sexta-feira, agosto 17, 2007

Pobreza não é desculpa

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

A pobreza não é nem nunca foi desculpa para quem deseja estudar, trabalhar e progredir na vida. Só não vence quem não quer.

Hoje, no Jornal Nacional da Globo assisti a reportagem que tratou do sucesso que os atletas brasileiros vêm obtendo no Parapan, e fico imaginando a dificuldade que cada um teve para chegar até ali. As impossibilidades físicas e mentais. Isto os impediu de lutarem, de vencerem, de se consagrarem como atletas? De jeito nenhum, as limitações físicas de uns, as limitações mentais de outros, serviram sim de trampolim para irem à luta, aceitarem o desafio e se empenharem ainda mais do que todos os demais para chegarem onde cada um deles está chegando. Vi artistas sem as mãos, se tornarem exímios pianistas, ou excepcionais pintores.

Se a limitação física e mental não os acovardou, como se pode aceitar a covardia dos que tendo corpos e mentes perfeitas, se entregam ao descaminho?

Aqui no COMENTANDO A NOTÍCIA já noticiamos casos semelhantes, um inclusive de duas garotas pobres, uma inclusive com filho, que trabalhavam como domésticas, e isto não as impediu sem nenhum patrocínio, sem nenhum apoio de governo algum, de irem a luta, estudarem, se formarem no fundamental mais tarde no ensino médio, e ingressarem na faculdade.

Quem argumenta que a pobreza é limitação para qualquer ser humano, lamento dizer, trata-se de um pobre de espírito. Por tais razões, é forçoso reconhecer que Luiz Inácio permanece na ignorância e semi-analfabetismo por pura preguiça e vadiagem pessoais. Dou um exemplo de alguém que teve o mesmo histórico de vida, e muito embora não concordassem com suas ideologias políticas, serve como espelho para Lula e todos os que a ele se assemelham. Quem não se lembra de Vicentinho ? Foi um sindicalista lutador, tão pobre quanto Lula, tão metalúrgico quanto Lula, mesmo assim, Vicentinho estudou, ingressou na faculdade, formou-se se não me engano em Direito e acabou se tornando deputado estadual em São Paulo.

Portanto, é com profunda tristeza que de vez em quando sou obrigado a ler alguns imbecilidades proferidas por Lula, e lamentar que ele não se tenha dado conta não apenas do papel que representa, mas do grande malefício que seus preconceitos estão causando nas pessoas de menor cultura, ou até nenhuma. Este incentivo à ignorância, ao analfabetismo, este rancor, inveja e ciúme que nutre por aqueles que, com mais esforço e sacrifícios pessoais e menos cachaça no lombo, se empenharam em estudarem, se formarem para serem melhores cidadãos para o seu país, e que agora precisam ser acusados de “elite branca” que sente raiva pelo governo construir escolas para os pobres. Deveria o senhor Lula ter um pouco mais de respeito para com todos estes que hoje são o esteio da Nação, porque são os sustentam e mantém a nababesca vida perdulária do senhor Luiz Ignácio e toda a sua coorte de imbecis, vagabundos e cafajestes gigolôs da nação, mas do qual ainda se extrai um pouco mais para a manutenção do curral eleitoral do senhor Luiz Inácio.

Com 60 anos, Lula já viveu o bastante mas não aprendeu nada, a não ser desenvolver a arte da mentira e da mistificação, indispensáveis instrumentos para a sua categoria de político profissional que nada mais é do que um perfeito gigolô do povo. Lula aperfeiçoou o método fascista de fazer política. Deveria por exemplo ter aprendido que ajudar os pobres não significa explorar o pobre, dar migalhas para mitigar-lhe a fome, e com a outra mão cobrar-lhe o preço do voto. E o que é pior: não lhe oferece oportunidade para qualificar-se como cidadão para um dia deixar de ser um mero cliente do Estado. Quem mantém as pessoas nesta condição de servilismo, não apenas compra a consciência dos beneficiados, mas toma-lhe o caráter e a dignidade.

