sexta-feira, agosto 24, 2007

TOQUEDEPRIMA...

***** Governo previu tragédia da TAM. E nada fez.
Cláudio Humberto

As autoridades da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil tinham consciência dos perigos da pista do aeroporto de Congonhas antes da tragédia do vôo 3054 da TAM que matou 199 pessoas, segundo documento recebido ontem pela CPI do Apagão Aéreo, na Câmara.

Em 13 de dezembro de 2006, durante reunião de técnicos da Infraero, da Anac e das empresas aéreas, discutiu-se a possibilidade de a qualquer momento um avião perder o controle e "atravessar" a pista.

O gerente de Padrões de Avaliação de Aeronaves da Anac, comandante Gilberto Schittini, segundo ata da reunião (que ocorreu no Rio de Janeiro), "reportou que os três incidientes ocorridos recentemente poderiam ser considerados indícios de que há um potencial de ocorrências mais graves, com ultrapassagem do final da pista (varar a pista)".

Apesar da gravidade da advertência, o governo não adotou qualquer providência para evitar a tragédia, à exceção da reforma da pista principal do aeroporto, mas a liberou para pousos e decolagens antes mesmo de providenciar o grooving (ranhuras) que auxiliam a aterrisagem de aeronaves, especialmente sob chuvas.

Além disso, a Anac chegou a fornecer documento falso à Justiça Federal em São Paulo na tentativa (com êxito) de impedir a interdição do aeroporto de Congonhas. A frase do comandante Schittini descreve precisamente o que ocorreria em 17 de julho com o Airbus da TAM, que atravessou a pista e explodiu ao bater no prédio da TAM Express, matando todos os seus passageiros, tripulantes e mais uma dezena de pessoas que se encontravam nas imediações. A ata da reunião foi entregue à CPI do Apagão Aéreo pela própria Denise Abreu, diretora da Anac.

***** Diretor da Anac dá nota 8 para manutenção

Durante a reunião da CPI do Apagão Aéreo na Câmara, o diretor de Segurança Operacional, Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Agência Nacional de Aviação Civil, Jorge Luiz Brito Velozo, disse, há pouco, que daria uma média de oito para a manutenção das empresas brasileiras em suas aeronaves. Velozo explicou como é feita a fiscalização das aeronaves e afirmou que o trabalho da Anac é feito com "muita vontade de acertar".

*** COMENTANDO A NOTÍCIA: E a nota que damos tanto para atuação da INFRAERO quanto da ANAC é um rotundo ZERO. Já morreu muito gente por conta da incompetência, irresponsabilidade e omissão destes “pseudos” diretores.

***** Bancos lideram lucro das empresas abertas no primeiro semestre
Com agências

As empresas de capital aberto tiveram lucro líquido de R$ 64,616 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo estudo divulgado ontem pela Economática. O número é a soma dos resultados das 319 empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Entre os 22 setores, o bancário foi o que mais lucrou no primeiro semestre. As 24 instituições analisadas geraram ganho líquido de R$ 14,522 bilhões no período, sendo responsáveis por 22,5% do lucro total das companhias abertas. Apenas o setor têxtil gerou prejuízo no semestre, de R$ 262 milhões.

Em segundo lugar ficou o segmento de petróleo e gás, com lucro acumulado de R$ 11,398 bilhões, respondendo por 17,6% do total. A terceira posição foi para a mineração, com R$ 10,996 bilhões, equivalente a 17% dos lucros no período. Apenas os três primeiros colocados já representam mais da metade (51%) do ganho líquido das empresas de capital aberto, com resultado positivo de R$ 36,916 bilhões.

Os dois maiores lucros das empresas analisadas estão neste grupo: Vale do Rio Doce (R$ 10,937 bilhões) e Petrobras (R$ 10,931 bilhões), que sozinhas respondem por 16,9% do ganho líquido total. Na seqüência, aparecem os setores de energia elétrica (R$ 7,814 bilhões), siderurgia e metalurgia (R$ 5,22 bilhões), outros (R$ 3,459 bilhões), telecomunicações (R$ 3,21 bilhões) e alimentos e bebidas (R$ 2,156 bilhões). Um dos setores mais atingidos pela valorização do real ante o dólar, o têxtil foi o único que apresentou prejuízo no primeiro semestre deste ano.

***** Nuremberg em Brasília -- o julgamento do século (2)
Blog Lucia Hippolito
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Preso por ter cão, preso por não ter, como se dizia antigamente.

Para o Palácio do Planalto, qualquer decisão do Supremo a respeito dos mensaleiros será ruim.

O governo não está nem aí para 39 dos envolvidos. Só um interessa: o ex-ministro José Dirceu, cassado e denunciado pelo procurador-geral como chefe de quadrilha.

Se o ex-ministro for incluído no processo e transformado em réu por decisão do STF, será uma condenação para o governo Lula, porque José Dirceu foi o todo-poderoso chefe da Casa Civil, mandava em tudo e era considerado quase um primeiro-ministro.

Se José Dirceu for excluído do processo, vai querer ser anistiado no Congresso e vai ocupar a mídia com a tal coleta de assinaturas pedindo sua anistia.

Sem contar que vai fazer de tudo para voltar a ser presidente do PT. Coitado do deputado Ricardo Berzoini e do ministro Tarso Genro. Vão passar maus pedaços.Ou seja, se for excluído do processo, o ex-ministro José Dirceu vai roubar (!) espaço na mídia. Espaço do governo, do PAC e do próprio presidente Lula.
Preso por ter cão, preso por não ter.

***** 4 anos após explosão, famílias ainda pedem justiça
Simone Menocchi, Estadão online

Cansadas da falta de respostas do governo federal, as famílias dos 21 técnicos e engenheiros que morreram no acidente com o Veículo Lançador de Satélite (VLS), em Alcântara (MA), vão recorrer ao Ministério Público Federal (MPF) para tentar nova ação judicial pedindo a apuração e punição dos responsáveis pela tragédia, ocorrida em 22 de agosto de 2003.

A decisão foi anunciada ontem em São José dos Campos. "Vamos tentar convencer o MPF a apurar esse processo criminal", explicou o advogado das famílias, José Roberto Sodero. "No mínimo eles vão responder por homicídio culposo, negligência, imperícia e imprudência." Segundo a ação, devem responder os responsáveis pelo projeto do VLS na época.

O governo enviou R$ 100 mil para as 21 famílias como indenização prévia na época, mas 17 decidiram mover novas ações judiciais por danos materiais e morais. Estima-se que os valores, pelo tempo de serviço, idade e graduação das vítimas, possam chegar a R$ 5 milhões. Outras duas famílias devem entrar com ações em breve. "Todos querem que as ações sirvam para que não haja mais erros nem mortes, e sim mais investimentos na área", declarou Sodero.

A ação movida pela funcionária pública aposentada Eloir Waldrik Rocha Brito, de 53 anos, viúva do engenheiro Amintas Rocha Brito, foi a primeira a ser aceita pela Justiça Federal de São José dos Campos. Ela diz, porém, que "não há dinheiro no mundo que pague a ausência das vítimas".