terça-feira, maio 14, 2013

Questão indígena: a mentalidade medieval da CNBB


Comentando a Notícia

Primeiro, peço que leiam a notícia abaixo, publicada por Roldão Arruda no Estadão. Comentaremos em seguida. 

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Governo Dilma legitima violência contra índios, acusa CPT
O governo da presidente Dilma Rousseff está atropelando a Constituição e legitimando atos de violência contra grupos indígenas. A afirmação está contida em nota pública divulgada nesta segunda-feira, 13, pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A nota é uma resposta ao pronunciamento feito no dia 8 pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman. Ao se apresentar perante a Comissão da Agricultura da Câmara, ela declarou que o governo está revendo as normas para a demarcação de territórios indígenas. Também disse que existem grupos que usam os índios “para impedir obras essenciais ao desenvolvimento do País”.

Para a CPT, o governo Dilma tem uma “visão monocrática de desenvolvimento” e encontra-se submetido “aos interesses do agronegócio”.

A nota também acusa a ministra Gleisi de tentar desvalorizar as manifestações indígenas contrárias a projetos que afetam sua vida e seus territórios. Para a comissão, ela trata os índios “como se fossem apenas massa de manobra nas mãos de outros interesses.”

Ao insistir em expressões como “progresso e desenvolvimento” no debate sobre direitos que envolvem territórios habitados há séculos por índios, “a ministra acaba por legitimar toda a violência empreendida contra os povos originários no país”, segundo a CPT.

O texto lembra o artigo 231 da Constituição, que garante os direitos indígenas, e acordos internacionais, dos quais o País é signatário, que corroboram estes direitos. “As declarações da ministra soam como uma afronta à Constituição”, diz.

A nota ainda denuncia o desmantelamento que estaria ocorrendo na Fundação Nacional do Índio (Funai): “O Palácio do Planalto desqualifica os trabalhos da Funai propondo submeter os estudos de identificação e delimitação de terras indígenas à análise da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), contrariando mais uma vez a legislação brasileira.”

A íntegra da nota pode ser lida no site da CNBB.

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Não é de hoje que a CNBB põe de lado sua principal missão, a pastoral, para se ocupar de coisas da política. E, não sem surpresa, e em vista desta escolha, acaba perdendo seu rumo e, em consequência, perdendo fiéis que migram para outras seitas e religiões, que mesmo sendo cristãs, diferem no sentido de se aterem apenas aquilo que lhes é essencial: divulgar a palavra de Cristo.

A CNBB, diga-se de passagem, foi uma das responsáveis pelo nascimento do PT. Foi, ao lado dos sindicatos do ABC paulista,  o grande canal de penetração que acabou atraindo milhares de simpatizantes, mais tarde tornados militantes partidários.

E, depois que o PT chegou ao poder, acabou vendo que não passara de mera massa de manobra para um projeto de poder, a tal ponto que o PT defende coisas totalmente contrárias aquilo que a CNBB defende como o aborto, casamento entre homossexuais, dentre outras maravilhas. 

Agora, a CNBB vem fazer a defesa do atraso. Para uma POPULAÇÃO QUE REPRESENTA MENOS DE MEIO POR CENTO do total do país, não se contenta em doar-lhes os já 13% de território demarcados, pretendem ainda mais e o resto que lixe!

Esta é mesma Pastoral que fica ao lado do MST, por exemplo, que tanta morte tem causado no campo. E vale a pergunta: quantos assentamentos, dentre os milhares já realizados, de fato são ocupados por trabalhadores rurais e quantos, de fato, se mostraram eficientes cumprindo a missão para a qual foram criados? 

Na questão indígena, mais uma vez, fica patente o grave preconceito que habita a alma deste pessoal da Pastoral da Terra. Alimentam um ódio mortal contra outros trabalhadores rurais cujo trabalho tem sido a mola do crescimento tanto econômico quanto social do Brasil. Se opõe a qualquer tentativa de progresso. Abraçam causas que, a rigor, deveriam repelir, que é a defesa de grupos indígenas dentre os quais, grande número jamais estiveram, moraram ou habitaram o Brasil antes de 1988. Só vieram para cá em busca de terra fácil que lhes garantiria o contrabando ilegal de madeira, de  minérios e metais preciosos, sempre financiados pelo capital internacional. A CNBB deveria, urgentemente, fazer uma grave reflexão sobre seus conceitos. 

Ora, senhores, um pouco mais de bom senso não lhes faria mal algum. Está provado que, desde a constituição de 1988 a população indígena brasileira cresceu de fora para dentro. O que tem de grupamento de indígenas migrando do Peru e das Antilhas  para dentro do território nacional é uma enormidade! E é para esta gente que sequer nasceu aqui, que jamais tiveram raízes históricas aqui, que os senhores bispos da CNBB querem entregar fatias do território brasileiro de graça? 

