Adelson Elias Vasconcellos
O Brasil também tem seu whikileaks. E, a exemplo do original, o nosso “espião” adora divulgar os subterrâneos do poder, principalmente, quando se trata de revelar coisas confidenciais das relações com outros países.
O texto que segue abaixo, por exemplo, se divulgado pela grande imprensa, receberia críticas intensas do governo brasileiro, devidamente acompanhadas de muitos desmentidos. Até se compreende tal postura, afinal, não se pode sair por aí contando tudo, principalmente, quando se tem um governo petista...
Apesar das relações prá lá de suspeitas que o nosso whikileaks revela entre o Brasil (no governo Lula) com as FARC’s, Venezuela e o Irã, o fato é que, se a gente for juntar os pontinhos soltos daqui e dali, constataremos muitas verdades e muita patifaria. Há sim uma certa coerência da revelação, coerência que vem de passado recente.
Não é segredo para ninguém o estreito vínculo que Lula e o PT sempre mantiveram com as FARC’s. Muito embora os terroristas colombianos já não façam mais parte – oficialmente ao menos - do clube das esquerdas latino-americanas, conhecido como Foro de São Paulo, o relacionamento do grupo com o PT jamais foi contestado. Pelo contrário. Nas várias oportunidades que o governo Lula teve para reconhecer o grupo guerrilheiro como terrorista, sempre negou-se em fazê-lo. Sempre procurou pintá-los com cores mais suaves.
O que há de diferente nas relações reveladas agora, é a atividade de contrabando de minerais nobres a que o grupo vem se dedicando. Até aqui, era o narcotráfico a sua principal fonte de renda.
Com o aumento das ações de repressão ao tráfico no continente, muitos integrantes das FARC’s passaram a ser acolhidos na Venezuela de Hugo Chavez, e no Brasil, primeiro, nos acampamentos do MST, onde ministram cursos de guerrilha, e depois como cidadãos livres através de asilos políticos concedidos pelo governo Lula. Oliverio Medina é um exemplo clássico desta verdade. Aliás, sua esposa está muito bem empregada e protegida pelo cargo que ocupou - e talvez ainda ocupe – em Brasília, no Ministério da Pesca.
As relações com Irã também não são nenhuma novidade. Lula comprometeu a imagem do Brasil no exterior com a aproximação e a defesa intransigente ao direito de Ahmidenajad de desenvolver seu programa nuclear. Até hoje nada justificava tanto a aproximação quanto a postura bucéfala ao programa nuclear iraniano. Até que...
Viesse à luz revelações para lá de comprometedoras, a indicar os caminhos obscuros que o senhor Lula, o ex, perseguiu para manter este relacionamento em tão alta conta.
Juntando tudo num único balaio, Farc’s, Venezuela e Irã, com as consideráveis reservas de urânio do subsolo brasileiro, principalmente na região que faz fronteira com a Bolívia, fica mais fácil de entendermos os pontos que unem o país a gente tão mau caráter.
Da mesma forma como a grande imprensa torceu o nariz quando das primeiras revelações sobre a existência do Foro São Paulo começaram a ser reveladas, agora, sequer é capaz de divulgar algum tom de suspeita diante de fatos que merecem especial atenção de todo o país.
Não apenas por conta das más companhias em que Lula meteu o Brasil, mas pelos compromissos internacionais assumidos pelo país com a comunidade internacional no campo de programas nucleares.
Vamos ver por quanto tempo a grande imprensa fugirá de assunto tão relevante. O tema merece investigação profunda porque, a se confirmar as revelações do whikileaks verde-amarelo, estamos diante de graves e criminosas ações por parte do governo petista a comprometerem a segurança interna do país. A denúncia é grave demais para ser posta de lado e ignorada. A população precisa ser informada da verdade, porque este é seu direito.
Não é de hoje que as fronteiras da região norte do país se encontram totalmente vulneráveis. Melhor seria acreditar que seja muito mais por falta de uma política de defesa do que por simples omissão derivada da conivência do governo do PT com seus amigos da Bolívia, FARC’s, Venezuela, e o Irã.
Coisa de uma semana atrás, publicamos aqui editorial do Estadão sobre as pretensões brasileiras para exportação de urânio enriquecido. Seria a tentativa do governo brasileiro de “legalizar” um comércio já existente e ilegal, antes que a comunidade internacional nos repreenda? Pode ser, de qualquer forma, com tanta prioridade para ser atacada, é no mínimo inoportuna esta ambição comercial do Brasil. E se alguma ilegalidade está sendo praticada, melhor descontinuá-la de imediato. O país não tem nada a ganhar nesta aventura despropositada e com gente da pior espécie.
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