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Com agência France-Presse
Contrato bilionário é disputado pelos fabricantes Dassault, Boeing e Saab
(Pascal Rossignol/Reuters)
O caça Rafale, do fabricante francês Dassault,
está na disputa pelo contrato bilionário da FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) prolongou por mais seis meses o prazo para a licitação bilionária para compra de 36 aviões de caça. A FAB pediu que os três fabricantes de aviões voltem a manifestar interesse pelo contrato de 5 bilhões de dólares. O último prazo terminou em 30 de junho e se estenderá agora até o final do ano.
Em comunicado, a Força Aérea disse que este novo pedido de apresentação das propostas financeiras é um "procedimento normal", enquanto a seleção não é finalizada. A disputa está entre o modelo Rafale, da fabricante francesa Dassault, o F/A-18 Super Hornet, da norte-americano Boeing, e o Gripen NG, da sueco Saab.
Segundo o diretor da filial brasileira da Dassault, Jean-Marc Merialdo, o novo prazo é a "quarta prorrogação". "É simplesmente uma questão administrativa, não há nenhum outro motivo", diz. Uma das principais condições do Brasil aos fabricantes é a transferência total da tecnologia. Assim, a construção das aeronaves poderá ser realizada de forma local, com a possibilidade de venda imediata no mercado regional.
****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Êta historia mais enrolada esta tal compra de caças, não? Isto começou ainda no governo FHC quando o ex-presidente resolveu decidir não decidir. Dado o valor total, transferiu a decisão para governo seguinte, Lula, já que competiria a ele pagar a conta.
Lula enrolou o quanto pode, até prometer a Sarkozy, então presidente da França, que o Brasil optaria pelo caça francês Rafale. Com promessa e tudo, Lula foi adiando a decisão final. É bom lembrar que o relatório feito pela Aeronáutica tinha optado pelo caça sueco, tendo como segunda opção o americano. O então ministro da Defesa, Nelson Jobim, fez uma enorme pressão para que a Aeronáutica mudasse o relatório, obrigando que aceitasse o caça francês, apesar dos exaustivos estudos técnicos terem indicado não ser o Rafale a melhor escolha, aliás, entre os três concorrentes, o Rafale ficara em terceiro.
Em março deste ano, a Revista Veja revelou uma negociação prá lá de suspeita entre Lula e Sarkozy, centrada em documentos divulgados pela Wikileaks. Claro que o governo negou qualquer manobra desonesta. Mas o fato é que até agora não se entende porque a Aeronáutica, que é afinal quem utilizará os caças, tenha indicado um modelo, e o governo Lula tenha optado justamente pelo menos recomendado, e com preço muito superior ao que o mesmo fabricante vendeu para a Índia.
Tão logo assumiu, Dilma empurrou o assunto para adiante, e até hoje nenhuma decisão foi tomada. Agora se anuncia que a coisa vai andar. Que seja, mas que a transparência seja total para uma compra milionária e que a opção final tenha caráter técnico, e não aqueles de submundo que sempre estão presentes quando os envolvidos são petistas.
