quarta-feira, maio 21, 2008

Lula critica "país jurídico" por atrapalhar desenvolvimento do país

Ygor Salles, Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje o que chamou de "país jurídico', que foi criado no Brasil. Segundo ele, a burocracia atrapalha o andamento mais acelerado das obras propostas pelo governo.

"Uma obra que começou a ser discutida há dez anos só agora pode fazer. No Brasil é assim. Depois que decide tem que fazer toda a documentação, que vai passar por um técnico, que vai pedir para trocar uma palavra [do texto]. Depois de consertado, vai parar na mão de outro técnico, que também vai pedir para trocar uma palavra. Depois, vem a briga da concessão ambiental. E, em qualquer momento, pode cair na Justiça", disse o presidente que participou hoje de uma cerimônia do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em Santos (SP).

"Se cair na Justiça, pode demorar um dia, uma semana, ou até anos. Depois disso, vai para licitação. Aí, um ganha e outros perdem. E um deles entra na Justiça de novo. Este é o país jurídico que criamos", ressaltou.

Segundo o presidente, a correção para este problema passa pela cooperação entre governos estadual, municipal e federal.

Lula também disse ser necessário que alguém faça o papel de acompanhar de perto o andamento do PAC. "Por isso que tenho uma Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil], a mãe do PAC", afirmou. "A Dilma cuida do PAC como um filho. Ela tem que acompanhar, prestar contas para mim uma vez por mês, prestar contas para a imprensa uma vez a cada quatro meses. Se não for assim, o país não anda", reiterou.

Cooperação
Lula saudou nesta terça-feira a cooperação nos três níveis de governo --municipal, estadual e federal-- para que os obras do PAC tivessem avanço.

Segundo ele, o eleitor não quer mais saber de briga quando os governantes estão no meio de seus mandatos.

"Se analisarmos o que está acontecendo no país, há uma mudança muito grande no comportamento dos dirigentes... A sociedade nos ensina que há um momento de disputa, mas que depois tem que governar e deixar a briga para as próximas eleições", disse Lula.

O petista participou hoje da assinatura de contratos para obras de habitação e saneamento na Baixada Santista.

Entre os presentes no evento estava o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). O tucano, por sua vez, também achou positivo os acordos de investimento feitos junto ao governo federal. "Temos que trabalhar sem olhar a camisa do partido."

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Bem, ai está a comprovação de tudo aquilo que sempre afirmamos aqui: Lula, e o PT, tem e nutrem um incontrolável ódio à democracia,ao estado de direito, o respeito às leis e à ordem. Para ele, o melhor seria governar sem restrições legais de qualquer espécie, fazer tudo aquilo que lhe desse na telha de forma livre e espontânea, e, de contrapeso, sem que houvesse juízes, nem tribunais e muito menos oposições. Que a imprensa fosse mansa, cordata, burra, imbecilizada, prostrada e submissa aos egos e caprichos do ditador Lula. Para ele, o país ideal seria aquele fundado e governado na base do “The law is me”, oo famoso “L’etat c’est moi”. Mais ditatorial do que isso, nem Chávez conseguiria dizer.

Lula do alto de sua cretina ignorância não consegue, de fato, e pacificamente, num governo em que os poderes são compartilhados, em que a lei tem alcance universal, em que o debate, o bom debate, é aquele que abre o caminho para a verdade, sabendo-se que esta não tem selo de exclusividade de quem quer que seja, não admite sequer subordina-se junto com todos os demais cidadãos à máxima de que a lei é igual para todos. Como bem resumiu Reinaldo Azevedo em seu comentário: (...) “Eis Lula. Na presença das oposições, afago; na ausência, porrada. No conjunto da obra, em um só dia, ataque às leis ambientais, ao Ministério Público, à Justiça e a imprensa(...)”

Sua mistificação está ascendendo um grau de prepotência que se pode sim temer o quanto de desmoralização nossas instituições serão ainda mais atingidas pela sua faraônica corte de dementados. Que este discurso seja apenas uma das tantas bravatas imprestáveis que este senhor Luiz Inácio pronuncia em palanques eleitoreiros, carregados de demagogia, sordidez e mentiras. E não o prenúncio do desmanche da democracia duramente reconquistada. Rezemos, meus amigos, rezemos.