Já se disse e vou reafirmar: Amorin não sequer autoridade legal para tentar impor censura aos clubes militares, não tem legitimidade para cercear o direito de expressão dos militares reservistas e, como se não bastassem, nãotem a menor competência para ocupar o cargo que ocupa. Já como Ministro das Relações Exteriores dos dois mandatos de Lula, Amorin só provocou ações de pura vergonha e constrangimento par ao país. Se ele adora juntar-se às corjas dos ditadores e tiranos que governam isto é problema dele, mas não querer impor estes canalhas como amigos e parceiros do povo brasileiro que os repudia, dada à sua tradição de amor à liberdade.
Ferindo qualquer princípio de bom senso, a presidente Dilma resolveu seguir Amorin numa empreitada que, além de beirar o ridículo e a ilegalidade, acabou gerando senão uma crise pelo menos um mal estar totalmente inútil.
Tivesse na primeira vez, simplesmente, se calado, já que o manifesto embora crítico mas de maneira alguma desrespeitoso em seu conteúdo, e tudo teria se resolvido. Porém, querendo demonstrar mais autoridade do que a lei já lhe faculta, resolveu dar uma demonstração de força desproporcional às críticas recebidas, e desonrosa ao cargo que ocupa em um país democrático.
A reação foi imediata. Sem fugir um milímetro sequer, a reação veio imediata, de parte dos militares da reserva. Subindo o tom crítico em relação ao manifesto inicial, condenaram a censura imposta, no que estavam no seu direito legítimo de opinarem. Pronto, foi o que bastou para o nanico Amorin e sua chefe se indignarem, num desvario próprio de caudilhos e governantes autoritários, sem a estrutura e formação básica do que seja uma democracia e um estado de direito. Das 98 assinaturas iniciais elas já chegaram a mais de 300 e podem aumentar ainda mais, caso o ridículo ministro Amorin insista em aparecer mais do que pode.
Espero sinceramente que tudo acabe sem que o governo Dilma insista nesta demonstração de autoridade. Primeiro por desnecessária. Segundo, porque fere direitos adquiridos dos militares. É pre4ciso que os governantes brasileiros, principalmente os de esquerda, tenham em mente uma coisa: no estado de direito democrático, até eles são submetidos à lei. Nas ditaduras, as leis são determinadas pelos caprichos do tirano de ocasião. Assim, ou Dilma e Amorin se submetem, e desistem desta cretinice de querer punir seus críticos, até porque eles estão exercendo um direito legítimo previsto em lei desde a década de 80 do século passado, ou acabarão demonstrando que de democracia, além de não entenderem nada, não era por ela que pegaram em armas contra a ditadura militar.
Aliás, esta é a segunda crise, em dois anos, que se cria com os militares. Este novo embate dos governos petistas, e agora com adesão de civis a manifesto, é a repetição da crise instalada no final de 2009 com o texto da Comissão da Verdade sobre apuração de violações de direitos humanos de ambos os lados na ditadura. O então ministro Nelson Jobim (Defesa) ameaçou sair com os comandantes militares, obrigando Lula a mudar o texto para “conflitos políticos” e não “repressão política”.
Para que os leitores possam refletir, segue em vídeo a reação à censura q eu o governo Dilma quer punir, arbitrariamente.