Adelson Elias Vasconcellos, Comentando a Notícia
Já não era sem tempo que "alguém" fosse publicar alguma coisa do tal Mário Schmitt. No blog Alerta Total (link abaixo), o escritor escroque escreveu um artigo em que “tenta” defender sua “obra prima”. A começar pelo título, “O livro didático que a Globo quer proibir”, trata-se de um emaranhado de argumentos tentando mistificar a realidade dos fatos. Começa auto-proclamando seu texto pornográfico e chulo, como sendo didático. Longe disso conforme se viu pelos trechos já publicados pela imprensa. Continua com a balela de que Kammel, ou a Globo, quer proibir o livro. Parece que o “sábio” não se deu conta do seguinte: primeiro, que ninguém quer proibir coisa alguma, ele pode escrever e mandar publicar as porcarias que entender ou achar melhor. Se ele gosta de mentir para si mesmo, é problema de sua exclusiva falta de consciência. Segundo, ensino é uma coisa séria, e em nome de uma linguagem acessível aos jovens, não se pode, com dinheiro público, reduzir a linguagem à sua expressão de mais baixo nível.
Quer ele goste ou não, sua visão de história é distorcida, e seus argumentos, para se dizer o mínimo, são fajutos e falsos. Mesmo que o conteúdo contemple o leitor com algumas verdades como ele próprio argüiu, e são poucas e raras, isto não pode ser conduzido para uma sala de aula como livro de referência. Indesculpável, também, o mau português, seja no vocabulário ou nos erros gramaticais imperdoáveis para uma obra didática. Quanto ao contexto, a visão é particular, e por ser "polêmica" deveria merecer de parte do MEC uma melhor avaliação. Assim, reunindo-se as mentiras, e são incontáveis, o mau português, a gramática distorcida e jogada no lixo pelo autor, JAMAIS tal livro deveria receber a pecha de “Livro Didático”, muito menos nele ser investido um centavo do dinheiro público.
No Globo online há uma nota sobre o que disse o ministro da Educação sobre o polêmico compêndio de cretinices históricas:
Haddad: 'MEC não pode adotar postura de censor'
Demétrio Weber - O Globo
BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu na quarta-feira o sistema de avaliação do livro didático, mas admitiu que cogita tornar pública a lista de obras reprovadas. Hoje a lista é mantida em sigilo. Haddad ressalvou que teme arranhar a imagem dos autores. Ao comentar a distribuição pelo governo do livro "Nova História Crítica" (Editora Nova Geração), que apresenta conceitos maniqueístas sobre socialismo e capitalismo - como mostrou artigo do jornalista Ali Kamel na terça-feira - e ficará fora da lista de compras de 2008, o ministro disse que a avaliação pode conter imperfeições. Mas afirmou que o atual sistema é responsável pela melhoria das obras didáticas no país. Para Haddad, os livros devem suscitar o debate.
Para ficar claro: ninguém está impondo censura à ninguém e nem tampouco à obra alguma. Contudo, o ministro não consegue convencer que ou qias critérios são empregados para seleção de livros didáticos que são capazes de deixarem chegar às mãos das crianças obras que, a rigor, mereceriam o repúdio imediato. Porque o ministro deve reconhecer: a obra do sr. Schimitt é de uma colossal distorção histórica, e inteiramente tratada com um texto de estilo duvidoso, grosseiro, desrespeitoso e sórdido para com fatos e pessoas.
Cabe ao MEC, e disto o ministro não se pode se furtar, ser rigoroso na escolha e nos critérios que balizarão esta escolha, uma vez que se trata de fornecer conhecimentos para quem pela primeira vez tomará conhecimento de fatos e personagens históricas, e não podem ficar indefesas diante da mistificação, sob pena e risco de ter sua educação totalmente distorcida e, deste modo comprometida.
Já não era sem tempo que "alguém" fosse publicar alguma coisa do tal Mário Schmitt. No blog Alerta Total (link abaixo), o escritor escroque escreveu um artigo em que “tenta” defender sua “obra prima”. A começar pelo título, “O livro didático que a Globo quer proibir”, trata-se de um emaranhado de argumentos tentando mistificar a realidade dos fatos. Começa auto-proclamando seu texto pornográfico e chulo, como sendo didático. Longe disso conforme se viu pelos trechos já publicados pela imprensa. Continua com a balela de que Kammel, ou a Globo, quer proibir o livro. Parece que o “sábio” não se deu conta do seguinte: primeiro, que ninguém quer proibir coisa alguma, ele pode escrever e mandar publicar as porcarias que entender ou achar melhor. Se ele gosta de mentir para si mesmo, é problema de sua exclusiva falta de consciência. Segundo, ensino é uma coisa séria, e em nome de uma linguagem acessível aos jovens, não se pode, com dinheiro público, reduzir a linguagem à sua expressão de mais baixo nível.
Quer ele goste ou não, sua visão de história é distorcida, e seus argumentos, para se dizer o mínimo, são fajutos e falsos. Mesmo que o conteúdo contemple o leitor com algumas verdades como ele próprio argüiu, e são poucas e raras, isto não pode ser conduzido para uma sala de aula como livro de referência. Indesculpável, também, o mau português, seja no vocabulário ou nos erros gramaticais imperdoáveis para uma obra didática. Quanto ao contexto, a visão é particular, e por ser "polêmica" deveria merecer de parte do MEC uma melhor avaliação. Assim, reunindo-se as mentiras, e são incontáveis, o mau português, a gramática distorcida e jogada no lixo pelo autor, JAMAIS tal livro deveria receber a pecha de “Livro Didático”, muito menos nele ser investido um centavo do dinheiro público.
