terça-feira, dezembro 11, 2012

Em Paris, Dilma quer mudar política de Merkel para Europa. É muita prepotência!!!


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Com agência France-Presse

Presidente brasileira deseja unir forças com o líder francês, François Hollande, para buscar uma saída para o euro diferente da proposta da chanceler alemã

 (Roberto Stuckert Filho/PR) 
Dilma estaria decepcionada com a atuação de Hollande ante a crise europeia

A presidente Dilma Rousseff está em Paris nesta segunda-feira para cumprir uma agenda de três dias um tanto peculiar. Avessa a eventos políticos internacionais e visitas fora do Brasil, a presidente decidiu fazer sua segunda viagem à Europa em pouco mais de 15 dias para tentar convencer o presidente francês, François Hollande, a se posicionar de maneira mais contundente contra a política de austeridade fiscal defendida pela Alemanha.

A investida indireta de Dilma contra a política da chanceler alemã Angela Merkel ocorre dias depois de a presidente se irritar com a revista britânica The Economist por sua sugestão de mudanças na equipe econômica do país – a começar pela demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A proposta causou a fúria da presidente, que chegou a dizer que o governo jamais seria influenciado por uma revista estrangeira.

Em Paris, segundo reportagem do jornal Le Monde, Dilma tentará uma aproximação mais estreita com Hollande para estruturar políticas econômicas para a Europa que sejam, ao mesmo tempo, menos recessivas e mais direcionadas ao crescimento. Segundo o diário, Paris e Brasília têm bons argumentos para buscar um caminho diferente do que vem sendo aplicado no continente, com foco em ajustes de gastos e sem estímulo à expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da união monetária. "Não é de hoje que François Hollande e Dilma Rousseff estão afinados quando se trata de questões econômicas. Além disso, ambos também compartilham um estilo diplomático mais suave do que seus antecessores, Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva", escreve o jornal.

No Brasil, não deu certo – 
Contudo, o jornal também argumenta que a defesa de uma política menos austera e mais desenvolvimentista por parte da presidente Dilma ainda não rendeu frutos ao próprio país que comanda. Prova disso é a dificuldade que o Brasil enfrenta para voltar a crescer de maneira significativa – sobretudo depois do resultado pífio do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, que cresceu apenas 0,6%.

Dilma, contudo, não está frustrada apenas com o resultado do PIB, diz o Le Monde. O jornal francês relata que a presidente também tem se decepcionado com a atuação de Hollande no contexto da crise do euro. "Ela esperava que Hollande fosse o indutor de uma outra política econômica europeia. E ela estaria decepcionada pela falta de vigor francesa na cena europeia e por sua fraca capacidade de resistência frente a atuação de Angela Merkel", mostra a reportagem.

Caças - Apesar de a agenda oficial não incluir uma referência explícita à licitação brasileira de 36 aviões caça por empresas concorrentes da França, dos EUA e da Suécia, a questão tem estado no centro das conversações bilaterais nos últimos anos. O porta-voz do Ministério francês das Relações Exteriores, Philippe Lalliot, disse nesta segunda-feira que "esta é uma decisão soberana do Brasil". "A presidente Dilma Rousseff conhece a qualidade da nossa parceria, especialmente no que diz respeito à transferência de tecnologia e nós mostramos na execução de contratos anteriores a qualidade e a realidade dos compromissos da França nessa área", disse Lalliot.

A empresa francesa Dassault, com seu modelo Rafale, a norte-americana Boeing, com seu F/A-18 Super Hornet, e o sueco Saab, com o Gripen NG, disputam o contrato de cerca de 5 bilhões de dólares para a renovação da frota de aeronaves do Brasil.

A princípio, a decisão era esperada para 2011, mas o governo brasileiro a adiou devido a problemas orçamentários associados com a desaceleração da economia após a crise global. Para o fim de setembro, um funcionário de alto escalão do governo brasileiro disse à AFP que a decisão final será anunciada em 2013 e que o governo já tem um favorito. 

Petismo em Paris – A presidente da República também participará de uma agenda essencialmente petista na capital francesa. É convidada de honra de um fórum de discussão sobre questões sociais promovido pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurés – um centro de discussões políticas ligado ao partido Socialista da França.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Se Dilma olhasse para o seu próprio quintal, deixaria de lado esta prepotência descabida de querer receitar aos outros aquilo que nem ela consegue realizar no Brasil.

O grande problema dos países em crise na zona do Euro (e não são todos), foi a irresponsabilidade acumulada durante anos de desgoverno cuja receita foi a de gastarem mais do que podiam, forçando seus países para endividamentos além da capacidade de gerar riquezas suficientes para atender os compromissos com credores.

Readquirir esta capacidade não é uma tarefa para amadores, sequer para quem jamais precisou enfrentar tais dificuldades.   

A irresponsabilidade para ser corrigida vai obrigar a estes países uma brutal  correção de rota e isto não se consegue sem sacrifícios.

Dilma Rousseff, fosse um pouco menos arrogante, encontraria no Brasil razões para reprimir esta prepotência toda de querer dar lições sem ter base suficiente para isso.

Não foi fácil e nem tampouco pequenos os sacrifícios feitos pelo Brasil para chegar a situação que desfruta no momento. Só que este esforço e estes sacrifícios não foram empreendidos pelos governos petistas, estes apenas foram herdeiros do trabalho alheio.

Assim, não tendo o Brasil que enfrentar as dificuldades que alguns países europeus estão passando, já tendo feito no passado as reformas que por lá serão indispensáveis (e não foi o PT quem as fez por aqui, até pelo contrário, foram contra), podendo desfrutar de um crescimento virtuoso, a política econômica desencadeada pela soberana, tem tido efeito contrário, mantendo o país numa estagnação vergonhosa até quando comparada com países do continente latino-americano.

Portanto, dona Dilma, ponha de lado este seu lado “professoral” porque, por aqui, o resultado de seu governo não lhe dá base para ensinar a ninguém como conduzir seu país. 

Aliás, se nem ao menos a presidente é capaz de absorver com  serenidade uma simples crítica de uma publicação estrangeira ao crescimento pífio do governo Dilma em dois anos de mandato,  por muito menos deve se meter a dar pitacos sobre a condução da economia de outras nações. 

Menos, dona Dilma, menos...