***** ‘Delicadeza’ de Dilma atormenta os assessores
O “jeito Dilma” de comandar fez vítimas na Casa Civil da Presidência da República, onde seu ibope é baixo, e também no comitê eleitoral. São frequentes as “baixas” na equipe, por alegados motivos de saúde, e três colaboradores estão sob tratamento. Um deles não suportou um insulto dela ao telefone e, durante a ligação, sofreu um derrame. Hoje, está sob cuidados médicos para recuperar os movimentos da boca.
Os assistentes não entendem por que tanto estresse, para quem lidera as pesquisas com folga. “Ela é tosca”, define um deles, sob tratamento.
Na Casa Civil, Dilma era temida pela rispidez. Costumava humilhar membros do governo expulsando-os de reuniões coletivas.
Nos corredores do Planalto, servidores homenageavam a “delicadeza” da ex-ministra da Casa Civil chamando-a de “papel de enrolar prego”.
***** Justiça proíbe a doação por particulares às vítimas da enchente
A Justiça Eleitoral em Rio Largo (AL), na região metropolitana de Maceió, proibiu "sob qualquer pretexto" as doações de particulares às vítimas da enchente que atingiu o município em junho. O motivo: compra de voto dos desabrigados por candidatos. "Foi detectado que cabos eleitorais a título de "ajudar" os desabrigados queriam, na verdade, aliciar votos", disse o juiz. "Candidatos com maior poder econômico podem se aproveitar do estado de calamidade e da miséria do outro." Porém, os desabrigados irão continuar recebendo alimentos e produtos de higiene, mas apenas da Defesa Civil do Estado e do município, em cronograma previamente definido. Segundo a Defesa Civil de Alagoas, 6.000 pessoas estão desabrigadas em Rio Largo e 15 em Satuba.
***** Para juristas, renúncia de Roriz suspende julgamento da Lei da Ficha Limpa
Folha de São Paulo
A decisão de Joaquim Roriz (PSC) de renunciar à candidatura ao governo do Distrito Federal suspende, na opinião de juristas, o julgamento da Lei da Ficha Limpa no STF (Supremo Tribunal Federal). Como o tribunal analisa recurso do candidato contra a sua inelegibilidade, especialistas em legislação eleitoral entendem que a ação perde o objeto --por isso o julgamento de mais de 15 horas deveria ser anulado.
"Em princípio, se ele renunciar perde o objeto do recurso. E esse julgamento perde validade e o Supremo terá que analisar a Lei da Ficha Limpa em outro processo", disse o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Arnaldo Versiani.
O advogado Eduardo Alckmin, ex-ministro do TSE, concorda que o Supremo terá que colocar em julgamento outra ação para decidir sobre a Ficha Limpa. "Perderia o objeto porque não há mais registro de candidatura, então não tem mais a discussão", disse.
Para o advogado Luiz Carlos Alcoforado, que representa o adversário de Joaquim Roriz, o petista Agnelo Queiroz, o julgamento da Ficha Limpa deverá ser anulado. "O julgamento fica esvaziado do ponto de vista prático. A renúncia significa que ele não tem interesse processual. O julgamento da Ficha Limpa deverá ser feito a partir de outro recurso. O processo de Roriz deverá ser extinto sem julgamento do mérito."
Ministro do TSE, Henrique Neves disse que a decisão de Roriz muda o quadro no STF. Para o advogado, o Supremo deverá se reunir para discutir o que fazer com o recurso apresentado por Roriz.
"O julgamento já está suspenso. Isso é um fato novo que deve ser considerado pelo tribunal para ver se tem interesse na discussão, se perdeu o objeto ou não. Mas isso é o Supremo que vai decidir analisando esse fato novo."
***** BC avalia risco de ‘bolha’ de crédito
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, admitiu hoje o risco de uma “bolha” de crédito no Brasil, mas garantiu, segundo a agência Reuters, que o Banco Central “está atento, impondo regras mais rígidas para os empréstimos bancários”. Meirelles falava para uma plateia de investidores, num evento organizado em Nova York pela Câmera de Comércio Brasil-Estados Unidos. Explicou o risco com a entrada excessiva de dólares e o excessivo volume de crédito fornecido pelos bancos brasileiros, que disparou nos últimos meses para atender o consumo interno, estimulado pelo governo durante a crise econômica mundial.
***** TCU pediu a PF para investigar filho de Franklin Martins
A denúncia de suposto tráfico de influência envolvendo o filho do ministro Franklin Martins (Propaganda) na estatal Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está há 18 meses no Tribunal de Contas da União, que pediu investigação da Polícia Federal. Outra acusação envolvendo o mesmo ministro, considerada no TCU ainda mais explosiva, foi encaminhada ao Ministério Público Federal no DF.
***** Reforço de R$ 30 bi para superar superávit primário
Martha Beck, Gustavo Paul e Patrícia Duarte, O Globo
A capitalização da Petrobras poderá dar ao governo um reforço de R$ 30 bilhões para o cumprimento da meta de superávit fiscal primário em 2010.
Segundo técnicos do governo, a economia para o pagamento de juros da dívida pública ficará maior devido a uma triangulação do Tesouro Nacional com a BNDESPar - braço de investimentos do BNDES.
A operação foi montada pela equipe do secretário do Tesouro, Arno Augustin, diante do forte aumento dos investimentos públicos, especialmente os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), este ano, que estão tornando difícil que se chegue aos 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pelo país) fixados para a meta.
A União receberá cerca de R$ 75 bilhões pela cessão onerosa de quase cinco bilhões de barris de petróleo do pré-sal para a Petrobras. Esses recursos deveriam ser usados para capitalizar a empresa.
