Ricardo Setti, Veja online
(Foto: Javier Galeano/AP)
Guillermo Farinas na sua casa em Santa Clara, Cuba
Coerente com sua política de “direitos humanos”, o governo de Cuba impediu que o dissidente Guillermo Fariñas viajasse a Estrasburgo, na França, para receber o o Prêmio Sakharov 2010 de Liberdade de Pensamento, com o qual foi agraciado pelo Parlamento Europeu.
Conforme post que publiquei em outubro passado, Fariñas, que já realizou 23 greves de fome em protesto contra a tirania do governo, considerou o prêmio um reconhecimento internacional à causa dos presos políticos da ilha.
Na ocasião, ele voltou a acusar o regime cubano de ”assassinato”, disse que Lula é “cúmplice da ditadura sanguinária de Raúl e Fidel Castro” e condenou a atitude do presidente de, ao visitar Cuba logo após a morte de outro dissidente por greve de fome, num dos momentos mais infelizes de sua política externa, comparar os opositores da tirania cubana aos criminosos comuns trancafiados nas cadeias brasileiras.
Com a proibição da viagem, o site de VEJA realizou significativa reportagem mostrando como a ditadura cubana a um só tempo restringe ao máximo as viagens de seus cidadãos ao exterior e ganha dinheiro com isso. O custo de um passaporte, ao final de um inferno burocrático, é equivalente a três meses do salário médio de um trabalhador.
