quarta-feira, junho 27, 2007

TOQUEDEPRIMA...

*** Consumo de drogas no Brasil aumentou, diz ONU
Agência Estado

O consumo de drogas aumentou no Brasil nos últimos anos, na contramão da tendência mundial de estabilidade. O país também se consolidou como centro de distribuição da cocaína colombiana e boliviana para os principais mercados consumidores. As conclusões estão em um relatório do Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) contra Drogas e Crime, que será divulgado nesta terça-feira (26).

Segundo o estudo, a proporção da população brasileira que consome cocaína cresceu de 0,4%, em 2001, para 0,7%, em 2005. Naquele ano, havia 14 milhões de consumidores no mundo, apenas 0,3% da população total. O consumo crescente no Brasil elevou os índices da América Latina. O percentual da população dessa região que diz ter consumido cocaína ao menos uma vez na vida passou de 2,3% para 2,9%, no mesmo intervalo.

Enquanto o consumo brasileiro aumentou, a produção de cocaína na América Latina sofreu uma queda de 2% entre 2005 e 2006, embora os números por país não sejam homogêneos. O cultivo de coca na Colômbia caiu 9%, mas aumentou 8% na Bolívia e 7% no Peru.

Mas foi o consumo de maconha o que mais cresceu no Brasil. Em 2001, 1% dos brasileiros entre 15 e 65 anos consumia a droga. O índice subiu para 2,6% em 2005. Por outro lado, a ONU indica que o número de consumidores de maconha no mundo caiu de 162 milhões, em 2004, para 159 milhões, em 2005.

Houve também aumento no consumo de anfetaminas, que chega a 0,7% dos brasileiros, e de ecstasy, consumido por 0,2% da população. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

*** Ministro quer distribuir pílula do dia seguinte
Veja online

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse em encontro realizado em São Paulo, nesta segunda-feira, que o governo pretende distribuir a pílula do dia seguinte nos programas de planejamento familiar. A distribuição, segundo o ministro, seria feita sem a necessidade de apresentar uma receita médica. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso a métodos contraceptivos.

De acordo com Temporão, em encontro promovido pelo jornal Folha de S.Paulo, essa pílula é uma arma importante no sentido da prevenção da gravidez indesejada. "No programa que lançamos pressupõe receita médica, e a utilização da pílula do dia seguinte pressupõe a não necessidade de apresentar uma receita médica", disse. "Seria um disparate você ter que procurar um médico para prescrever."

A pílula do dia seguinte, ou "pílula para contracepção de emergência", legalizada no Brasil desde 1999 e disponível em farmácias, deve ser administrada até 72 horas após a relação desprotegida ou acidental visando evitar a gravidez. Usada até 24 horas depois da relação tem um índice de falha de 5 %. Entre 25 e 48 horas o índice de falha aumenta para 15 % e entre 49 e 72 horas o índice chega a 42 % de falhas. Isto significa que quanto mais rapidamente ela for ingerida, maior sua segurança na contracepção.

Religiosos - Grupos religiosos e antiabortistas criticaram a disposição do ministro de facilitar o acesso à pílula do dia seguinte, inclusive dispensando a necessidade de receita médica. Os militantes antiabortistas consideram-na um instrumento para o chamado "aborto químico" porque entendem que a vida se inicia tão logo acontece a fecundação do óvulo pelo espermatozóide.

A bióloga e biomédica Lilian Piñero Eça, professora doutora da Universidade Federal de São Paulo e membro do Núcleo Científico do Movimento Nacional em Defesa da Vida - Brasil sem Aborto, disse em enrevista à Folha de S.Paulo que "a pílula do dia seguinte nada mais é do que uma bomba hormonal que provoca um aborto".

*** Confiança do consumidor com economia do País sobe 0,6%
Reuters

O consumidor brasileiro ainda está confiante na situação econômica do País, mas o ritmo de crescimento deste otimismo já não é o mesmo. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas subiu 0,6% de maio para junho, passando de 108,5 para 109,1.

"É o terceiro mês consecutivo de crescimento do índice, embora a variação desta vez tenha ficado bem abaixo dos 2,6% registrados em maio", informou a FGV em comunicado divulgado nesta terça-feira.

Houve uma melhora na avaliação dos consumidores sobre a situação presente, mas estabilidade em relação às expectativas para os próximos meses.

A sondagem de expectativas do consumidor é realizada com base numa amostra de mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais do País. A coleta de dados para a edição de junho foi realizada entre os dias 31 de maio e 21 de junho.

*** Polêmica à vista
Lauro Jardim, Radar, Veja online

Representantes de ONGs ligadas aos direitos humanos prometem fazer barulho hoje na reunião da CCJ da Câmara. Mas nada relacionado à reforma política, que começará a ser tratada na comissão. O que elas querem é evitar a aprovação de um projeto permitindo a quebra do sigilo das correspondências dos internos do sistema prisional brasileiro. A violação, claro, precisará ser aprovada antes pelo Judiciário. O projeto, que está desde o ano passado esperando aprovação, já tem parecer favorável do relator, deputado Nelson Trad (PMDB- RS).

*** MST: "Preso custa mais para governo do que assentado"

SOROCABA (SP) - O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pontal do Paranapanema, Wesley Mauch, rebateu ontem a afirmação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB) de que a reforma agrária é cara. Para ele, caros são os presídios. "Um preso custa muito mais para o governo e para a sociedade do que um assentado", comparou.

Em palestra no 1º Diplomado da Juventude do PSDB, sábado, Serra afirmou que a reforma agrária bem feita envolve um componente econômico insuportável. "É impossível pelo custo", disse.

Para Mauch, o raciocínio do governador está equivocado. Segundo ele, os últimos cálculos feitos pelo governo federal revelam que o assentamento de uma família custa em média R$ 31 mil. "Cada família assentada significa de 4 a 5 pessoas empregadas no meio rural." Ele disse que o movimento acaba fazendo o papel do Estado na inclusão social e na qualificação dessas pessoas. "Duvido que a reforma agrária no Pontal custe mais do que a manutenção dos 33 presídios que o governo do PSDB instalou na região", desafiou.

Segundo Mauch, o movimento entende que o projeto de Serra para regularizar as áreas com mais de 500 hectares prejudica a reforma agrária. "São terras que o próprio Estado considera devolutas e a lógica manda que sejam usadas para atender a demanda por assentamentos." Ele disse que a região tem pelo menos 3 mil famílias de sem-terra em barracos de lona.

O diretor executivo da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), Gustavo Ungaro, defendeu o projeto de Serra. Segundo ele, é uma medida que objetiva resolver conflitos e deveria ter apoio dos movimentos sociais. O projeto, enviado à Assembléia Legislativa, prevê a destinação de uma parte das terras para a realização de novos assentamentos ou o pagamento em valor equivalente a um fundo de desenvolvimento da região.

Durante reunião realizada ontem em Presidente Prudente, ruralistas ligados à UDR aplaudiram a declaração de Serra, de que a reforma agrária "é impossível pelo custo", mas se declaram contrários ao teor do projeto.