Lula esquece que a “pequena elite” a que se referiu é um batalhão de mais de 40,0 milhões de votantes, pessoas que tem direito a protestar e a não concordar com suas posturas, com sua ideologia retrógrada nem tampouco com a patifaria e os trambiques que Lula deixou seus companheiros cometerem em seu primeiro mandato. E que, sendo este um país democrático, e por conseqüência as pessoas nele livres, opor-se a Lula antes de representar um mal, é até um bem que fazem a si mesmas, por não se deixarem idiotizar pela vagabundagem e pelo desequilíbrio mental.

Lula ainda confunde a ajuda que o governo deve dar aos pobres em dificuldades, com chantagem para deixarem de pensar, com o servilismo cretino da consciência sem liberdade para divergir, e com a idiotia paralisante da sua capacidade de discernir, pensar e julgar. Quem sobe ao palanque e apenas quer ouvir aplausos, assume a condição de deus, e nesta condição, acaba descendo ao mais baixo degrau da moral e do caráter, porque sua arrogância o cega de tal modo que se entende superior a todos, quando na verdade, pela prepotência repugnante se tornou um débil mental retido em si mesmo. Aquele que mais grita e aponta o preconceito nos outros, está esquecendo de olhar para si mesmo: ele é o mais preconceituoso de todos. Ótimo que Lula um dia pudesse fazer um profunda reflexão de si mesmo, assim, descobriria os traumas que aniquilam sua alma, e fervilham sua mente com tanto desprezível rancor e despeito. Este combate intenso de dividir a nação numa luta de classes sem precedentes, nasce do próprio instinto animalesco e primitivo deste cidadão que, tendo a oportunidade de ser presidente e pelo exercício da função, podendo melhorar, podendo crescer, desceu ao degrau mais ínfimo da falta de caráter, a vala mais inferior de um dementado.

Mesmo Cristo dentre tantas lições maravilhosas legou-nos o famoso “a cada um segundo suas obras”. Ele não disse a cada um segundo as obras dos outros. Deixou claro que dependia de cada um vencer ou perder a luta pela vida e pelo crescimento pessoal.

Fosse o senhor Luiz Inácio uma pessoa dotada de princípios morais, de equilíbrio emocional e mental minimamente civilizados, saberia que ao Estado compete oferecer oportunidades iguais para todos. Aproveitar ou não estas oportunidades dependerá das escolhas que cada um fizer. Sendo assim, por que o senhor Luiz Inácio não trata de gastar menos em esbanjamentos e desperdícios para sustentar uma ostentação indecente pelo povo pobre que ainda temos, permitindo deste modo reduzir-se o pesado ônus tributário que é extraído da energia da nação e que a torna mais pobre a cada dia ! É bom cobrar dos outros aquilo que nós mesmos não somos capazes de realizar.

Cada um é responsável por si mesmo, e seu sucesso depende do esforço e do empenho que cada um souber realizar. Assim, senhor Luiz Inácio, não destile seu ódio e inveja sobre os que souberam lutar e venceram por méritos próprios. Não os inveje: faça como eles, estude e trabalhe também.

Para encerrar: vocês sabem identificar um perfeito cafajeste de um cidadão de bem? Eis a pista: o cidadão de bem não acusa, antes orienta e aconselha, é prudente quando precisa criticar. O cafajeste usa e abusa do “tem gente que”. Reparem que Lula sempre quando desanda a criticar alguém não lhe dá nomes. É um tal de tem gente que, tem pessoas que, e assim por diante. Esta é fala do cafajeste, daquele que se acovarda no anonimato dos que acusa. Se fosse alguém digno, daria os nomes e apontaria diretamente, e não agachado mediocremente se esconder atrás da multidão e ficar arrotando a imundície que inunda sua alma.

A grande escolha do brasileiro hoje é, ou ser um cidadão livre, e para tanto precisar trabalhar, estudar, se sacrificar e até de se privar de algum lazer tendo em vista a realização de seus sonhos, ou ser vaquinha de presépio sindicalizada com carteirinha partidária de um “pê” qualquer, participando do “iluminado” batalhão dos oprimidos, mas assistidos pelas tetas federais da mendicância de um curral eleitoral mais perto de sua casa, comandado por um fascista de alma pervertida. Pense nisso e faça sua escolha...