Jeferson Ribeiro, Redação Terra
“Por que razão os denunciados teriam levantado as cifras milionárias e depois distribuído de forma clandestina? Estaríamos, por acaso, diante de um surto de filantropia político-partidária?” Antonio Fernando de Souza, Procurador Geral da República.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse hoje, durante o julgamento do inquérito do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que é "impossível que tenha existido (o mensalão) sem participação de integrantes do governo e de partidos do governo". "Eles ditavam as ordens para a organização criminosa", afirmou. O procurador pediu ao final da primeira parte do julgamento do mensalão para que os ministros recebam a denúncia na íntegra. "Todos os denunciados participaram das ações ilícitas".
"Se tudo que se apurou nesses autos não passou de um acordo político e partidário, por que não o fizeram à luz do dia, como é comum às pessoas de bem? Por que não usaram as práticas bancárias mais rápidas e legais, preferiram usar bancas de revistas e quartos de hotéis para fazer repasses em dinheiro em espécie? A resposta está nos autos. Todos os denunciados participaram das ações ilícitas descritas na denúncia. Peço que acatem acusação de todos os denunciados", argumentou o procurador.
O procurador afirmou ainda que o esquema financeiro atendia especificamente às exigências do núcleo central da organização criminosa, em que ele incluiu José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Sílvio Pereira.
Para o procurador-geral, o ex-ministro José Dirceu era o principal artífice desse esquema e sabia de todas as suas engrenagens. "É de conhecimento público que Dirceu exercia intensa influência política quando ocupava o cargo no governo, ele sempre teve e ainda tem grande influência nas decisões do partido, tinha ciência de todos os passos dos demais membros do centro da operação criminosa".
Souza afirma ainda que o empresário Marcos Valério atuava em completa sintonia com o ex-ministro. "O fato é que Marcos Valério tinha livre acesso a José Dirceu", disse.
Contrariando os advogados de defesa, Souza voltou a afirmar que estão descritas na denúncia detalhadamente as condutas imputadas a cada um dos acusados, sempre acompanhadas das respectivas provas. "Portanto, a denuncia é formal e substancialmente apta", disse.
Para ele, o Banco Rural só operacionalizou o esquema porque queria obter vantagens junto ao governo federal e, para isso, resolveu se aproximar de membros do governo e do PT. "O dinheiro injetado pelo Banco Rural seria pago com benefícios junto ao governo federal".
“Por que razão os denunciados teriam levantado as cifras milionárias e depois distribuído de forma clandestina? Estaríamos, por acaso, diante de um surto de filantropia político-partidária?” Antonio Fernando de Souza, Procurador Geral da República.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, disse hoje, durante o julgamento do inquérito do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), que é "impossível que tenha existido (o mensalão) sem participação de integrantes do governo e de partidos do governo". "Eles ditavam as ordens para a organização criminosa", afirmou. O procurador pediu ao final da primeira parte do julgamento do mensalão para que os ministros recebam a denúncia na íntegra. "Todos os denunciados participaram das ações ilícitas".
"Se tudo que se apurou nesses autos não passou de um acordo político e partidário, por que não o fizeram à luz do dia, como é comum às pessoas de bem? Por que não usaram as práticas bancárias mais rápidas e legais, preferiram usar bancas de revistas e quartos de hotéis para fazer repasses em dinheiro em espécie? A resposta está nos autos. Todos os denunciados participaram das ações ilícitas descritas na denúncia. Peço que acatem acusação de todos os denunciados", argumentou o procurador.
O procurador afirmou ainda que o esquema financeiro atendia especificamente às exigências do núcleo central da organização criminosa, em que ele incluiu José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Sílvio Pereira.
Para o procurador-geral, o ex-ministro José Dirceu era o principal artífice desse esquema e sabia de todas as suas engrenagens. "É de conhecimento público que Dirceu exercia intensa influência política quando ocupava o cargo no governo, ele sempre teve e ainda tem grande influência nas decisões do partido, tinha ciência de todos os passos dos demais membros do centro da operação criminosa".
Souza afirma ainda que o empresário Marcos Valério atuava em completa sintonia com o ex-ministro. "O fato é que Marcos Valério tinha livre acesso a José Dirceu", disse.
Contrariando os advogados de defesa, Souza voltou a afirmar que estão descritas na denúncia detalhadamente as condutas imputadas a cada um dos acusados, sempre acompanhadas das respectivas provas. "Portanto, a denuncia é formal e substancialmente apta", disse.
Para ele, o Banco Rural só operacionalizou o esquema porque queria obter vantagens junto ao governo federal e, para isso, resolveu se aproximar de membros do governo e do PT. "O dinheiro injetado pelo Banco Rural seria pago com benefícios junto ao governo federal".