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Estudante aguarda a abertura dos portões para a prova do Enem em Belo Horizonte.
06/11/2010 (Leo Fontes/Folhapress)
O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira, defendeu na segunda-feira o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e minimizou a nova crise. Mas o secretário executivo da entidade, Gustavo Balduíno, não descarta a possibilidade de que algumas das 59 instituições ligadas à Andifes desistam de usá-lo em seus vestibulares caso o calendário seja afetado.
"Somos usuários de um serviço do Ministério da Educação. Caso esse serviço não atenda às expectativas, não há razão para que ele continue a ser adotado", afirmou Balduíno. Ele ressalta que a decisão é das instituições. "Muitas baseiam o processo seletivo apenas no Enem. Outras, usam o teste para compor uma média. Da mesma forma que elas são livres para incluir o Enem, também são livres para deixar de usá-los, caso assim julguem necessário."
Madureira, que está em Maputo, Moçambique, disse que "não há elementos para que se tome medidas para suspender a prova". Para Balduíno, é cedo para qualquer providência. "Há algumas dúvidas, que vão além do problema das provas. Como denúncias do uso de celular. Precisamos checar se isso procede, conversar com o MEC."
(Com Agência Estado)
