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Wellton Máximo, Agência Brasil
Mais cedo, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Mantega tinha dito que o corte, de até R$ 15 bilhões, seria anunciado na próxima semana
Elza Fiuza/ABr
O ministro negou ainda que o corte chegue efetivamente aos R$ 15 bilhões.
“Disse [na entrevista à Rede Globo] que o valor seria abaixo disso”,
limitou-se a declarar. “O corte sai assim que tivermos uma proposta.”
Brasília – O corte adicional no Orçamento Geral da União poderá ficar abaixo de R$ 15 bilhões, disse hoje (5) o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Segundo ele, ainda não há definição de quando ocorrerá o anúncio. “Não há uma definição sobre o corte. Quando houver, avisarei a todos.”
Mais cedo, em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, Mantega tinha dito que o corte, de até R$ 15 bilhões, seria anunciado na próxima semana.
O ministro negou ainda que o corte chegue efetivamente aos R$ 15 bilhões. “Disse [na entrevista à Rede Globo] que o valor seria abaixo disso”, limitou-se a declarar. “O corte sai assim que tivermos uma proposta.”
Em maio, a equipe econômica anunciou o bloqueio de R$ 28 bilhões de verbas do Orçamento Geral da União de 2013. Na ocasião, o ministro Mantega declarou que o corte seria suficiente para alcançar a meta reduzida de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano.
Na entrevista à TV Globo, no entanto, Mantega disse que o governo acompanhará o impacto do bloqueio de verbas ao longo do ano e não descartou novos cortes para cumprir a meta ajustada de superávit primário.
Segundo ele, o contingenciamento [bloqueio] adicional atingiria despesas de custeio (manutenção da máquina pública), como viagens e passagens, material permanente, serviço de terceiros e aluguéis.
***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Muito estranha esta declaração de Mantega. O governo passou uma semana inteira anunciando que iria cortar não R$ 15 bi, mas R$ 20 bi. Publicamos aqui que os técnicos da Fazenda estavam encontrando “dificuldades” para localizar as gorduras que poderiam ser queimadas e não se descartava a necessidade de se elevar impostos. Evidente, que criticamos esta postura.
Agora, Mantega aparece afirmando que haverá cortes mas que não se sabe quais e nem quando estes acontecerão.
Primeira alternativa: Mantega está apenas testando o mercado para sentir qual a reação e, a partir dela, direcionar o que será feito de prático.
Segundo alternativa: o governo está usando a ameaça de cortes para obter apoio legislativo na aprovação de seu projeto de “reforma política”. Porque a tesoura se imagina irá podar as tais emendas parlamentares.
É só escolher.