No Globo online há uma nota sobre o que disse o ministro da Educação sobre o polêmico compêndio de cretinices históricas:
Haddad: 'MEC não pode adotar postura de censor'
Demétrio Weber - O Globo
BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu na quarta-feira o sistema de avaliação do livro didático, mas admitiu que cogita tornar pública a lista de obras reprovadas. Hoje a lista é mantida em sigilo. Haddad ressalvou que teme arranhar a imagem dos autores. Ao comentar a distribuição pelo governo do livro "Nova História Crítica" (Editora Nova Geração), que apresenta conceitos maniqueístas sobre socialismo e capitalismo - como mostrou artigo do jornalista Ali Kamel na terça-feira - e ficará fora da lista de compras de 2008, o ministro disse que a avaliação pode conter imperfeições. Mas afirmou que o atual sistema é responsável pela melhoria das obras didáticas no país. Para Haddad, os livros devem suscitar o debate.
Para ficar claro: ninguém está impondo censura à ninguém e nem tampouco à obra alguma. Contudo, o ministro não consegue convencer que ou qias critérios são empregados para seleção de livros didáticos que são capazes de deixarem chegar às mãos das crianças obras que, a rigor, mereceriam o repúdio imediato. Porque o ministro deve reconhecer: a obra do sr. Schimitt é de uma colossal distorção histórica, e inteiramente tratada com um texto de estilo duvidoso, grosseiro, desrespeitoso e sórdido para com fatos e pessoas.
Cabe ao MEC, e disto o ministro não se pode se furtar, ser rigoroso na escolha e nos critérios que balizarão esta escolha, uma vez que se trata de fornecer conhecimentos para quem pela primeira vez tomará conhecimento de fatos e personagens históricas, e não podem ficar indefesas diante da mistificação, sob pena e risco de ter sua educação totalmente distorcida e, deste modo comprometida.
O fato de "professores" escolherem o livro didático para uso como material de referência, está longe de ser um método democrático. Demonstra sim que o MEC está longe de ser o parâmetro condutor do processo de ensino. Quem avaliou os professores para saber que competência técnica tinham para determinar quais livros os alunos deveriam usar? A considerar-se o nível de ensino ter regredido nos últimos doze anos, pois na última avaliação ele tornou-se pior do que era em 1995, já se vê o quanto o MEC anda na contramão de suas funções. Tanto professores quanto alunos devem seguir uma orientação superior, de quem vê o ensino por um linha reta, sejam nos métodos, nos meios e nos currículos, e não unicamente pelos "atalhos" do achismo, quando alguém quer impor sua vontade distorcida e particular sobre o todo.
Deste modo, colocar como livro de referência, "obras" com conteúdo impróprio pela linguagem empregada como pela mistificação dos fatos históricos, é sim empregar um processo de lavagem cerebral. A criança precisa receber uma orientação básica e adequada ao seu entendimento. Mais adiante, de posse das ferramentas próprias, que a escola lhe forneceu, se ela opta por esta ou aquela ideologia, isto será uma escolha sua, pessoal. Mas, antes, ninguém está autorizado a lhe emprestar como ferramenta apenas uma única "versão" dos fatos, e isto não é ensino, como sabemos.
O texto do senhor Mário Schmitt depois tenta atropelar tudo num saco de gatos e, bafejando no suor da delinqüência e da ignorância, beira ao ridículo em tentar desqualificar a crítica, sem contudo, jamais justificar as baboseiras que escreveu. Que ele ame Mao, Fidel, Hitler, Stalin e tantos outros facínoras e assassinos sanguinários, isto é lá problema dele. Mas não tente criar na mente em formação de jovens suas preferências psicopatas. Não tente insuflar uma geração a adotar por regra mental seu desvio psicossomático. A crítica de Kammel se ateve no terreno exclusivamente dos textos desvirtuados de sua realidade. Jamais partiu para o terreno da desqualificação ou da ofensa como Schimitt várias vezes escorregou levianamente em sua abordagem de defesa.
Quanto a qualificação dos professores que escolheram os livros do sr. Schmitt, e dos quais se louva tanto o “sábio”, como o que conta são os resultados, vale o registro acima sobre a qualidade de ensino: não conseguimos em 2006 sermos e termos alunos melhor qualificados do que tínhamos em 1995, e vale dizer, que lá o padrão já era baixo. Portanto, sem querer atacar ninguém, não acredito que esta qualificação de que se gaba tanto o sr Schimitt tenha lá sua validade. Além do que, cada professor deve ater-se à sua especialidade. Quando ao conteúdo geral, para tanto há outros profissionais de ensino, que não apenas os funcionários do MEC, com qualificações muito melhores, teoricamente ao menos, e a quem deveriam confiar a seleção dos tais livros didáticos. Não apenas pela faixa etária de alunos que será atendida, mas também porque o volume de dinheiro público é bastante volumoso para investido em qualquer porcaria que se auto-proclame de livro didático.
Assim, como o MEC já retirou os volumes de sua lista, é de esperar, pelo menos duas coisas: que os tais livros não fiquem sendo distribuídos por debaixo dos panos, o que representaria sim um crime, bem como que seus prejuízos sobre os que já o receberam sejam ínfimos.
Reafirmamos que ensino é coisa séria. Ela deve guiar-se da forma mais republicana possível, pautando-se pela verdade, pela retidão, pela qualificação. Não se lhe pode misturar ‘ideologias políticas, porque neste caso se está diante dos tempos em que fascismo, nazismo, comunismo e outras seitas canalhas padronizavam a “educação” de seus jovens nas fornalhas da lavagem cerebral. E isto tem um nome, e não é educação.
Para quem quer se deliciar sobre as bandalheiras do Mário Schimitt em sua auto-defesa, o link é este aqui.