seu primarismo para vigorar a toda a nação.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta terça-feira, 5, que o Ibama analisa com urgência os impactos ambientais das obras das usinas hidrelétricas do rio Madeira, mas avisou que a licença só deverá ser concedida se o projeto obedecer todos os dispositivos legais. Em discurso durante solenidade do Dia do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto, ela mandou recado a quem defende desenvolvimento sem conservação, mas negou que se referia à ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que estava ausente do Planalto.
"Eu não dei recado para ninguém", disse Marina. "Estamos trabalhando no governo ao longo de quatro anos para resolver a equação desenvolvimento com preservação.Se continuarmos com essa visão de opor desenvolvimento com preservação, não conseguiremos chegar a lugar algum", afirmou.
A uma pergunta se estava em paz com Dilma, que é gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC),Marina respondeu: "Estou em paz em primeiro lugar com Deus e com minha consciência, e isso faz com que me sinta em paz com todas as pessoas". A ministra do Meio Ambiente disse ter um bom relacionamento pessoal com a colega de governo e que as duas não "confundem" esse relacionamento com posições. "Não trato as coisas como atritos gerenciais, mas como questões complexas, de naturezas diferentes."
O presidente da República em exercício José Alencar, que sempre apoiou as brigas da ministra do Meio Ambiente, disse que Marina é a "porta-voz" mais "valente" e "sensata" deste tempo. Ao ser questionado sobre a licença ambiental das usinas Santo Antônio e Jirau, no Madeira, Alencar disse acreditar que a permissão pode sair ainda neste mês. Ele observou, no entanto, que cabe a Marina fazer qualquer anúncio. Marina, porém, evitou falar em prazos: "Nós continuamos fazendo avaliações técnicas". "Não temos um prazo a colocar, estamos trabalhando com sentido de urgência."
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COMENTANDO A NOTICIA: É lógico que qualquer que afete o meio ambiente deve ser visto com o cuidado necessário. Nisto a Ministra Marina está coberta de razão. Porém, nada, mas absolutamente nada justifica que a licença para a instalação de qualquer projeto, tenha ele a dimensão que tiver, leve mais do que um ano, um ano e meio, se tanto e exagerando, para ser concedido ou não. Há casos de seis, sete e até mais de 10 anos que as licenças ambientais permanecem paradas. Isto é um absurdo. Já não se trata mais de cuidados excessivos com o meio ambiente, e sim de uma complexa rede de burocracia criada para não aprovar coisa alguma.
Aliás, esta ladainha já se prolonga desde antes do governo Lula, mas se acentuou a partir dele em razão dos métodos burocratas que passaram a vigorar no governo federal. Quem perde e quem ganha com isso ? Quem perde é o país que fica retardando seu crescimento amarrado que está a uma burocracia inexplicável. Toda e qualquer licenciamento pode sim ser obtido com todo o rigor de análise em prazo de no máximo 18 meses. Aqueles que defende esta mistura surreal de burocracia com retardo mental, talvez adore morar em cavernas e viver sob luz de lampião. Cada um com sua selvageria, mas não tem o direito de condenar seu primarismo para vigorar a toda a nação.
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Que se remova de uma vez por todas os absurdos da própria legislação, dando-lhe o dinamismo necessário e se pare com este discurso de final dos tempos;o Brasil tem pressa e precisa avançar e progredir, e pode fazê-lo tomando todos os cuidados necessários na defesa de seu meio ambiente.. São 180,0 milhões de pessoas que precisam do progresso para viverem com qualidade.
Que se remova de uma vez por todas os absurdos da própria legislação, dando-lhe o dinamismo necessário e se pare com este discurso de final dos tempos;o Brasil tem pressa e precisa avançar e progredir, e pode fazê-lo tomando todos os cuidados necessários na defesa de seu meio ambiente.. São 180,0 milhões de pessoas que precisam do progresso para viverem com qualidade.