domingo, setembro 08, 2013

No Dia da Pátria, só vândalos aparecem nas manifestações

Veja online

Mais uma vez, a cena se repetiu nas principais capitais do país: o protesto como desculpa para um pequeno grupo de arruaceiros realizar o quebra-quebra

Gabriela Batista 
São Paulo - Manifestantes depredaram agências bancárias durante protesto 

Os protestos já viraram rotina no calendário das principais cidades brasileiras. Como também passou a ser comum o quebra-quebra do patrimônio público. Neste sábado, 7 de setembro, Dia da Independência, as manifestações convocavam milhões de pessoas para sair às ruas. Mas apenas uma pequena parcela compareceu para, claro, provocar confusão. Foram os seguidores da tática black bloc, que pretendiam chamar mais atenção do que os desfiles cívicos.

As maiores manifestações ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. As três capitais registraram, mais uma vez, cenas de confronto entre pequenos grupos e policiais. Também ocorreram passeatas em Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e cinco capitais. Ao todo, 40 cidades registraram algum tipo de protesto.

Pelo balanço das polícias militares de todo o país, menos de 20.000 pessoas foram às ruas neste sábado e pouco mais de 500 pessoas foram detidas. Até às 22 horas, 50 manifestantes foram levados para a delegacia em Brasília. No Rio, 77 foram detidos. Em São Paulo, 39 pessoas foram presas. Em Curitiba, 27 e em Fortaleza, 30. Cerca de 20 manifestantes ficaram feridos.

Gabriela Batista 
São Paulo - Manifestantes entraram em confronto com a polícia
 durante protesto no centro da cidade 

O temor de confusão esvaziou as paradas militares. Em Brasília, pela manhã, o forte esquema de segurança impediu que o público acompanhasse o desfile do gramado da Esplanada dos Ministérios, como já é tradição. Apenas quem foi para as arquibancadas pode assistir à marcha. A Polícia Militar colocou 4.000 homens a mais para garantir a segurança e revistar bolsas e mochilas. No Rio, cerca de 300 manifestantes contornaram a barreira policial montada para evitar a chegada à área do desfile e conseguiram alcançar a pista lateral. Houve lançamento de bombas de gás, prisão de manifestantes e tumulto generalizado nos arredores da Avenida Presidente Vargas, nos arredores do desfile. Assustados, os espectadores se refugiaram nas estações do metrô - o prefeito Eduardo Campos e o governador Sérgio Cabral não estavam presentes. Em São Paulo, não houve incidentes durante a parada, que neste ano não teve a presença da cavalaria e da Tropa de Choque da PM, que foram deslocados para outros pontos da cidade. 

A presidente Dilma chegou às 9 horas - quinze minutos depois do previsto na agenda oficial - para acompanhar o desfile na capital federal. Estiveram presentes na tribuna de honra o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho; a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha; o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz; e o presidente do STF, Joaquim Barbosa. As ausências notadas foram as dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

Apesar de o número de manifestantes ter sido bem menor do que os 40.000 esperados pelo governo local, um grupo de cerca de 500 pessoas deu trabalho para a polícia em Brasília. Trinta e nove foram detidas. Logo após o fim do desfile, parte dos militantes tentou forçar a entrada no Congresso Nacional. Depois de serem repelidos pelos policiais, eles se dirigiram ao estádio Mané Garrincha. Houve novos confrontos e o grupo não conseguiu se aproximar da arena. Ele atacaram uma concessionária, onde danificaram cinco carros, tentaram invadir a sede da TV Globo e fecharam algumas das principais vias da capital. Os comerciantes da rodoviária do Plano Piloto e de um shopping no centro de Brasília fecharam as portas. Alguns militantes, com o rosto coberto, arremessaram rojões nos policiais.

Reinaldo Canato 
São Paulo - Manifestantes com o rosto coberto
 carrega pedras durante protesto no centro da cidade

Apesar de o número de manifestantes ter sido bem menor do que os 40.000 esperados pelo governo local, um grupo de cerca de 500 pessoas deu trabalho para a polícia em Brasília. Trinta e nove foram detidas. Logo após o fim do desfile, parte dos militantes tentou forçar a entrada no Congresso Nacional. Depois de serem repelidos pelos policiais, eles se dirigiram ao estádio Mané Garrincha. Houve novos confrontos e o grupo não conseguiu se aproximar da arena. Ele atacaram uma concessionária, onde danificaram cinco carros, tentaram invadir a sede da TV Globo e fecharam algumas das principais vias da capital. Os comerciantes da rodoviária do Plano Piloto e de um shopping no centro de Brasília fecharam as portas. Alguns militantes, com o rosto coberto, arremessaram rojões nos policiais. 

Reinaldo Canato 
São Paulo - Manifestantes colocam álcool em uma bandeira do Brasil 
durante manifestação no centro da cidade