sexta-feira, julho 13, 2012

A CUT e o passado


Carlos Chagas
Tribuna da Imprensa

Paulada igual raramente se vê. Fala-se do discurso do senador Pedro Simon a respeito do anúncio, pelo novo presidente da CUT, de que a entidade vai para as ruas pressionar o Supremo Tribunal Federal para absolver os réus do mensalão.

O representante do Rio Grande do Sul lembrou a importância da Central Única dos Trabalhadores nos tempos do regime militar. Com a ascensão do PT ao poder, no entanto, tanto a CUT quanto a União Nacional dos Estudantes perderam o sentido dos movimentos sociais. Dedicam-se a defender os gays e a exigir meia passagem nos transportes coletivos. Ou a construir novas sedes. Não discutem os grandes temas nacionais e, quando procuradas, não estão em lugar algum.

Simon declarou-se impressionado com o posicionamento do novo presidente da CUT, de ficar contra o julgamento do mensalão. Disse ser uma incongruência a defesa dos réus, em especial porque a condenação de alguns, se assim entender o Supremo, representará o primeiro passo para o país acabar com a impunidade. Esse, para ele, o grande problema nacional. E contra a impunidade a CUT não faz nada. Pelo contrário, a estimula.

Conforme o senador, é essencial que o governo Dilma dê certo, superando a crise econômica, mas não será com o apoio da CUT, que agora estimula a greve dos funcionários públicos, além de pregar a absolvição dos mensaleiros.

SISTEMA APODRECIDO
Para o senador Pedro Taques, o sistema ferroviário nacional apodreceu. Como rotina, as obras são contratadas, iniciadas e interrompidas, para as empreiteiras exigirem mais recursos. Não cumprem o prometido nas licitações e impõem o superfaturamento. Quanto o governo vem gastando e mais gastará pela falta de cumprimento dos contratos? Acresce que as obras prometidas não saem do papel. Como estão, na realidade, as ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste? Ninguém responde…