***** Presidente da Braskem denuncia "estatismo" no setor petroquímico
José Carlos Grubisich, presidente da maior empresa petroquímica da América Latina, denuncia a compra da rival Suzano pela Petrobras como um movimento de "estatismo intempestivo". "Nós vemos com preocupação esse processo, que pode levar à reestatização de parte do setor petroquímico brasileiro. Nós achamos que esse processo pode levar a um desequilíbrio de jogo no setor", alertou Grubisich.
José Carlos Grubisich, presidente da maior empresa petroquímica da América Latina, denuncia a compra da rival Suzano pela Petrobras como um movimento de "estatismo intempestivo". "Nós vemos com preocupação esse processo, que pode levar à reestatização de parte do setor petroquímico brasileiro. Nós achamos que esse processo pode levar a um desequilíbrio de jogo no setor", alertou Grubisich.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da Braskem afirmou ainda que "o governo tinha se comprometido a dar à iniciativa privada a liderança do setor com a contrapartida de que a Petrobras seria um agente de motivação e de estímulo para o desenvolvimento da petroquímica, e não um concorrente das empresas privadas".
Grubisich explica que a "Petrobras tem um peso muito importante no início da cadeia produtiva da petroquímica. É importante que ela explicite de forma clara se tem ou não intenção de reestatizar parte do setor petroquímico".
***** Sob pressão do governo, rádio suspende programas
Os funcionários da Rádio Educadora do Maranhão, emissora que pertence à Igreja Católica, foram surpreendidos hoje com a suspensão de toda programação local. A rádio passou a transmitir apenas a programação da Rádio Aparecida, em São Paulo.
Segundo alguns funcionários, a programação foi suspensa por pressão do governador Jackson Lago (PDT). Ele estaria inconformado com o fato da rádio abrir espaço para professores em greve há 77 dias. Delegados de polícia entraram hoje em greve.
O governo ameaçou romper um contrato de publicidade com a emissora no valor de R$ 80 mil mensais".
***** Investimento estrangeiro e telefonia
Renato Cruz, Estadão online
O Brasil passou de 20,2 milhões de telefones fixos e 5,6 milhões de celulares em julho de 1998, quando foi privatizada a Telebrás, para 38,8 milhões de fixos e 106,7 milhões de móveis hoje. A evolução do mercado aconteceu com o investimento privado, sem fazer diferença entre capital nacional e estrangeiro.
Com o estudo sobre a "grande empresa nacional de telecomunicações", que uniria a Oi (antiga Telemar) e a Brasil Telecom, o governo ameaça mudar as regras, discriminando o capital internacional. Isso preocupa o grupo espanhol Telefônica, que é, ao lado do mexicano Telmex/América Móvil, um dos dois grandes jogadores internacionais nas telecomunicações no Brasil.
'O movimento de consolidação nas teles está acontecendo no mundo e vai acontecer no Brasil também', disse ontem o presidente do Grupo Telefônica no Brasil, Antônio Carlos Valente, durante 2º Seminário Fiesp/Ciesp de Telecomunicações . 'O governo brasileiro deverá estabelecer as regras que, no seu entendimento, sejam mais adequadas e que não desconsiderem o sucesso que houve no passado, quando o capital nacional e o estrangeiro foram tratados de forma igual e puderam produzir resultados palpáveis.'
Hoje, a regulamentação proíbe fusão entre as quatro concessionárias fixas, que são a Oi, Brasil Telecom, Telefônica e Embratel (que pertence à Telmex). O governo quer permitir a fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, impedindo que a Telefônica e a Embratel participem da consolidação.
***** Oposição está ameaçada e coagida com Renan, diz relatora
Estadão online
Marisa Serrano volta a defender o afastamento do senador até que as investigações estejam concluídas
SÃO PAULO - A senadora Marisa Serrano (PSDB) disse nesta segunda-feira que a oposição sente-se ameaçada e coagida com a permanência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo, segundo informações da rádio CBN.
Uma dos três relatores da primeira representação contra Renan, Marisa lembrou do episódio em que o senador discutiu da tribuna com o líder do DEM José Agripino, na semana passada, e disse que será difícil "votar com um presidente do Senado assim". É claro que vamos conseguir aprovar, votar, mas fica difícil com essas ameaças e com o presidente no cargo.
Ela se referiu à aprovação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) votação da Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, que deve garantir esse ano cerca de R$ 36 bilhões de arrecadação ao governo.
Marisa Serrano participou do seminário "Um Novo Modelo de Gestão Pública para o Brasil", com lideranças tucanas, em Belo Horizonte.
***** Marta é candidata, sim
Lauro Jardim, Radar, Veja online
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Os jornais de hoje estão cravando uma suposta desistência de Marta Suplicy de disputar a prefeitura paulistana em 2008. Eles o fazem a partir de declarações da própria Marta, feitas ontem ao comentar a pesquisa do Datafolha que lhe dava o segunda lugar nas intenções de votos. Eram frases como "não pretendo voltar à prefeitura" etc. Mas não é bem assim.
Os jornais de hoje estão cravando uma suposta desistência de Marta Suplicy de disputar a prefeitura paulistana em 2008. Eles o fazem a partir de declarações da própria Marta, feitas ontem ao comentar a pesquisa do Datafolha que lhe dava o segunda lugar nas intenções de votos. Eram frases como "não pretendo voltar à prefeitura" etc. Mas não é bem assim.
Provocada, Marta retomou o assunto em outras bases, numa conversa particular agora há pouco. "Não faz sentido eu entrar numa discussão dessas sendo ministra e faltando mais de um ano para a eleição", disse. "O que eu disse é que hoje eu não sou candidata", enfatizando a palavra "hoje". O que Marta Suplicy fez ontem foi apenas não esquentar uma discussão que não lhe interessa agora.
Na mesma conversa, Marta voltou a negar que tivesse se comprometido com Lula a não disputar a prefeitura de São Paulo quando aceitou o convite para o ministério do Turismo. "Isso nunca foi conversado entre nós", disse. Resumo da ópera: até segunda ordem, ela é candidata, sim.
***** Justiça determina despejo de faculdade e 800 alunos ficam sem aulas
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Paranaense
Dívida do aluguel do prédio ultrapassa os R$ 500 mil.
Faculdade recorreu da decisão da Justiça.
Cerca de 800 alunos da faculdade Alvorada/Uniandrade, em Maringá, no interior do Paraná estão sem aulas desde segunda-feira (13). Por falta de pagamento do aluguel do prédio, a faculdade sofreu uma ação de despejo e os alunos ficaram sem aulas.
Desde fevereiro do ano passado a diretoria da faculdade não paga o aluguel de uma das unidades onde a instituição funciona. As dívidas passam de R$ 500 mil. O dono do terreno entrou na Justiça e os oficiais cumpriram a ordem de despejo na segunda. Carteiras, ventiladores, mesas e até placas foram retirados do local. Houve bate-boca entre o diretor e os alunos.
Vinte estudantes procuraram o Procon (órgão de defesa do consumidor) e pediram a liberação de documentos para fazer a transferência para outra instituição. Segundo o diretor da universidade, Claudio Britta, a instituição já recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Paraná e enquanto isso os alunos serão acomodados em outra sede.
O advogado da empresa dona do terreno informou que no começo do ano a Justiça deu o prazo de seis meses para a instituição desocupar o prédio.