quarta-feira, junho 06, 2007

TOQUEDEPRIMA...

Saúde privada cresce 30% desde 2000
Da Folha de S.Paulo

"Nos últimos seis anos, 10,2 milhões de brasileiros passaram a ter algum plano de saúde. Esse aumento aconteceu num ritmo superior ao do crescimento populacional do período e elevou de 34,5 milhões para 44,7 milhões o total de beneficiários, uma variação de 30%. Com isso, a taxa de cobertura do setor aumentou de 20,8% para 23,9% da população.

O registro desse crescimento consta do Caderno de Informação da Saúde Suplementar da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). A análise ano a ano mostra que a ampliação da cobertura aconteceu principalmente nos últimos três anos, quando, entre dezembro de 2003 e de 2006, 8,5 milhões de brasileiros passaram a ter algum tipo de plano de saúde.

Para analistas do setor ouvidos pela Folha, além da vontade de boa parte da população de não depender da rede pública, as razões desse crescimento são a oferta cada vez maior de planos exclusivamente odontológicos, a melhoria na renda das classes C e D e o crescimento do emprego formal."

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Dólar só voltará a R$ 2 em maio de 2008

O mercado financeiro acredita que o dólar só voltará aos R$ 2,00 em maio do próximo ano, de acordo com os dados da pesquisa semanal do Banco Central (BC). Mesmo assim, um mês depois, ou seja em junho de 2008, a taxa de câmbio voltará ao patamar de R$ 1,99, para depois terminar o ano em R$ 2,05.

Neste intervalo de tempo, a taxa não cairá abaixo dos R$ 1,90 e ficará oscilando entre R$ 1,93 e R$ 1,95.
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Depois disso, o câmbio subirá gradualmente até alcançar os R$ 2,00 em maio do próximo ano. Os economistas consultados esperam um crescimento de 4,20% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, segundo aponta a pesquisa Focus divulgada ontem pelo BC .

A previsão anterior para o PIB era de avanço de 4,16% para o fim de 2007. As estimativas de expansão da produção industrial neste ano avançaram de 4,19% para 4,23%. Para 2008, as projeções de crescimento do PIB seguiram estáveis em 4% pela sétima semana consecutiva. As apostas de crescimento da produção da industrial aumentaram na pesquisa do BC de 4,28% para 4,40%.

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Custo da construção civil sobe 1,21% em maio

SÃO PAULO - O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo registrou alta de 1,21% em maio, na comparação com abril. O CUB é o índice oficial calculado pelo SindusCon-SP, que reflete a variação mensal dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil.

Em maio, os custos com mão-de-obra subiram 2,08%, refletindo aumento salarial dos trabalhadores, garantido na Convenção Coletiva 2007 assinada pelo SindusCon-SP e pelo Sintracon-SP (representante dos trabalhadores do setor na capital). As despesas administrativas (representadas pelo salário do engenheiro) também cresceram significativamente, registrando elevação de 5,38%.

Os custos das construtoras com insumos apresentaram ligeira alta, de 0,03%. A média ponderada entre essas variações resultou no CUB Representativo da construção civil paulista (R8-N) de 1,21%, o que significa um custo de R$ 709,49 por metro quadrado em maio. Dos 55 insumos da construção cujos preços são pesquisados mensalmente pelo SindusCon-SP, 31 apresentaram em maio variação superior à do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que foi de 0,04% no mês passado.

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OCDE: pirataria movimenta US$ 200 bilhões por ano

GENENBRA (Suíça) - A pirataria movimenta um comércio de pelo menos US$ 200 bilhões por ano e a China é de fato a maior produtora mundial desses produtos falsificados. A avaliação é da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que publicou ontem um levantamento sobre o impacto econômico dos produtos falsificados. Segundo um dos autores do estudo, Wolfgang Hubner, a situação no Brasil vem melhorando, mas o País precisa fortalecer a implementação das leis recentemente criadas para combater o problema.

O valor do comércio é superior a toda importação e exportação brasileira no ano passado e acima do PIB de 150 países. O levantamento, porém, reconhece que os prejuízos para uma economia podem ser muito maiores que os US$ 200 bilhões citados. Isso porque a OCDE não considerou nem a venda de produtos falsificados pela Internet e nem o comércio doméstico de bens falsificados.

"Os números são apenas referentes às apreensões que foram feitas nos últimos anos nos portos de diferentes países", afirmou John Dryden, coordenador do relatório. Para ele, o comércio de produtos falsificados só tende a crescer nos próximos anos. O estudo aponta que, embora o fenômeno esteja sendo visto em todos os países, a Ásia surge como a principal região responsável pelo comércio desses produtos.

A China, portanto, seria a maior produtora hoje de mercadorias falsificadas. Não por acaso, os americanos lançaram uma disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a falta de ação dos chineses para combater a pirataria.

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Bolsas da China têm a pior queda desde fevereiro

PEQUIM - O principal índice do mercado acionário chinês, o Xangai Composto, despencou 8,3% ontem, na maior queda em um dia desde o recuo de fevereiro, que provocou impactos em todos os mercados globais. O índice caiu pelo segundo dia consecutivo, fechando em 3.670,40 pontos, depois de ter recuado 2,7% sexta-feira. O Shenzhen Composto perdeu 7,9% e encerrou em 1.039,90 pontos.

Os declínios vieram após o governo chinês ter elevado o imposto sobre transações com ações, semana passada, em um esforço para esfriar o "boom" no mercado acionário, que tem preocupado as autoridades chinesas sobre a possibilidade de se criar uma perigosa bolha de preços.

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Estado de choque nos aeroportos
De O Globo

"Os R$ 3 bilhões em investimentos para melhorar a infra-estrutura aeroportuária brasileira que constam do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são suficientes apenas para atender ao aumento da demanda nos principais terminais até 2010 — quando o volume de passageiros subirá dos atuais 118 milhões para 158,3 milhões. Mantido o ritmo de expansão da aviação civil a uma média de 12% ao ano, já em 2009 será necessário montar um novo plano de pelo menos R$ 10 bilhões, mais do que o triplo prometido pelo governo para evitar novo caos aéreo em quatro anos. Sem recursos suficientes para fazer frente ao desafio, o Executivo começou a estudar, com a bênção da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, parcerias com a iniciativa privada, que poderia até mesmo assumir aeroportos.

A previsão a que O GLOBO teve acesso foi elaborada pela própria Infraero, estatal que comanda os 67 aeroportos mais importantes do Brasil. O número é baseado nas promessas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país), acima de 4,5% ao ano, e na expectativa de que o movimento nos terminais chegará aos 200 milhões de usuários em 2018. Segundo o presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, o Palácio do Planalto já foi alertado."