quinta-feira, outubro 28, 2010

Paulo Bernardo critica editorial de jornal britânico que defende Serra. E o Hugo Chavez pode, Bernardo?

Texto Graciliano Rocha, para a Folha de São Paulo. Comento em seguida.

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O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) criticou o editorial do jornal britânico "Financial Times", que defende a eleição de José Serra (PSDB) como melhor escolha para o Brasil.

Ele disse estranhar que uma publicação estrangeira "se meta a fazer esse tipo de avaliação" e afirmou que o "imperialismo britânico acabou".

No editorial, publicado na edição desta terça-feira, o jornal afirma que, embora Dilma e Serra tenham perfis parecidos, a eleição do tucano diminuiria a influência de Lula no próximo governo. Comparou o papel do petista em eventual governo de Dilma como "presidência paralela" exercida pelo primeiro-ministro Vladimir Putin na Rússia.

"Se a gente for se pautar por um jornal britânico é o fim da picada. Nós fomos colônia da Inglaterra nos anos mil oitocentos e qualquer coisa. O imperialismo britânico acabou há muito tempo", disse.

Licenciado do ministério para se dedicar à campanha petista no Sul, Paulo Bernardo afirmou em encontro com prefeitos catarinenses na segunda que a eleição de Dilma representa a continuidade do governo Lula.

***** COMENTANDO A NOTICIA:
É impressionante a imbecilidade, a má fé, a ignorância desta tropa petista assentada no governo. Quando no exterior, os jornais rasgam elogios a Lula, então pedem reconhecimento e não se fartam de dar vazão aos elogios. Na crítica, acham-se no direito de desqualificar a informação.

Ou seja, quando um editorial defende a candidatura de oposição, isto é intromissão indevida a ser qualificada como “imperialismo”. Agora, e o presidente venezuelano, Hugo Chavez, usar parte de seus discursos para fazer campanha eleitoral em favor da candidata governista, está liberado senhor Bernardo? Dois pesos e duas medidas, senhor ministro? Ou será subserviência para com os tiranos do planeta? Um pouco de coerência não lhe faria mal nenhum!!!

A propósito disto, sempre é oportuno lembrar quais parceiros estão do lado de Dilma, entre os quais o tiranete da Venezuela. O vídeo abaixo não deixa dúvidas.

Dilma 13 e seus apoios.