Mas a estratégia adotada acabou sendo diferente. Como a BNDESPar também entrou na capitalização, o Tesouro não precisará desembolsar todo o valor. Ele pode emitir até R$ 45 bilhões em títulos para injetar na Petrobras. O restante será feito pela BNDESPar.
***** TV estatal deu 90% de espaço a partido de Chávez
O Globo
O canal estatal Venezolana de Televisón (VTV) dedicou 90% de seu espaço aos governistas e 10% aos opositores, em meio ao processo que antecede o pleito parlamentar deste domingo na Venezuela, segundo informou o Conselho Nacional Eleitoral (CNE).
O presidente da Comissão de Participação Política e Financiamento do CNE, Vicente Díaz, apresentou o dado ao falar sobre o encerramento da campanha nesta quinta-feira.
Segundo ele, a Lei Orgânica de Processos Eleitorais que regula a atuação dos meios de comunicação durante o período, estabelece que a cobertura deve ser completa e balanceada, mantendo um equilíbrio quanto ao tempo e espaço dedicado aos candidatos.
Díaz repreendeu a VTV e pediu que ela "se ajuste e se adeque ao que são as delineações para oferecer informação aos eleitores".
O funcionário lembrou que anteriormente já foram tomadas sanções contra o canal, com investigações administrativas a dois diretores
***** Presidente do TCE do AP mantinha relação sexual com menor, diz PF
Portal G1
O inquérito 681, que investiga um suposto esquema de corrupção no governo do Amapá, revela que o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AP), José Júlio de Miranda Coelho, 63 anos, teria mantido relações sexuais com menores. Segundo relatório da Polícia Federal enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), Coelho mantinha financeiramente uma mulher e duas filhas dela em troca de favores sexuais.
Coelho é apontado pela Polícia Federal como um dos pivôs do escândalo no Amapá. De acordo com o relatório da PF, por meio do TCE, respaldava contratos fraudulentos do governo estadual. Na casa de praia do presidente do TCE, na Paraíba, a PF apreendeu cinco carros de luxo, entre os quais uma Ferrari e uma Maserati. Também foi localizado um jato pertencente a ele, "escondido" em um aeroporto de Minas Gerais.
Além disso, o documento afirma que Coelho é dono de várias empresas por meio de "testas de ferro" e que tinha movimentação bancária incompatível com a remuneração como presidente do TCE. Segundo o inquérito, ele fez saques bancários da conta do tribunal num valor total de mais de R$ 7 milhões, sem especificar a finalidade.
***** Castelo de cartas
Principal testemunha do assassinato do prefeito Celso Daniel, Elcid Brito, o “John”, fugiu da cadeia há dois meses. Em 2006, outros três foram sequestrados no camburão. Sete testemunhas morreram. Resta um réu confesso, que vai a júri popular em 18 de novembro.
***** Obesidade na segurança
Antes composta de 40 oficiais do Exército, até a segurança presidencial sofreu inchaço empregatício: soma agora 280 homens e mulheres.
***** Nada de adesivos
A presidente da EBC, Tereza Cruvinel, usou o próprio celular, ontem, para fotografar câmeras da estatal. Procurava atestar que nenhum equipamento contém adesivos da candidata Dilma, como se noticiou.
***** Pode ser o começo do fim das Farc', diz especialista
Revista Veja
Morte de número 2 do grupo atinge o coração dos terroristas, o narcotráfico
Ao matar o segundo chefe militar mais importante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), na quinta-feira, o Exército colombiano atingiu o coração do grupo terrorista. Víctor Julio Suárez Rojas, o "Mono Jojoy", era o responsável pelo que mantém a guerrilha de pé: o narcotráfico. Agora, sem Jojoy no cenário de combate, a situação tem tudo para mudar radicalmente.
"Pode ser o começo do fim, o início de um eventual processo de paz no país", disse ao site de VEJA Sandra Borda, cientista política da Universidad de Los Andes, de Bogotá. "Eles receberam a mensagem do governo, de que continuarão a ser enfrentados, e sabem que já perderam a guerra."
"Mono Jojoy" fazia parte de uma célula das Farc que lidava diretamente com o tráfico de drogas. Distintos grupos da guerrilha agem em diferentes partes do país, tanto nas selvas como nas cidades.
Os sequestros, a luta armada e a violência são comuns a todos, assim como a dependência dos rendimentos do tráfico. Há uma parte das Farc, contudo, que não executa diretamente as tarefas ligadas ao comércio de drogas. Não era o caso de Jojoy, que vivia de matar e comandar o tráfico.
Sua morte desmantela a estrutura de "negócios" que sustenta a guerrilha. Não à toa, tanto o governo colombiano quanto o Departamento de Estado dos EUA ofereciam recompensas milionárias por sua captura.
Depois da morte do fundador das Farc, Manuel "Tirofijo" Marulanda, e dos líderes Raúl Reyes e Iván Rios, em 2008, a morte de Jojoy é o o principal golpe desferido pelas forças do governo contra o grupo.
"Não é simples colocar alguém no lugar dele", explica Sandra Borda. "Será difícil retomar todos os contatos que ele mantinha com o mundo do tráfico. As Farc, que já estavam sufocadas, perdem o oxigênio financeiro." Para a especialista, as condições são excepcionais para que o país dê início a um processo bem sucedido de desmantelamento das Farc.
Surgidas em 1964, elas se descrevem como "guerrilha marxista", mas o narcotráfico ocupou o lugar da ideologia há muito tempo. Sem Jojoy, o grupo, já derrotado na questão política, perde fôlego até em sua condição de quadrilha de traficantes.
***** De banda
Para justificar que a “imprensa tem lado”, Lula criticou “as duas ou três famílias donas de canais de TV, e as mesmas são donas das rádios e donas dos jornais". O aliado Sarney deve ter assobiado nessa hora.