quarta-feira, junho 27, 2007

TOQUEDEPRIMA...

*** Greve prejudica exportação do agronegócio
Do G1, com informações do Globo Rural

A greve dos fiscais agropecuários federais completa nove dias nesta terça-feira (26). Os reflexos do movimento já podem ser sentidos nos portos de Santa Catarina.

Mais de três mil containeres, principalmente com carne suína e aves, lotam os pátios do porto de Itajaí. As exportações estão em ritmo lento desde a semana passada, quando começou a greve.

Enquanto os empresários aguardam a liberação de 70 mil toneladas de produtos, eles somam os prejuízos. “Em torno de US$ 35 milhões em função da movimentação de carne nas indústrias e daquelas mercadorias que estão no porto e não estão saindo para a exportação”, afirma o diretor do Sindicarne, Ricardo Gouvêa.

Os fiscais exigem do governo federal o cumprimento de um acordo firmado em 2005, que previa reajuste salarial, reestruturação do plano de carreira e realização de concurso. Os fiscais se comprometem a trabalhar com, pelo menos, 30% da capacidade.

Mas com ritmo lento, as indústrias já pensam em tomar medidas emergenciais. “Cessar o abate e a gente vê que o problema vem em cadeia e vai acabar prejudicando o produtor porque vai ter de ficar com o animal, aí entra custo e o problema vai se agravar, com certeza”, descreve o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Antônio Ceron.

O Ministério da Agricultura ainda não tem um levantamento dos prejuízos causados pela greve. Ainda segundo o Ministério, nesta semana fiscais agropecuários devem ser deslocados para os locais onde a paralisação estiver mais crítica, como nos portos e fronteiras.

*** Brasil tem 860 mil usuários de cocaína, diz ONU
BBC Brasil

O Brasil tem cerca de 860 mil usuários de cocaína, estima um documento da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta terça-feira. Segundo o relatório anual do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC), 0,7% da população brasileira entre 15 e 64 anos utilizava cocaína em 2005.

A estatística representaria um aumento de 75% em relação ao número de quatro anos antes, mas o UNODC esclareceu que o aumento se deveu a uma mudança na metodologia do cálculo. No mundo, 14 milhões de pessoas consomem cocaína, disse o estudo.

Um aumento no número de usuários no Brasil desafiaria os esforços de combate ao abuso de cocaína no país, onde as apreensões vêm crescendo ano a ano.

O relatório da ONU afirma que em 2005 o Brasil apreendeu 16 toneladas de cocaína - cerca de 6% a mais que no ano anterior, de acordo com os números da Polícia Federal.

É pouco, se comparado ao total apreendido na Colômbia (217 t), o principal produtor mundial, ou nos Estados Unidos (175 t), o principal consumidor mundial, e mesmo em relação ao que se apreende em países vizinhos da Colômbia, como Equador (43 t) e Venezuela (59 t).

Mas a ONU destacou que o Brasil está entre os países mais citados como via de tráfico de cocaína para o oeste da África e a Europa. Autoridades da Guiné estimam, por exemplo, que 60% de sua cocaína provêm do Brasil.

*** Empresas pedem mais investimentos em reunião com Pires

BRASÍLIA - A diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se reuniu ontem com o ministro da defesa, Waldir Pires, que ouviu muitas reclamações e reivindicações para recuperar a infra-estrutura dos aeroportos brasileiros. No encontro, Pires voltou a repetir que o País não pode ser refém de uma categoria - a dos controladores de tráfego aéreo.

As empresas reivindicam mais investimentos e o cumprimento das resoluções do Conac (Conselho Nacional de Avião Civil), anunciadas em 2003.

"Basicamente, precisamos investir em controle aéreo e infra-estrutura. Certamente haverá ausência de infra-estrutura com a chegada de novos aviões", afirmou José Márcio Mollo, presidente do Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas).

De acordo com ele, as empresas receberão neste ano 32 novas aeronaves e que número subirá para 65 até 2010 e que é preciso investir para atender a demanda crescente. Ele reafirmou ainda que as empresas são contra a proposta de reduzir o número de vôos. "As empresas aéreas não aceitam porque já fizeram o investimento e seria um prejuízo aos passageiros. Acho que a proposta é de algumas autoridades que estão quase que querendo dividir a responsabilidade com as empresas aéreas."

*** Controlador afastado diz que falta segurança
Redação Terra

O presidente da Associação Brasileira dos Controladores de Tráfego Aéreo, Wellington Rodrigues, criticou a Aeronáutica por colocar controladores da Defesa Aérea no controle da aviação civil. No encontro sul-americano de controladores de vôo, Rodrigues acusou a Aeronáutica de jogar fora os procedimentos de segurança. A informação é da Globonews.

A Aeronáutica afirma que todos os controladores que estão operando no Cindacta-1 estão preparados e tem como principal foco a segurança.

"Defendemos procedimentos de segurança, que estão sendo jogados fora neste momento de crise", disse Wellington Rodrigues, que foi um dos 14 controladores afastados pela Aeronáutica, na última sexta-feira, como parte do pacote de medidas do governo para controlar a crise aérea no País.

Rodrigues disse ainda que os 14 controladores afastados foram caluniados e não puderam se defender. Ele disse que está cansado e decepcionado com as autoridades.

Jorge Botelho, presidente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores na Proteção ao Vôo (SNTPV), representante dos controladores civis, reforçou a acusação de falta de segurança plena no controle de tráfego aéreo. Segundo ele, os controladores que atuavam na defesa do espaço aéreo não fizeram o treinamento de 120 horas para que pudessem assumir as mesas de operação do Cindacta-1.

*** Corte dos EUA limita liberdade de expressão para estudantes

WASHINGTON - A Suprema Corte dos Estados Unidos estreitou os limites à liberdade de expressão dos estudantes ontem, posicionando-se contra um adolescente e sua faixa com a inscrição "Um Tapa para Jesus". Pela decisão do magistrado norte-americano John Roberts, as escolas podem proibir manifestações de estudantes que possam ser interpretadas como apologia ao uso de drogas.

Joseph Frederick desfraldou sua faixa feita em casa em uma manhã de inverno de 2002, quando a tocha olímpica passou por Juneau, no Alasca, a caminho dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002, em Salt Lake City.

Frederick disse que se tratava de uma mensagem sem sentido copiada de um snowboard e defendeu seu direito de dizer o que bem entendesse. Grupos conservadores que normalmente apóiam o governo defenderam Frederick por temer que a decisão poderia levar escolas a reprimirem a liberdade de expressão religiosa, assim como declarações contra a homossexualidade e o aborto.

A diretora da escola de Frederick, Deborah Morse, queixou-se que a frase representava uma apologia às drogas. O estudante nega a acusação. O aluno foi suspenso, o que desencadeou a ação federal de direitos civis.