Sílvio Guedes Crespo
Estadão.com
O real tradicionalmente é uma das principais moedas que os investidores compram quando os preços de commodities começam a subir, mas essa situação está mudando aos poucos “por causa de uma economia hesitante e um banco central hostil”, na opinião da jornalista Georgia Wells, do Wall Street Journal.
Desde que o Banco Central assumiu um “papel ativo” no câmbio, os investidores se acostumaram à ideia de que se o real subir muito o governo vai agir.
Na sexta-feira passada (3), por exemplo, a pesquisa sobre o mercado de trabalho americano trouxe dados melhores que o esperado, o que gerou aumento de confiança na economia global e, consequentemente, alta de moedas de países emergentes. Daquele dia até a quinta-feira 9, a moeda da África do Sul subiu 3%, e a da Rússia, 2,8%. Mas o real avançou menos, apenas 1,6%.