Tribuna da Imprensa
Sem surpresas, o Banco Central resolveu não mexer nos juros básicos da economia, que permanecerão em 11,25% ao ano pelas próximas seis semanas. É a maior taxa de juros real do planeta. A decisão foi tomada ontem na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC). Como de costume, não foram informadas as razões que levaram os diretores do BC a manterem a taxa. Segundo nota distribuída depois do encontro, a decisão foi tomada depois de avaliada "a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação".
Como na reunião anterior, o texto dizia que "o Comitê (de Política Monetária) irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". O Copom volta a se reunir nos dias 15 e 16 de abril.
A taxa Selic está no nível atual desde setembro do ano passado. De lá para cá, o BC tem considerado a possibilidade de um aumento nos juros para combater os riscos de uma subida mais forte da inflação neste ano. A meta do governo para 2008 é manter o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,5%, e uma margem de tolerância de até dois pontos percentuais.
Em tese, um ambiente de crescimento econômico é mais propício ao aumento de preços, já que, com o crescimento do nível de emprego e de renda, a população costuma ficar mais disposta a pagar caro pelos produtos que consome
Cenário merece atenção
Segundo o BC, no atual cenário é recomendável uma maior atenção com o comportamento da inflação, principalmente porque o país ainda estaria vivendo os efeitos dos cortes dos juros efetuados entre setembro de 2005 e setembro passado, período em que a taxa Selic foi reduzida em 8,5 pontos percentuais.
Nas últimas semanas, porém, ganharam força argumentos que poderiam abrir espaço para novas reduções de juros no curto prazo. Por um lado, os índices de inflação de janeiro mostraram desaceleração em relação ao fim de 2007, indicando que as pressões sobre os preços podem ter sido temporárias.
Além disso, outro item que poderia justificar uma redução dos juros é a taxa de câmbio. O dólar, que nos dias que antecederam a reunião do Copom de janeiro era negociado perto de R$ 1,80, já está atualmente abaixo de R$ 1,70, no menor nível em quase nove anos.
Do lado do BC, o argumento é que o efeito do câmbio valorizado sobre a inflação é limitado, pois não é suficiente para afetar os preços de setores como o de serviços. Além disso, existe também entre os diretores da instituição um consenso de que a economia já está crescendo num ritmo bastante satisfatório, não sendo necessário, portanto, um impulso adicional que poderia ser dado por um corte nos juros.
Sem surpresas, o Banco Central resolveu não mexer nos juros básicos da economia, que permanecerão em 11,25% ao ano pelas próximas seis semanas. É a maior taxa de juros real do planeta. A decisão foi tomada ontem na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do BC). Como de costume, não foram informadas as razões que levaram os diretores do BC a manterem a taxa. Segundo nota distribuída depois do encontro, a decisão foi tomada depois de avaliada "a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação".
Como na reunião anterior, o texto dizia que "o Comitê (de Política Monetária) irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até a próxima reunião para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". O Copom volta a se reunir nos dias 15 e 16 de abril.
A taxa Selic está no nível atual desde setembro do ano passado. De lá para cá, o BC tem considerado a possibilidade de um aumento nos juros para combater os riscos de uma subida mais forte da inflação neste ano. A meta do governo para 2008 é manter o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,5%, e uma margem de tolerância de até dois pontos percentuais.
Em tese, um ambiente de crescimento econômico é mais propício ao aumento de preços, já que, com o crescimento do nível de emprego e de renda, a população costuma ficar mais disposta a pagar caro pelos produtos que consome
Cenário merece atenção
Segundo o BC, no atual cenário é recomendável uma maior atenção com o comportamento da inflação, principalmente porque o país ainda estaria vivendo os efeitos dos cortes dos juros efetuados entre setembro de 2005 e setembro passado, período em que a taxa Selic foi reduzida em 8,5 pontos percentuais.
Nas últimas semanas, porém, ganharam força argumentos que poderiam abrir espaço para novas reduções de juros no curto prazo. Por um lado, os índices de inflação de janeiro mostraram desaceleração em relação ao fim de 2007, indicando que as pressões sobre os preços podem ter sido temporárias.
Além disso, outro item que poderia justificar uma redução dos juros é a taxa de câmbio. O dólar, que nos dias que antecederam a reunião do Copom de janeiro era negociado perto de R$ 1,80, já está atualmente abaixo de R$ 1,70, no menor nível em quase nove anos.
Do lado do BC, o argumento é que o efeito do câmbio valorizado sobre a inflação é limitado, pois não é suficiente para afetar os preços de setores como o de serviços. Além disso, existe também entre os diretores da instituição um consenso de que a economia já está crescendo num ritmo bastante satisfatório, não sendo necessário, portanto, um impulso adicional que poderia ser dado por um corte nos juros.