O Globo
Com informações El Nacional
Presidente anunciou procuradoria especial para crimes cometidos por comerciantes
LEO RAMIREZ / AFP
Consumidores carregam uma TV comprada em loja de Caracas.
Venezuelanos fazem fila para comprar eletrodomésticos
CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro informou, em cadeia nacional, outras medidas para combater a crise econômica. Ele deu um ultimato para que as lojas que fecharam "por (falta de) estoque" ou por qualquer outra razão, abram para atender à população.
- (As lojas) Têm até amanhã ao meio-dia para atender ao povo - disse ele, informando que colocará equipes de vigilância dentro destas para que não escondam os produtos.
Ele anunciou a criação de uma procuradoria especial para atender exclusivamente e de forma rápida os casos de usura e roubo dos comerciantes.
O chefe de estado venezuelano determinou a criação de um mecanismo para que se devolva o dinheiro aos venezuelanos que foram roubados pelas empresas antes de a revolução chegar para impor a justiça".
Maduro também alegou que a oposição decidiu infiltrar pessoas "para gerar violência" nas filas que têm se formado nos comércios.
Procuradora-geral: 28 pessoas detidas
Ele apontou que as "milícias e o poder popular" serão encarregados de "combater a guerra econômica" e garantir a ordem e a tranquilidade.
- Está ativado oficialmente o poder popular, os conselhos comunais, as comunas, a Frente Francisco Miranda, as UBCH ("Unidades de Batalha Hugo Chávez") sob o mando cívico-militar.
A procuradora-geral da República, Luisa Ortega Díaz, disse que designou 50 fiscais que intervirão em caso de "alterações" e delitos de usura estabelecidos na Lei para Defesa das Pessoas e Acesso aos Bens e Serviços.
Até o momento, segundo ela, foram detidas 28 pessoas, e há 10 ordens de prisão e três estabelecimentos sob intervenção. Ela convocou os trabalhadores das empresas a colaborarem com as investigações.
