sexta-feira, julho 13, 2012

Mantega pressiona Congresso para aprovação de medidas de estímulo

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo
Agência Estado

Ministro da Fazenda diz que é inconcebível, em tempos de crise econômica, que o Congresso demore para aprovar medidas provisórias de estímulo econômico

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira à Agência Estado que está preocupado com a demora da Câmara dos Deputados em aprovar as Medidas Provisórias 563 e 564.

As medidas apresentam propostas para a segunda etapa do Plano Brasil Maior. Dentre as proposições, está a desoneração da folha de pagamento da indústria de transformação e serviços, para aumentar a competitividade.

Outra proposta é a ampliação do Reporto, programa de modernização dos portos, além de mais investimentos em infraestrutura, como ferrovias.

A MP 564 também autorizaria a capitalização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também objetiva reestruturar a atuação do setor e padronizar a ação dos Fundos Garantidores nos investimentos.

"As Medidas Provisórias 563 e 564 contêm as principais medidas de combate à crise estímulo ao investimento. Não há razão para protelar a aprovação dessas medidas. É inconcebível que nesse momento de crise o Congresso demore para aprovar as medidas", disse Mantega.

O ministro da Fazenda pediu a mobilização da Câmara e da sociedade para aprovação das medidas. "Espero a colaboração da oposição para que não haja obstrução", afirmou.

****** COMENTANDO A NOTÍCIA:
A memória do ministro é muito curta. Tão logo o Plano Real foi lançado, ele escreveu para a Folha um artigo crítico sob o título "A fantasia do Real". O PT, partido do ministro, quando esteve na oposição JAMAIS quis colaborar com governo algum, sabotou no que pode e apostou vigorosamente no quanto pior melhor. 

Agora, diante da dificuldade que o atual governo vem encontrando para alavancar o crescimento do país, o senhor ministro vem pedir a colaboração da oposição? É muita cara de pau!!! Até porque, recentemente, foi a próprio presidente Dilma quem afirmou categoricamente de que a crise está apenas nos noticiários.Então, se não há crise, não há pressa.