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A Folha de São Paulo fez um levantamento dos projetos originais de Dilma com o que ela está conseguindo aprovar, mesmo tendo a maior base de apoio da história deste país. Esqueceu de acrescentar o Código Florestal, onde o governo federal amargou uma derrota histórica. Vejam abaixo:
Reforma tributária
POSIÇÃO ORIGINAL
Ainda durante a campanha eleitoral, a presidente fixou prazo de cem dias em seu governo para começar a reforma tributária, cuja discussão perdeu espaço ao longo da gestão Lula
PRESSÃO
Dilma se deparou com a resistência de governadores, que querem compensações de perdas causadas por pontos da reforma, como a mudança na arrecadação do ICMS, principal fonte tributária dos Estados
RECUO
Diante do impasse e para evitar novos focos de tensão com aliados, a reforma não entrou na pauta nos cem primeiros dias de governo e está ainda distante de ser resolvida
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Gays
POSIÇÃO ORIGINAL
Projeto de lei anti-homofobia previa criminalizar o preconceito por orientação sexual. Em outra ação, o Ministério da Educação planejava distribuir vídeos sobre diversidade sexual para escolas públicas
PRESSÃO
Deputados evangélicos e católicos protestaram contra os projetos. Em retaliação, ameaçaram obstruir a pauta na Câmara e convocar Antonio Palocci (então chefe da Casa Civil) para explicar aumento patrimonial
RECUO
Governo sinaliza que vai suavizar texto do projeto de lei e definir como crime só o ato de induzir alguém a praticar violência por conta de preconceito sexual. Dilma determinou ainda a suspensão dos vídeos
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Lei da Anistia
POSIÇÃO ORIGINAL
Quando chefe da Casa Civil, Dilma defendeu a revisão da Lei da Anistia. Para ela, os crimes cometidos por agentes de repressão na ditadura eram imprescritíveis e poderiam ser julgados a qualquer tempo
PRESSÃO
Para evitar polêmica com setores militares durante a campanha eleitoral, a então candidata passou a dizer ser contra a revisão porque não queria "revanchismos"
RECUO
Em junho,Dilma desistiu oficialmente da revisão da lei. Em nome da presidente, a AGU recomendou ao Supremo Tribunal Federal que rejeite um recurso do Conselho Federal da OAB sobre a questão
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Sigilo eterno
POSIÇÃO ORIGINAL
A presidente defendeu originalmente o fim do sigilo de documentos oficiais -com prazo máximo de 50 anos para documentos ultrassecretos -a ser votado no Senado nas próximas semanas
PRESSÃO
Após pressão dos senadores e ex-presidentes Fernando Collor e José Sarney e do vice-presidente Michel Temer, Dilma recuou: o governo passaria a defender a prorrogação indefinida do sigilo de alguns papéis
RECUO
A mudança de lado repercutiu mal, sobretudo entre petistas. Dilma recuou do recuo e disse que acataria a decisão dos congressistas. A maioria dos senadores é a favor do fim do sigilo
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Sigilo em orçamentos da Copa
POSIÇÃO ORIGINAL
O governo incluiu em medida provisória que flexibiliza licitações para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016 um artigo que mantém em sigilo orçamentos e dificulta a fiscalização de órgãos de controle
PRESSÃO
A aprovação da medida na Câmara repercutiu negativamente entre aliados e oposição. Dilma chegou a dizer que houve "má interpretação" e que os órgãos de controle continuariam com livre acesso às contas
RECUO
Após inúmeras justificativas e sob ataque do Congresso, o governo admitiu modificar a MP. Foi, então, recolocada no texto obrigatoriedade de acesso "permanente" dos órgãos de controle aos orçamentos
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Emendas
POSIÇÃO ORIGINAL
Sob justificativa de equilibrar contas, Dilma disse que não prorrogaria decreto que firma prazo para o pagamento de "restos a pagar" -despesas herdadas de anos anteriores, a maioria emendas de congressistas
PRESSÃO
A favor da extensão do prazo até o fim do ano de olho em obras nas suas bases, deputados da base e da oposição ameaçaram paralisar votações de temas importantes na Câmara, sobretudo em temas urgentes
RECUO
Diante da rebelião iminente, Dilma cedeu e decidiu prorrogar por mais SQ dias o decreto que garante a sobrevivência das verbas em troca de colaboração nas votações.