sexta-feira, dezembro 17, 2010

'Quando o jogo passa a ser ilegal, ninguém ganha', diz Cabral

Central de Notícias, Agência Estado

Governador do Rio defendeu a existência do jogo legalizado no Brasil; na última terça, 14, Câmara dos Deputados vetou projeto de legalização dos bingos

SÃO PAULO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu nesta quinta-feira, 16, a existência do jogo legalizado no país durante um evento para doação de ambulâncias e vans para instituições beneficentes. Os veículos foram comprados através de uma parceria entre o Rio Solidário e a Loteria do Rio (Loterj).

Referindo-se à votação que proibiu a legalização dos bingos na última terça-feira, 14, o governador declarou: "O Congresso Nacional acabou de derrubar o bingo, mas muitos países têm o jogo legalizado. Quando o jogo passa a ser ilegal ninguém ganha. A Loteria do Rio é um exemplo didático do bom uso do lucro, do resultado de um jogo legal. É preciso ter um controle apenas."

A Câmara dos Deputados barrou na terça-feira projeto de lei que autorizava a atividade de bingos. O texto final, que excluía as máquinas caça-níqueis e previa a destinação de receita para áreas como saúde e segurança, seguiria para o Senado Federal e sanção presidencial, caso fosse aprovado.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:

Santo Deus, quantos crimes mais, o governador Sérgio Cabral continuará defendendo e pedindo “descriminalização”? Nesta rota, chegará o dia em que, no Brasil, não haverá mais crimes nem criminosos. Teremos atingindo o estágio de barbárie pura.

Claro que combater o crime dá trabalho, enche o saco, custa dinheiro, muitas vezes o planejado não sai como se imaginava. Mas, caramba, isto faz parte da função do governante, afinal, candidatou-se para isso, para corrigir problemas, e não para jogar nas costas dos outros, o que estes “outros deixaram” de fazer. Ou, a exemplo do que Cabral está tentando fazer: diminuir o número de crimes tornando os atuais devidamente legalizados. Cretinice tem hora e lugar, não é mesmo?

Tal mentalidade leviana não se coaduna com responsabilidade e capacidade de gestão. Melhor faria o governador se, ao invés de defender o crime e incentivar sua legalização, se dedicasse seu mandato para cumprir com as suas obrigações, trabalhando mais e melhor, por exemplo. Afinal, governar não é só fazer turismo no exterior à custa dos contribuintes, não é mesmo governador?