Outra aberração que se lê nesta nota esquizofrênica da CNBB é culparem o agronegócio pela situação dos índios. Primeiro, deveriam era agradecer ao agronegócio pelo que bom se produz no país. Não fosse pela excelência e pelo trabalho incansável dos agropecuaristas brasileiros, o Brasil estaria falido. É o agronegócio que mantém a mesa dos brasileiros com comida farta e barata. É graças ao agronegócio que, pelos avanços tecnológicos introduzidos no campo, o país consegue produzir o suficiente para manter sua inflação sob relativo controle sem aumentar, na mesma proporção, a área cultivada. E do excedente produzido,  que exportamos para o mundo todo, o Brasil conseguiu formar um colchão de segurança em divisas que asseguraram a estabilidade que pode gozar, tendo como resultado final a possibilidade de tirar milhões da pobreza e miséria extrema.

Demonizar o agronegócio, perdoem-me os senhores bispos da CNBB, é um discurso que representa não apenas pobreza de espírito, mas, sobretudo, extrema ignorância e má fé. Que cada povo  defenda e cultive seus hábitos, costumes e cultura própria, mas digam lá: qual a grande contribuição dos indígenas para o desenvolvimento do Brasil? É fato que se tornaram grandes catadores de dinheiros de ong’s estrangeiras interessadas em explorarem nossas riquezas. É fato que muitas tribos são imensos “exportadores” de  madeira ilegal, e adorariam não serem policiadas para que permitissem em suas terras a presença de multinacionais para exploração ilegal de minérios estratégicos e metais preciosos. 

É preciso que a CNBB perca de uma vez por todas este conceito romântico que ainda mantém em relação aos nossos indígenas. Aqueles que são genuinamente brasileiros, e que deveriam ser assistidos pelo Estado, foram abandonados  tanto pelo Estado quanto pela sociedade, CNBB inclusive. 

E, uma vez mais, peço que os senhores da CNBB perdoem-me pela franqueza: mas passa da hora deles começarem a respeitar as pessoas que realmente trabalham neste país, que ajudam a construir uma nação melhor, com um futuro melhor, e mais justo. 

Esta história de se ficar defendendo vagabundos e vigaristas, senhores bispos, já apodreceu  e teve seu prazo de validade vencida. Agropecuaristas há muito tempo estão multiplicando sua produção sem aumentar a área plantada. Isto é competência que merece reconhecimento e respeito.  Há muita terra no Brasil em que as tribos indígenas podem se abrigar, e eles próprios já gozam de áreas imensamente maiores do que exigem suas necessidades. Que eles queiram viver de forma primitiva é um direito que ninguém lhes pode negar. Porém, não podem invadir o direito daqueles que escolheram um outro modo honesto de conduzirem suas vidas. Progresso não mata ninguém, e a evolução, gostem os senhores da CNBB ou não, faz parte do projeto divino da criação. 

Mesmo não concordando com absolutamente nada do que o governo petista tem feito, na questão indígena, contudo, acho que o partido tem sido benevolente demais, tolerante demais, obsequioso demais. Não percebi até hoje nenhuma ação belicosa de parte do governo petista em relação aos índios brasileiros. Não há violência alguma sendo cometida, a não ser os casos de abandono como o que ocorre com a Reserva Raposa do Sol. 

Por isso, o projeto apresentado pela Advocacia Geral da União atende, primordialmente, o interesse do país. Não pode a cessão de terras, que são patrimônio de TODO o povo brasileiro, ficar restrita à decisão de meia dúzia, nem sempre parciais. Concorde-se com o comportamento dos nossos congressistas ou não, mas são eles os legítimos representantes do povo brasileiro, eleitos em votação secreta, direta e livre. Não foram impostos lá. Sendo assim, sua legitimidade os autoriza a serem os últimos a decidir sobre demarcação de terras para as populações indígenas. No caso da Raposa Serra do Sol, a própria decisão do STF foi fruto de um laudo antropológico, conforme denunciado, assinado por um motorista de caminhão que jamais cruzara perto da reserva.  

Além e por causa disto, também,  o que o governo brasileiro não pode é, sob o manto da Constituição de 1988, doar terras para grupamentos que nunca viveram no Brasil. Que só se deslocaram para cá movidos pela sede inescrupulosa de ong’s vigaristas sedentas por explorarem riquezas que pertencem ao povo brasileiro. Passa da hora da CNBB tomar um chá de realidade e por de lado este vício cruel de defender vigaristas e condenar trabalhadores honestos como os agropecuaristas brasileiros. Eles não têm culpa nem de sua competência, tampouco da ignorância extrema de certos religiosos entupidos de má fé.   Senhores bispos, façam um favor a si mesmos: SAIAM JÁ DA IDADE MÉDIA.