quarta-feira, novembro 13, 2013

Alô, alô, Dilma, PT & Cia: Brasil é 2o país latino-americano que mais apoia privatizar

João Pedro Caleiro
Exame.com

Brasil só perde para o Equador em porcentagem de habitantes que acreditam que privatizações foram benéficas para o país e que estão satisfeitos com os serviços

George Campos / USP Imagens 
Bandeira do Brasil com prédios ao fundo:
 problemas econômicos perderam destaque

São Paulo - 44% dos brasileiros concordam que as privatizações de empresas estatais foram benéficas para o país. É a segunda maior taxa entre todos os países da América Latina, atrás apenas do Equador, onde atinge 57%.

A média total latino-americana é de 30% de aprovação e chega a 18% no Chile e 20% na Argentina. Os dados são da última pesquisa Latinobarómetro, realizada em junho deste ano nos 18 países da região, exceto Cuba.

A porcentagem de brasileiros satisfeitos com os serviços privatizados também é relativamente alta: 37%, abaixo apenas do Equador.

Menos preocupados
De forma geral, a preocupação com a economia e o desemprego diminuiu nos últimos anos em toda a região. Atualmente, o Brasil é o latino-americano com a menor porcentagem de habitantes que acreditam que problemas econômicos são os mais importantes do país: 19%. 

O desemprego é considerado o principal problema por apenas 6% dos brasileiros, contra uma média de 16% na América Latina como um todo.

18% dos brasileiros consideram justa a distribuição de renda no país, contra 25% na média da região. O Equador é único país em que uma maioria da população é a favor da atual divisão da riqueza. 

77% dos brasileiros acreditam que o Estado pode resolver o problema da pobreza, taxa que só perde para os 82% registrados no Paraguai. 

A porcentagem de brasileiros que acreditam na economia de mercado como melhor sistema para o desenvolvimento é de 66%, levemente acima da média latino-americana de 59%.

Curiosamente, países considerados mais estatizantes como Venezuela tem taxas altas como 69%, enquanto outros considerados mais abertos tem taxas menores, como o Chile (43%).

O Latinobarómetro é produzido pela Coporação Latinobarómetro, uma ONG sem fins lucrativos com sede em Santiago, no Chile. A pesquisa começou em 1995 em 8 países e aumentou gradativamente até atingir em 2004 todos os 18 países da região, com exceção de Cuba.

A pesquisa deste ano entrevistou presencialmente 20.204 pessoas em 18 países entre 31 de maio e 30 de junho. 

***** COMENTANDO A NOTÍCIA:
Este apoio da população à privatização não se dá por questões ideológicas que, aliás, para a grande maioria, não passam de baboseiras de “políticos” para encher linguiça!!!

O apoio é produto direto dos péssimos serviços públicos que são oferecidos. Caem de podres, sem falar no péssimo atendimento com que a população é tratada por parte dos servidores públicos. Raros o que demonstram boa vontade em servir, em atender, quanto mais com bons modos e respeito. 

  A população sabe que paga impostos escorchantes que deveria reverter em seu benefício. Contudo, o que se tem visto é que grande parte da arrecadação de impostos é praticamente torrada em desperdícios, na vida aristocrática da elite estatal que se conta em milhares de inúteis e no pagamento de juros da dívida. O que sobra para saúde, educação, saneamento, segurança, transporte é merreca. 

Assim, qualquer coisa que atenue a degradação destes serviços é bem vista e recebida pela população. O resultado serve também para desmistificar o discurso nacionalista imbecil com que as esquerdas se esfalfam nos palanques. O que o povo mais quer é ser e se sentir respeitado, não importa se por agentes públicos ou privados.