Em oficio enviado na última sexta-feira, a Corregedoria da Receita Federal adiou por mais dois meses o término da investigação sobre a quebra do sigilo fiscal de Veronica Serra, do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas, e de outros tucanos.
O adiamento poderá deixar o desfecho da investigação para depois da eleição. A decisão está em despacho assinado pelo chefe substituto do escritório da Corregedoria na 8ª região fiscal, Claudio Ferreira Valladão.
Em julho, o corregedor-geral da Receita, Antônio Carlos Costa d'Ávila Carvalho, afirmou que pretendia encerrar a investigação em 60 dias. Na ocasião, disse que as investigações estavam concentradas em apenas "um funcionário".
A Folha não conseguiu entrar em contato com Carvalho ontem à noite.
O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, havia dito que o fisco tinha até 120 dias para concluir o caso.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Isto já estava previsto, não? Desde o início se tem dito que este seria o roteiro, o mesmo, aliás, do caso dos aloprados de 2006, ou de qualquer outro crime cometido pelo governo do crime organizado. Não adianta: podem mudar o pelo, mas não mudam o vício. E é sempre oportuno lembrar: este tende a ser mais um daqueles crimes que, depois de dezenas de versões diferentes, desmentidos estapafúrdios e embromações, acabam resultando em arquivamento, sem a punição dos culpados. Por isso, vale o registro: o medo dos petistas não é apenas perderem o poder e tudo que resulta em privilégios para a “casta” nele instalada. Temem que, ao saírem, o país descubra de fato o de safadeza e pilantragem que aprontaram, desmascarando seu ídolo máximo.
Além da cretinice costumeira, o governo bem como sua candidata, insistem em dizer que não houve crime e de tudo não passa de factoide, calúnia e desespero de seus adversários. Em reportagem dada pelo jornal O Globo, ficamos sabendo que 2.949 contribuintes tiveram seus dados violados só no posto da Receita Federal em Mauá, não por razão um dos berços do PT. Deste total, pasmem, nada menos do que 2.591 sequer tinham domicílio naquele município.
E, esta informação, diga-se de passagem, não foi prestada por ninguém da oposição. Provém do próprio Corregedor Geral da Receita Federal, órgão, conforme se vê, transformado num puteiro desgraçado pela interferência política, e política da pior espécie, por um governo leniente com o crime, desde que seja ele o beneficiado. Não é por outra razão que todos os aloprados vão “muito bem, obrigado”. Às favas com as leis e com os direitos dos cidadãos.