quarta-feira, junho 06, 2007

Infra-estrutura deficiente freia crescimento

Veja online

Os problemas da infra-estrutura brasileira já prejudicam o crescimento econômico do país em 2007. Com a economia aquecida e a promessa de expansão ainda maior no ano, em função do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as grandes empresas aumentam a produção e as vendas. O aquecimento, contudo, esbarra na falta de infra-estrutura adequada para transporte de materiais e escoamento da produção.

De acordo com reportagem publicada neste domingo pelo jornal Folha de S. Paulo, os gargalos no transporte e na logística já atrapalham as empresas beneficiadas pelo aquecimento econômico - o custo dos fretes rodoviários subiu cerca de 20% e há fila para comprar novos caminhões (as montadoras não dão conta da demanda). Grandes companhias perdem negócios por causa da impossibilidade de cumprir prazos.

"Estamos deixando de entregar mercadorias e perdendo competitividade. A mercadoria não chega na hora certa, há atrasos nos embarques e custos adicionais por conta disso", disse Ruy Hirschheimer, CEO da Electrolux na América Latina, em entrevista à Folha. Conforme ele, a empresa de eletrodomésticos, que tem fábricas no Paraná, São Paulo e Amazonas, está crescendo, mas a logística "emperra" essa expansão.

Sem energia - O governo federal informa ter gasto até agora apenas 3,5% do dinheiro previsto no PAC para melhorar a infra-estrutura do país. Grandes empresas afirmam que não é possível planejar projetos ambiciosos para o futuro - o risco de crise energética e de transporte atrapalha os planos. Conforme estudo da UFRJ, os custos com transporte e logística equivalem a 12,75% do PIB brasileiro. Nos Estados Unidos, essa relação é de 8,2%.