Chico Araújo, site Agência Amazônia
Biopiratas agem clandestinamente na Amazônia. Coletam solo, àgua, essências de plantas e microorganismos.
Biopiratas alemães, norte-americanos, holandeses e de várias regiões da Europa estão entrando clandestinamente na Amazônia para fazer bioprospeção de solo, água e a coleta ilegal de essências de plantas e de microorganismos. Eles ingressam no território brasileiro a partir da cidade colombiana de Las Piedras, localizada nas imediações da Vila Bittencourt, que fica entre as sedes dos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, no Amazonas. O Exército mantém um pelotão na região.
Os biopiratas utilizam os rios Putumayo e Caquetá, em território colombiano, para ingressar no Brasil. Após cruzar linha de fronteira da Colômbia com o Brasil, esses grupos usam lanchas voadeiras para navegar e fazer tranqüilamente suas prospecções às margens dos rios Japurá, Iça e Juruá, no médio Solimões.
A ação dos biopiratas foi relatada, ontem, com detalhes à Agência Amazônia, pelo zootecnista José Leland Juvêncio Barroso. Analista ambiental do Ibama cedido ao governo do Amazonas, Leland conta que, nos últimos dois anos, houve um crescimento do tráfego de estrangeiros ao longo dos rios da região. Segundo ele, isso ocorreu após o governo da Colômbia intensificar o abate de aviões suspeitos na fronteira com o Brasil.
“Antes, eles ingressaram no Brasil em hidroaviões, se embrenhavam na selva por vários dias e saiam daqui lavando tudo que o que queriam”, recorda Leland. Hoje, com medo de terem seus aviões abatidos, os biopiratas mudaram de tática. Utilizam os rios e se valem da pouca fiscalização em vários pontos da fronteira brasileira para coletar o que bem entendem.
Rastreamento Segundo o relato de Leland, a ação desses grupos não tem se limitado somente à coleta de material genético da Amazônia. Eles fazem o rastreamento por GPS (Global System Position) de áreas com indício de jazidas de minérios e fazem filmagens nesses locais. Peixes ornamentais da região estão sendo contrabandeados em grande quantidade via Colômbia.
“Nesse imenso vazio geográfico, que é a fronteira do Brasil com a Colômbia, a pessoa faz hoje o que bem entender e a hora que quiser, porque não há fiscalização dos órgãos federais”, diz José Leland. Ele conta, por exemplo, que a pessoa navega até três pelos rios da região sem encontrar uma moradia.
Para mudar esse quadro, o zootecnista diz que a solução é a intensificação das operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Federal (PF) na região. “Hoje, essas operações têm sido muito esparsas, o que deixa os biopiratas bem à vontade para agir”, lembra.
Exército em ação
Depois de informado sobre o caso, o Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus (AM), garantiu que o Exército está atento a toda e qualquer movimentação suspeita naquela região da fronteira. Segundo o chefe do Centro de Comunicação Social do CMA, tenente-coronel Alex Vander, a denúncia de Leland é muita grave e será averiguada em conjunto com a PF.
Segundo o coronel, toda vez que surge um fato como esse o Exército aciona a Polícia Federal, já que o controle da presença de estrangeiros em território brasileiro é atribuição daquela força policial. Além de avisar a PF, o Exército ainda apóia as operações do órgão, fornecendo aviões, veículos, lanchas e até pessoal.
O coronel Alex Vander garante que é praxe do Exército auxiliar os demais órgãos de seguranças e fiscalização sediados nas regiões de fronteiras. “Fazemos isso porque temos consciência do importante papel da Amazônia para o Brasil e o mundo”, ressalta o militar. E acrescenta: “Os brasileiros de fora da região precisam conhecer melhor a Amazônia, e também defendê-la”.
Biopiratas agem clandestinamente na Amazônia. Coletam solo, àgua, essências de plantas e microorganismos.
Biopiratas alemães, norte-americanos, holandeses e de várias regiões da Europa estão entrando clandestinamente na Amazônia para fazer bioprospeção de solo, água e a coleta ilegal de essências de plantas e de microorganismos. Eles ingressam no território brasileiro a partir da cidade colombiana de Las Piedras, localizada nas imediações da Vila Bittencourt, que fica entre as sedes dos municípios de São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, no Amazonas. O Exército mantém um pelotão na região.
Os biopiratas utilizam os rios Putumayo e Caquetá, em território colombiano, para ingressar no Brasil. Após cruzar linha de fronteira da Colômbia com o Brasil, esses grupos usam lanchas voadeiras para navegar e fazer tranqüilamente suas prospecções às margens dos rios Japurá, Iça e Juruá, no médio Solimões.
A ação dos biopiratas foi relatada, ontem, com detalhes à Agência Amazônia, pelo zootecnista José Leland Juvêncio Barroso. Analista ambiental do Ibama cedido ao governo do Amazonas, Leland conta que, nos últimos dois anos, houve um crescimento do tráfego de estrangeiros ao longo dos rios da região. Segundo ele, isso ocorreu após o governo da Colômbia intensificar o abate de aviões suspeitos na fronteira com o Brasil.
“Antes, eles ingressaram no Brasil em hidroaviões, se embrenhavam na selva por vários dias e saiam daqui lavando tudo que o que queriam”, recorda Leland. Hoje, com medo de terem seus aviões abatidos, os biopiratas mudaram de tática. Utilizam os rios e se valem da pouca fiscalização em vários pontos da fronteira brasileira para coletar o que bem entendem.
Rastreamento Segundo o relato de Leland, a ação desses grupos não tem se limitado somente à coleta de material genético da Amazônia. Eles fazem o rastreamento por GPS (Global System Position) de áreas com indício de jazidas de minérios e fazem filmagens nesses locais. Peixes ornamentais da região estão sendo contrabandeados em grande quantidade via Colômbia.
“Nesse imenso vazio geográfico, que é a fronteira do Brasil com a Colômbia, a pessoa faz hoje o que bem entender e a hora que quiser, porque não há fiscalização dos órgãos federais”, diz José Leland. Ele conta, por exemplo, que a pessoa navega até três pelos rios da região sem encontrar uma moradia.
Para mudar esse quadro, o zootecnista diz que a solução é a intensificação das operações de fiscalização do Ibama e da Polícia Federal (PF) na região. “Hoje, essas operações têm sido muito esparsas, o que deixa os biopiratas bem à vontade para agir”, lembra.
Exército em ação
Depois de informado sobre o caso, o Comando Militar da Amazônia, com sede em Manaus (AM), garantiu que o Exército está atento a toda e qualquer movimentação suspeita naquela região da fronteira. Segundo o chefe do Centro de Comunicação Social do CMA, tenente-coronel Alex Vander, a denúncia de Leland é muita grave e será averiguada em conjunto com a PF.
Segundo o coronel, toda vez que surge um fato como esse o Exército aciona a Polícia Federal, já que o controle da presença de estrangeiros em território brasileiro é atribuição daquela força policial. Além de avisar a PF, o Exército ainda apóia as operações do órgão, fornecendo aviões, veículos, lanchas e até pessoal.
O coronel Alex Vander garante que é praxe do Exército auxiliar os demais órgãos de seguranças e fiscalização sediados nas regiões de fronteiras. “Fazemos isso porque temos consciência do importante papel da Amazônia para o Brasil e o mundo”, ressalta o militar. E acrescenta: “Os brasileiros de fora da região precisam conhecer melhor a Amazônia, e também defendê-la”.