sexta-feira, agosto 24, 2007

Vagabundo é a ...

Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia

Você se considera um trabalhador ou uma trabalhadora ? Então, agora olhe para as suas mãos e vejam se são grossas ou finas. Se são finas, se você trabalha na cidade, e em seu trabalho o ambiente é fechado e refrigerado, então saiba: você não é um trabalhador ou trabalhadora. Você é um vagabundo. A definição do que seja trabalhador e do que seja vagabundo está no texto abaixo. Leiam, depois o comentaremos.

“(...) Porque eu tenho consciência de que, muitas vezes, uma mulher trabalhadora rural ou um trabalhador rural que precisa, para cumprir a lei, prestar informação com documentos, tenho clareza de que o trabalhador urbano tem que contar o tempo de serviço, mas eu penso sempre o seguinte: se a gente quiser ver a cara de quem trabalha no campo, de sol a sol, a gente não precisa de documento. Do vagabundo, a gente precisa do documento, impressão digital e outras coisas mais. Mas, do povo trabalhador, que trabalha de sol a sol, a gente olha a cor da pele, a gente olha a grossura da mão e a gente sabe que aquela pessoa é trabalhadora e, por isso, os trabalhadores não irão perder os seus direitos(...)”.

A rica definição acima transcrita é parte do discurso dado quarta-feira, 22.08, por Lula, na marcha das margaridas, aquela em que o indecoroso presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beijado pela ministra de Política para Mulheres, Nilcéa Freire, em Brasília, e nós não apenas noticiamos como também publicamos a foto para não restar dúvida alguma sobre a vergonhosa cena. E o fizemos não porque desejássemos desmoralizar o senhor Luiz Inácio, até porque não precisa: ele, por si mesmo, se desmoraliza sozinho. Mas ali, naquele ato, naquele selinho, está sintetizada toda a falta de moral deste governo. Gente sem princípios, sem ética, sem caráter. Gente sem limites, que se apropria do Estado como ele propriedade sua fosse, quando na verdade é um patrimônio da nação. Gente que se avoluma cada dia que passa no assalto e na exploração de um povo espezinhado ao último grau. E que agora precisa suportar ter qualificada a maior parte de seus trabalhadores de vagabundos por não terem as mãos calejadas pelo cabo de uma enxada, ou o rosto tostado pelo sol. Contudo, é este mesmo mentecapto que levou a agricultura a viver sua maior crise. Mas isto ainda é nada.

Quem é o senhor Luiz Inácio para se arvorar com moral para chamar alguém de vagabundo ? E o que é ele afinal, desde 1975? Logo ele, um reles ordinário gigolô de sindicato e de partido político!!! O que é um sindicalista afinal senão um pelego que se encosta em um sindicato qualquer, sindicato que expropria o fruto dos trabalhadores a ele filiado, para sustentar um bando de marmanjos ociosos que se agarram às diretorias sindicais para continuarem a mamar na vadiagem sustentável ! Depois, um partido político que tunga os filiados cuja renda reverterá também para sustentar seus “líderes” na mesma ociosidade. Ora, que picareta é este que se aposentou por ter sido preso, não por motivos políticos, mas por promover arruaças e badernas, ficou engaiolado por 31 dias, sem nunca deixar de receber os salários apesar da prisão, e que aos 42 anos se aposenta e recebe hoje cerca de R$ 5,0 mil reais por mês, ao passo que os trabalhadores médios ralam por mais de trinta anos e na reforma promovida por Lula, este mesmo defensor “dos oprimidos”, lhes quis reduzir o teto da miserável aposentadoria que recebem.

Vagabundo sim, e no mais alto grau de pura vadiagem, não são os trabalhadores da cidade. Eles não precisam engrossar as mãos para serem trabalhadores, serem cidadãos úteis a si mesmos e ao seu país. Eles não se valem de subterfúgios para transferirem a responsabilidade sobre si mesmos. Não se agarraram a mamatas de nenhuma espécie para dali tirar proveito próprio a alimentar sua vidas. Eles preferem engrossar seu caráter, sua moral, sua dignidade. Aceitam serem explorados por um governante ignorante e imbecil, um leviano, um vadio lacaio do atraso, porque são cidadãos de vergonha na cara. Não, definitivamente, o senhor Luiz Inácio ao chamar os trabalhadores urbanos de vagabundos estava a mirar-se no próprio espelho. Ele é a representação máxima da categoria, espécime raro de vagabundo que fez patrimônio sem precisar trabalhar, praticando aquilo que melhor sabe: terrorismo político calcado na mentira e na demagogia. Graças a este talento natural, saiu de um mero metalúrgico para a condição de presidente de uma nação maciçamente analfabeta, desinstruída e desinformada, e que por força de sua boa fé, acredita que este senhor possa ser qualificado como trabalhador, quando na verdade ele pertence a um espécime diferente de vadio, de vagabundo.

E vocês não lêem um miserável jornalista defender o povo, e criticar o apedeuta, à exceção, pelo que pude perceber, de Reinaldo Azevedo. Parece que todos demais concordam com a definição cretina feita pelo canalha. De fato, o que não falta na imprensa alinhada é vagabundo a espera talvez de alguma boca rica, por sua omissão, às vagas que se abrirão na Rede Pública de Tevê ou de rádio. Faz todo o sentido. Sabemos que tanto a tevê dita pública quanto a cadeia de emissoras de rádio estatais gerarão muitos empregos para vagabundos...

Afinal, trabalhador precisa é de trabalho, não de emprego...