quarta-feira, fevereiro 15, 2012

A nova ordem e a carne de laboratório

 Ateneia Feijó, Blog do Noblat 

Todo dia tem uma desgraça na mídia. Crack, despejo, injustiça, motin, ilegalidade, trem paralisado, vandalismo etc. A lista dos tipos de violência perturbando o cotidiano de gente pacífica que vai e vem em centros urbanos e periferias não tem tamanho. Tampouco o oportunismo partidário eleitoreiro. Já há quem admita que gostar de paz é infernal!

Então, pensar em aperfeiçoar a ordem virou coisa do capeta. Um paradoxo ou o quê? Simples confusão. Muitos brasileiros ignoram a diferença entre ordem e opressão; e imaginam disciplina como falta de liberdade. Não sabem o que é viver num regime de ditadura. Ou tirania. Aí sim, de propósitos diabólicos.

De volta à ordem e à disciplina. Sem as duas é impossível haver planejamento e administração de metas públicas ou privadas. Nem mesmo engajamentos lícitos com suas bandeiras de luta. E como seria possível existirem times ou trabalhos em equipe? Orquestras? Portanto, achar bacana transgredir só porque os ordeiros seriam conservadores é um tremendo equívoco.

Existe ordem na criação. Por exemplo: inventores, artistas e cientistas inovadores são disciplinados apesar de suas “transgressões”.

Apologia do caos não leva a nada. Pessoas comuns, que por fatores inesperados se deram mal, conseguem se recuperar a partir de novos projetos, de um novo caminho. O mesmo pode acontecer com nações, países e governos. No caso, o mais conveniente é um novo sistema, paradigma ou modelo.

Quer ver? Não tem sentido toda essa divergência sobre o Código Florestal aprovado pelo Senado. Interromper o desmatamento, recuperar solos degradados e deixar nascerem florestas nativas tornou-se a nova ordem planetária. O mais sensato agora é parar essa briga de “mocinho e bandido” entre os envolvidos e perceber de vez o que está por vir.

Na Universidade de Oxford, a inglesa Hanna Tuomisto estuda o desenvolvimento de carne cultivada a partir de células-tronco de porcos, convertendo-as em células musculares, para consumo humano, segundo a reportagem de Renato Grandelle na revista Planeta Terra (07 de fevereiro de 2012), do Globo.

As pesquisas indicam que a produção de carne em laboratório exigirá 99% menos terra e 90% menos água. Além de liberar até 95% menos gases-estufa. Óbvio que por enquanto a pecuária tradicional está em vantagem. Laboratórios e pesquisadores de células-tronco custam muito mais caro. Por enquanto...

Alguém duvida que o destino da raça humana esteja nas mãos da ciência e do bom senso?