Comentando a Notícia
No debate da Record, Dilma Rousseff voltou a atacar Serra sobre o senhor Paulo Souza, da Dersa Engenharia. Em primeiro lugar, é preciso deixar claro uma coisa: toda a alta cúpula do PT é ré perante a justiça, ou no mensalão ou no caso da fraude do Bancoop. Não é o caso do PSDB. Os processos foram amplamente investigados pelo Ministério Público e resultaram na formalização das denúncias à Justiça.
Sobre o Bancoop, não apenas o tesoureiro do partido é réu: o PT também é réu e o secretário da Presidência da República, Gilberto Carvalho se juntou ao bando e é réu também.
No dia em que houver investigação do Ministério Público no caso do Paulo Souza, e que estas investigações resultem na abertura de processo e este venha a ser acolhido pela Justiça, aí a dona Dilma poderá acusar a oposição daquilo que estiver descrito na ação. O que não pode, por ser incompetente para tanto, é querer já condenar alguém e um partido, sem que sequer o Ministério Público tenha aberto processo e formalizado acusação à Justiça.
Já no caso da Bancoop e no caso do Mensalão, temos situações bastante diferentes, da mesma forma que o rumoroso caso de Valter Cardeal, para quem a Procuradoria Geral da República recomendou seu afastamento do serviço público, coisa que o governo não aceitou. Sem falar nos desdobramentos do Bolsa Erenice e da quebra dos sigilos fiscais dos tucanos. Convenhamos, é muito crime para ser confrontado com um caso que sequer mereceu ser investigado até agora!
Outra estupidez, e esta é inexplicável quase, a menos que recorramos ao espírito vigarista que alimenta esta gente, é em relação ao petróleo, Petrobrás e pré-sal. Vamos por um pouco de ordem nesta casa. FHC encontrou uma Petrobrás produzindo 700 mil barris/dia. Ao quebrar o monopólio de exploração, a estatal carreou parcerias, tecnologia e capital. Resultado, ao deixar o governo, a Petrobrás produzia l,4 milhões de barris/dia, ou seja, apenas o dobro. E sem que a estatal deixasse de ser estatal e sem endividar o país, como está acontecendo agora com o pré-sal. Dilma canta uma marra vagabunda que, no devido tempo, será desmascarada, mas já antecipo. Para capitalizar a Petrobrás e aumentar a participação do Estado, o governo empurrou a conta dos 72,0 bilhões de reais para o contribuinte, que é quem vai pagar a conta sem ao menos ser acionista. Pois bem: quando este petróleo do pré-sal chegar a gerar a riqueza, e ainda estamos bem longe disto, a divida terá aumentado de tamanho. E muito, dado os juros que praticamos. Como o governo deverá distribuir royalties para os estados produtores, nem toda a receita do pré-sal será investida pelo governo federal. Será a metade disto se chegar a tanto. Porém, há uma dívida a ser paga que acabará comendo o outro quinhão.
Ou seja, a riqueza vai demorar a chegar, mas será embolsada pelos espertalhões no campo político como uma grande jogada. Mas há uma malvadeza não confessada ainda: pelo sistema de partilha, a exploração será exclusiva da Petrobrás. Como, mesmo com a capitalização ela não tem dinheiro suficiente para bancar a exploração, também precisará se endividar ainda mais para captar os investimentos que serão necessários. Ou seja, nem a Petrobrás poderá se beneficiar já que por um bom tempo terá que pagar dívidas. No sistema demonizado pelo PT, Dilma, Lula e o lacaio do Gabrielli, não haveria dívidas, e a riqueza, descontados os custos da exploração fruto da concessão, reverteria, integralmente, para o país. Pergunta: qual sistema mais inteligente e honesto economicamente? É bom lembrar que o risco de exploração recairia sobre as empresas investidoras, sem respingar absolutamente nada na Petrobrás. Sacaram?
Claro que dona Dilma no debate, fugiu como o diabo da cruz quando Serra tocou em assuntos digamos, ...delicados. Não respondeu, se engasgou e não saiu do lugar. Quais casos? Seu amigo Cardeal, na Eletrobrás (vejam post nesta edição sobre o luz para todos e dinheiro para eles), o loteamento de uma diretoria da Petrobrás para o aliado Fernando Collor (gente finíssima) e o fato de ser testemunha de defesa de José Dirceu, apesar de negá-lo na propaganda na tevê.
Outra das barbaridades petistas endossadas por Dilma Rousseff é a de que a oposição pretende acabar com o PROUNI. Mentira descarada. Por que a candidata Dilma não lê primeiro o processo e, depois, faça suas declarações e acusações baseadas no que está escrito.
A inconstitucionalidade não está no programa em si, mas na forma racialista com que se pretende selecionar os beneficiários, que contraria preceitos constitucionais consagrados.
O que a oposição não admite, e é justamente por isso que ingressou no STF com pedido de inconstitucionalidade do programa, e entendo que a maior parte da sociedade também não, é que o PT se utilize de programas de governo com propósito de praticar justiça social, mas cometendo o crime de criar uma cisão racial no Brasil. ISTO É QUE É INADMISSÍVEL, SENHORA DILMA, SACOU OU VAI QUERER QUE DESENHE?
Claro que Serra poderia ter atacado em outros pontos que a campanha governista insiste em mentir. Porém, com o formato atual de debates, não há como obter resultados melhores. Porém, está na hora da oposição preparar um amplo programa e movimento de esclarecimento da sociedade para repor a verdade em seu devido. A contaminação com mentiras e mistificações desvirtuou a cabeça de muita gente, que acaba acreditando em qualquer porcaria que o PT venha contar.
Em parte é o que o blog se propõe: combater a mentira petista, repondo a verdade histórica do país no lugar onde sempre deveria estar. No campo das privatizações, nos indicadores sociais e de qualidade de vida, nos aspectos econômicos já expusemos aqui comparativos bastante úteis. Compete ao leitor avaliar e difundir. O país não pode continuar sendo ludibriado com tamanha leviandade e estupidez.
Se parte da sociedade prefere manter-se emburrecida e desinformada, é uma escolha que lhe cabe. Mas, não tentem silenciar no berro ou por instrumentos autoritários, aqueles que não se curvam à mentira, à impostura, à ignorância e a tirania. Dispensamos mau-caráter e hipócritas. Temos direito de sermos honestos, íntegros e verdadeiros. Este é o Brasil que somos e é o Brasil que queremos ser.