Vasconcelo Quadros , Jornal do Brasil
Embora ainda não sejam conhecidos os detalhes da perícia nos documentos sobre as transações de gado apresentadas para justificar a pensão à jornalista Mônica Veloso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deverá ter o pedido de cassação amparado em discrepâncias sobre a evolução de seu patrimônio.
Os relatores designados pelo Conselho de Ética já têm informações parciais de que não é possível estabelecer conexão entre a declaração de imposto de renda do senador, as transações que resultaram na suposta venda de R$ 1,9 milhão em bois e os repasses, em dinheiro vivo, para a ex-amante do presidente do Congresso.
A análise contábil da evolução patrimonial de Renan deverá fazer parte do laudo que será entregue amanhã ao Conselho de Ética pela Polícia Federal.
- A perícia terá informações suficientes para sustentar o relatório - diz a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que enxerga outras duas questões delicadas para o presidente do Congresso.
Segundo ela, mesmo que não seja possível provar que os recursos saíram da empreiteira, a argumentação sobre a queda do decoro parlamentar pode ser sustentada também no fato de Renan ter se utilizado de um lobista da Construtora Mendes Júnior, Claúdio Gontijo, para repassar a pensão à Mônica Veloso e, ainda, de um frigorífico supostamente irregular, o Mafrial, de Alagoas, como intermediário da venda de gado.
- Será que o senador não poderia ter procurado outras pessoas? - questiona a senadora.
Marisa Serrano garante, no entanto, que o relatório estará restrito aos fatos investigados nos últimos dois meses e será amparado, basicamente, no laudo da Polícia Federal.
O ministro Ricardo Lewandovsky, do Supremo Tribunal Federal, autor do pedido de inquérito para apurar se o dinheiro para a jornalista saiu da Construtora Mendes Júnior, também terá a perícia como rumo das investigações. Ele pediu à Polícia Federal que na próxima quinta-feira o mesmo laudo a ser entregue ao Conselho de Ética do Senado seja encaminhado também ao STF, conforme foi solicitado pelo procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza.
Ontem, o senador Renan Calheiros adotou uma nova tática para tentar se livrar das acusações. Nos bastidores, disparou telefonemas aos colegas para se desculpar pela derrapada da semana passada, quando sugeriu que o líder do DEM, José Agripino (RN), não aguentaria uma semana sob críticas. Em plenário, Renan se defendeu atacando o usineiro João Lyra, seu adversário político em Alagoas que, segundo ele, é acusado de ser mandante de um assassinato no Estado. Disse que a revista Veja amplificou uma briga paroquial e negou que seja dono de empresas de rádio.
- Ele é acusado de vários homicídios, vários crimes de mando, sonegação fiscal. Na questão específica é réu confesso - disse Renan, sem citar Lyra, mas se referindo à suposta sociedade.
Em meio à onda de denúncias, um fiel escudeiro do presidente do Senado, o relator Almeida Lima (PMDB-SE), prontificou-se a assumir também a relatoria do caso envolvendo os negócios da família Calheiros com a Cervejaria Schincariol. Marisa Serrano e Renato Casagrande (PSB-ES) recusaram sob o argumento de que uma nova relatoria para a comissão tiraria o foco das investigações sobre o primeiro processo.
Embora ainda não sejam conhecidos os detalhes da perícia nos documentos sobre as transações de gado apresentadas para justificar a pensão à jornalista Mônica Veloso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deverá ter o pedido de cassação amparado em discrepâncias sobre a evolução de seu patrimônio.
Os relatores designados pelo Conselho de Ética já têm informações parciais de que não é possível estabelecer conexão entre a declaração de imposto de renda do senador, as transações que resultaram na suposta venda de R$ 1,9 milhão em bois e os repasses, em dinheiro vivo, para a ex-amante do presidente do Congresso.
A análise contábil da evolução patrimonial de Renan deverá fazer parte do laudo que será entregue amanhã ao Conselho de Ética pela Polícia Federal.
- A perícia terá informações suficientes para sustentar o relatório - diz a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), que enxerga outras duas questões delicadas para o presidente do Congresso.
Segundo ela, mesmo que não seja possível provar que os recursos saíram da empreiteira, a argumentação sobre a queda do decoro parlamentar pode ser sustentada também no fato de Renan ter se utilizado de um lobista da Construtora Mendes Júnior, Claúdio Gontijo, para repassar a pensão à Mônica Veloso e, ainda, de um frigorífico supostamente irregular, o Mafrial, de Alagoas, como intermediário da venda de gado.
- Será que o senador não poderia ter procurado outras pessoas? - questiona a senadora.
Marisa Serrano garante, no entanto, que o relatório estará restrito aos fatos investigados nos últimos dois meses e será amparado, basicamente, no laudo da Polícia Federal.
O ministro Ricardo Lewandovsky, do Supremo Tribunal Federal, autor do pedido de inquérito para apurar se o dinheiro para a jornalista saiu da Construtora Mendes Júnior, também terá a perícia como rumo das investigações. Ele pediu à Polícia Federal que na próxima quinta-feira o mesmo laudo a ser entregue ao Conselho de Ética do Senado seja encaminhado também ao STF, conforme foi solicitado pelo procurador-Geral da República, Antonio Fernando de Souza.
Ontem, o senador Renan Calheiros adotou uma nova tática para tentar se livrar das acusações. Nos bastidores, disparou telefonemas aos colegas para se desculpar pela derrapada da semana passada, quando sugeriu que o líder do DEM, José Agripino (RN), não aguentaria uma semana sob críticas. Em plenário, Renan se defendeu atacando o usineiro João Lyra, seu adversário político em Alagoas que, segundo ele, é acusado de ser mandante de um assassinato no Estado. Disse que a revista Veja amplificou uma briga paroquial e negou que seja dono de empresas de rádio.
- Ele é acusado de vários homicídios, vários crimes de mando, sonegação fiscal. Na questão específica é réu confesso - disse Renan, sem citar Lyra, mas se referindo à suposta sociedade.
Em meio à onda de denúncias, um fiel escudeiro do presidente do Senado, o relator Almeida Lima (PMDB-SE), prontificou-se a assumir também a relatoria do caso envolvendo os negócios da família Calheiros com a Cervejaria Schincariol. Marisa Serrano e Renato Casagrande (PSB-ES) recusaram sob o argumento de que uma nova relatoria para a comissão tiraria o foco das investigações sobre o primeiro processo.