quarta-feira, março 12, 2008

“Oposição só pensa na eleição de 2010”, diz Lula

Adelson Elias Vasconcellos

Reportagem de Leonêncio Nossa para a Agencia Estado, nos informa que em visita ao Tocantins, seguindo o roteiro palanqueiro e o estilo anedótico como é sua caracterítica marcante, o Luiz Inácio resolver se olhar no espelho e, ao invés de dizer o que viu em si mesmo, apontou na direção da oposição e a acusou de fazer aquilo que, ele próprio, não faz outro coisa desde janeiro de 2003.

Mas até aí a gente até já acostumou com as gabolices, mentiras e hipocrisias deste ser. Porém, no meio do discurso infame, ele resolveu atacar a oposição pela não aprovação da CPMF, achando, com isso, que a nossa memória é um poço de idiotia e estupidez. E tal ponto vai sua cretinice que em nota, a Advocacia-Geral da União informou aos advogados públicos federais, em greve, que o governo Lula, chefiado pelo ex-sindicalista metalúrgico, "tem como política não negociar com grevistas". É isto aí: greve no governo dos outros é refresco.

Senão, vejamos: a começar pela Câmara de Deputados, a base governista tem maioria tão folgada que a presença da oposição, rigorosamente, chega a ser irrelevante. Já no Senado, apesar de que a representação da Oposição é mais numerosa, ainda assim, a base aliada ao governo tinha maioria suficiente para aprovar inclusive a própria CPMF. Ora, se o Senado derrubou a contribuição, é de se crerque alguém do próprio governo votou contra e, deste modo, contribuiu para tirar das mãos do Luiz Inácio cerca de 40bilhões de reais anuais para ele brincar de governante.

Além disto, basta que se veja os “pacotes” que ele adora lançar em ano de eleição, e logo perceberemos quem apenas “pensa naquilo”!!!

Até porque com o excedente de arrecadação não prevista em Orçamento e que tem entrado nos cofres públicos, a CPMF não faz falta alguma. E, considerando-se pelo lado das despesas, o quanto de porcaria que o governo do Luiz Inácio faz com o dinheiro público, não poderia mesmo dispor da CPMF sob pena e risco de continuar torrando dinheiro do contribuinte sem nada lhe oferecer em troca, aa não a bolsa me engana que eu gosto cujos resultados, conforme comprovamos neste semana, estão muito longe de serem aqueles para os quais o programa foi previsto.

Interessante é que para a “festa do palanque” gastou-se 20 mil reais com aluguel de ônibus para compor a claque “popular” necessária para enfeitar a cerimônia eleitoreira e, como sempre, cretina.

Aliás, em se tratando de gastos, o Luiz Inácio só pensa naquilo. Na reprotagem do Marcelo de Moraes,no Estadão, extraímos o trecho abaixo. Vejam que pérola !!!

R$ 634 mil de verba secreta em 2 meses
De Marcelo de Moraes, Estadão

Valor sobe para R$ 1,9 milhão se forem incluídos gastos com cartões da Abin, vinculada ao Planalto

Balanço dos novos dados sobre o uso de cartões corporativos mostra que as despesas feitas pela Presidência seguem cercadas de sigilo. Segundo informações do Portal da Transparência, a Secretaria de Administração da Presidência gastou R$ 659.099,75 em dezembro e janeiro. Mas R$ 634.729,81 correspondem a despesas “protegidas por sigilo, nos termos da legislação, para garantia da segurança da sociedade e do Estado”, segundo justificativa apresentada no Portal. Ou seja, pouco mais de R$ 24 mil têm seu uso detalhado publicamente.

Os gastos sigilosos aumentam se incluírem os efetuados por outros órgãos vinculados à Presidência, como as Secretarias da Igualdade Racial e da Pesca e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O total do período sobe de R$ 659.099,75 para R$ 2.019.819,65.

Estão sob segredo os R$ 634 mil da Secretaria de Administração e R$ 1.331.595,42 da Abin, somando R$ 1.966.325,23. A Abin tem todos os pagamentos protegidos por sigilo.

A seguir a reportagem Leonêncio Nossa para a Agência Estado.

DIANÓPOLIS - Em um discurso para cerca de 4 mil pessoas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que quem está pensando nas eleições 2010 é a oposição. Ele, disse, pensa "no agora". "Só pensam naquilo, naquilo, naquilo (nas eleições). O Marcelo (o governador de Tocantins, Marcelo Miranda - PMDB) e eu não temos de pensar em 2010, mas no agora", afirmou. Lula fez o discurso do alto de um palanque montado em área de projeto de irrigação, cercado por um grupo de 28 prefeitos da região, sendo que muitos deles disputarão a reeleição.

Lula afirmou que os governadores da oposição não são discriminados pelo governo. "Pergunte ao José Serra, do PSDB (governador de São Paulo), ao Aécio Neves, do PSDB (de Minas Gerais), à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), ao Cássio Cunha Lima (da Paraíba), ao Teotonio Vilela (de Alagoas - PSDB), e ao Arruda, aqui de Brasília, do PFL (atual DEM), se nós estamos fazendo o milímetro de discriminação", disse.

O presidente também reclamou que a oposição derrubou a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), tirando do governo uma receita anual de R$ 40 bilhões. "Elas diziam: ''O Lula vai perder 10 bilhões até 2010''. É assim que funciona a cabeça de algumas pessoas no Brasil. Só pensam naquilo (nas eleições)", afirmou.

O presidente ainda disse que em abril lançará o programa Saúde da Família nas escolas, um dos projetos que dependiam, segundo o governo, de recursos da CPMF. "Onde vou arrumar dinheiro? Vai aparecer", afirmou.